Jornal dos Desportos

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Chefe da Honda defende Pedrosa

24 de Setembro, 2016

Chefe da Honda, Lívio Suppo saiu em defesa de Dani Pedrosa. Depois de um início de época difícil, o espanhol reagiu em Misano,  bateu Valentino Rossi pela vitória no GP de San Marino e da Riviera de Rimini. Na visão do dirigente, o triunfo no Circuito Marco Simoncelli serve para mostrar que Pedrosa foi criticado, injustamente.

“No geral, é muito fácil criticar. E, é um prazer demonstrar que as críticas eram um pouco gratuitas”, disse Suppo em entrevista ao diário espanhol 'As'.

Suppo reconheceu que Dani não teve um ano difícil, mas avaliou que também é trabalho da fábrica ajudar os pilotos saírem de situações complicadas.

Além disso, o dirigente lembrou que são poucos os pilotos que conseguem vitórias na elite do motociclismo, por tantos anos seguidos. O topo do pódio de Misano veio mais de 14 anos, depois do primeiro triunfo de Dani, no GP da Holanda, de 125cc em 2002, o que coloca o espanhol como o quarto piloto, com a mais longa carreira vitoriosa no Mundial, atrás de Valentino Rossi (mais de 19 anos), Loris Capirossi (mais de 17 anos) e Angel Nieto (mais de 16 anos). Além disso, 2016 é também a 15ª época seguida que o piloto conquistou, pelo menos, uma vitória por ano. Apenas, Rossi conseguiu essa marca na carreira entre 1996 e 2010. Considerando só a MotoGP, são 11 anos de vitórias, marca atingida por Rossi: 2000 a 2010 e Giacomo Agostini: 1965 a 1976.

“Ele só ganhou uma vez, é verdade, mas não tem uma lista grande de pilotos que estão a ganhar há dez anos, pelo menos uma vez. Como tudo que fez, creio que as pessoas faltaram com um pouco de respeito com Dani”, apontou.”


MOTOGP
Rivais apontam
Dovizioso campeão


Andrea Dovizioso ganhou uma pressão extra, para o Grande Prémio de Aragão. O titular da Ducati é apontado pelos rivais como o mais cotado, a dar sequência ao rodízio de vencedores na MotoGP. Marc Márquez, Valentino Rossi, Jorge Lorenzo e Dani Pedrosa colocaram Andrea Dovizioso como piloto mais cotado para aumentar a lista de vencedores, inédito de 2016.

Até aqui, são oito pilotos diferentes no topo do pódio de 2016, uma marca inédita na era da MotoGP. Marc Márquez, Valentino Rossi, Jorge Lorenzo, Dani Pedrosa, Maverick Viñales, Andrea Iannone, Cal Crutchlow e Jack Miller subiram ao lugar mais alto do pódio.

Com cinco corridas para o fim da época, representa o maior número de vencedores diferentes na era da MotoGP. Nos 68 anos de história do Mundial, só uma vez a divisão principal teve tantos vencedores. No ano 2000, Kenny Roberts Jr., Garry McCoy, Rossi, Max Biaggi, Alex Barros, Álex Crivillé, Loris Capirossi e Norick Abe subiram no topo do pódio.

Além disso, são oito vencedores diferentes numa sequência de oito corridas, um facto inédito na classe rainha.

Em conferência de imprensa, no MotorLand de Aragão, Marc Márquez colocou Andrea Dovizioso como possível nono vencedor de 2016.

“É difícil, mas por que não Dovizioso? Está sempre muito perto, mas terminou em segundo lugar muitas vezes. Então?”, questionou Marc.

Sentado ao lado do espanhol da Honda, Valentino Rossi respondeu: “Sim, acho que Dovizioso tem tudo para vencer”.  De seguida, Jorge Lorenzo também apontou o craque da Ducati: “Sim, Dovizioso”.

Dani Pedrosa, por sua vez, falou um pouco mais, mas mesmo em votar em Andrea, lembrou que a época já mostrou surpresas. Mesmo aqueles que não eram apontados no topo do pódio com frequência, têm oportunidade de vencer.

“É difícil saber com certeza, Dovizioso é um dos mais próximos entre os pilotos que não venceram nessa época, no seco. Como vimos, em algumas dessas corridas com flag -to -flag ou no piso molhado, alguns outros pilotos que normalmente não estão tão próximos da vitória, também puderam vencer, então acho que está aberto”, opinou.