Jornal dos Desportos

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Chefe da McLaren demonstra pessimismo

06 de Maio, 2017

As distâncias entre as equipas aumentam.

Fotografia: AFP

Sem embalar na temporada, o sentimento interno da McLaren já não é dos mais animadores sobre o que a equipa pode fazer na Fórmula 1, em 2017. Embora reconheça-se a deficiência do seu motor, fornecido pela Honda, o chefe da equipa, Eric Boullier, desabafou em relação ao momento que a tradicional equipa está a passar.

“Na Fórmula 1 existe algo bastante inconveniente. As distâncias entre as equipas  aumentam. Um motor mais potente é mais eficiente,  consome e contamina menos, mesmo com todas as vantagens. Enquanto, motores mais fracos apresentam muito mais desvantagens, e o nosso motor reúne todas elas. Não somos rápidos, e estamos a atirar no próprio pé. Assim, essa  torna -seuma situação delicada”, comentou.

Na mais recente prova da temporada, na Rússia, no final de semana, os pilotos da McLaren novamente não  cumpriram os seus objectivos. Fernando Alonso, principal nome da equipa, novamente abandonou a corrida antes da sua conclusão, e concluiu apenas uma prova neste ano.O espanhol, que já demonstrou sua insatisfação com os erros da equipa na temporada, também não parece depositar esperanças de uma melhoria, e até mesmo abriu mão de correr numa das provas do ano, no Mónaco, para competir nas 500 milhas de Indianápolis, na Fórmula Indy.

Surpresa
Brabham cogita regressar à categoria


Detentora de seis títulos do Mundial de F1, a Brabham deixou a sua marca na história do desporto,  foi a equipa pela qual, na época em que era comandada por Bernie Ecclestone, levou Nelson Piquet à conquista de dois campeonatos, em 1981 e 1983. Agora, 25 anos depois de deixar a grelha, a marca tem planos para voltar. É o que informa o jornalista britânico, Joe Saward

Fundada em 1966, por Jack Brabham, a equipa foi baptizada com o sobrenome do tricampeão mundial de F1, deixou a marca na história. Campeã mundial, logo no ano de estreia, a Brabham também facturou o título do Mundial de Construtores, na temporada seguinte, e levou Denny Hulme ao título. No início da década de 1980, sob o comando de Bernie Ecclestone, a equipa britânica contou com a presença de Nelson Piquet, que conquistou os títulos mundiais, em 1981 e 1983. 

 A equipa  faliu e deixou F1 há 25 anos, cogita voltar à grelha e estuda até mesmo comprar a Force Índia, por meio de investidores norte-americanos interessados no projecto, e trazer de volta às pistas a marca Brabham. A informação foi publicada pelo jornalista britânico Joe Saward,  num artigo na revista ‘Autocar’, na quarta-feira

 O chamado ‘Project Brabham’ liderado por David Brabham,  tem como objectivo colocar a marca de supercarros, como acontece com a McLaren, vislumbra a F1 como plataforma ideal para promoção para a montadora. No ano passado, a Brabham anunciou a contratação do engenheiro argentino Sergio Rinland, experiente com passagens por várias equipas da F1, como Williams, Benetton, Sauber, Arrows e a própria Brabham.

A Force Índia é vista como uma equipa ideal para ser adquirida, em razão do momento incerto pelo qual atravessam os seus donos, Vijay Mallya, que recentemente foi preso em Londres, em razão de problemas com a justiça indiana, e Subrata Roy.

 Segundo o artigo publicado por Saward, a cúpula da Force Índia estipulou como preço pela equipa, um valor entre  200 a 270 milhões de dólares.Contudo, a reportagem sugere que Mallya e Roy possam vender a Force Índia por um valor bem inferior, na casa dos Usd  150 em razão dos problemas com a justiça indiana.  Para adquirir a Force India, a Brabham conta com o apoio de investidores norte-americanos, que têm  capacidade de comprar a equipa anglo -indiana e repbatizar com o nome da icónica equipa que fez história na F1.

 Procurado pela reportagem, David Brabham, ex-piloto de F1 e vencedor das 24 Horas de Le Mans, disse que há de fato a intenção de levar novamente a marca de volta às competições, mas preferiu não dar mais detalhes.  “A Brabham é uma marca, com mais de 69 anos de história nas corridas, e é nossa intenção ver seu nome de volta. Desde que o Project Brabham foi lançado, estamos a ser abordados por diversas pessoas que expressaram o interesse em licenciar o nome, e estamos a avaliar várias opções”, disse.