Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Chefe da Mercedes descarta pânico após derrota

07 de Abril, 2015

Depois de dominar o GP da Austrália a equipa de Hamilton foi surpreendida por uma performance inteligente da equipa italiana que tenciona repetir a proeza no Grande Prémio da China segunda corrida do calendário da Federação Internacional de Automobilism

Fotografia: AFP

Toto Wolff, chefe da Mercedes, reiterou que não há motivos para pânico depois da vitória da Ferrari, mas admitiu que é preciso reagir rápido para evitar novas derrotas. O dirigente revelou que a equipa já planeia introduzir mais cedo o pacote de actualizações para o W06.
A Mercedes voltou a pedir calma e insistiu que não há motivos para pânico depois da derrota sofrida com a Ferrari na Malásia, na prova disputada há pouco mais duma semana, em Sepang.

A equipa alemã já fala em intensificar o programa de desenvolvimento para afastar qualquer ameaça externa. E deve introduzir actualizações no W06 mais cedo do que planeava. A confirmação veio do chefe da equipa de Estugarda, Toto Wolff. Depois de dominar o GP da Austrália, que abriu o Mundial a meio de Março, os prateados acabaram surpreendidos por uma performance inteligente da equipa italiana no circuito malaio e tiveram de amargar, logo na segunda etapa da temporada, a primeira falha do ano.

Questionado se a Mercedes está pronta para enfrentar o ressurgimento da Ferrari, Wolff disse que confia nos seus recursos, mas admitiu que há uma necessidade de reagir. “Eu li um artigo que dizia que a Ferrari incrementou maciçamente o seu orçamento para esta temporada”, disse o austríaco.
“Mas nós temos tudo o que precisamos. Estamos confiantes de que, com a quantidade de equipamentos, pessoas e recursos que possuímos, estamos bem posicionados na luta”, completou.

“Nós só precisamos de manter a calma, continuar a desenvolver o nosso carro e introduzir mais cedo do que o planeado algumas actualizações. Mas realmente não há motivos para pânico”, destacou Wolff. “Estamos de volta à normalidade, em que se tem mais do que um candidato ao título”, acrescentou. O chefe de Lewis Hamilton e Nico Rosberg também contou que se divertiu com as mudanças drásticas nas avaliações da imprensa mundial em relação à hierarquia de forças da F1 em 2015, após a corrida em Sepang.

“Acho que não devemos ser tão extremos nas nossas avaliações. Em Melbourne, foram exagerados em dizer que a Mercedes ia ganhar toda a temporada. Duas semanas depois, as pessoas já estavam a falar em 'fim de uma era'. Talvez agora seja o início de uma nova batalha, uma luta que nós queremos também, um desafio que queremos assumir, com certeza”, disse o dirigente.

“Trata-se apenas de se manter a calma e reavaliar o que acontece, para voltar ainda mais confiante e veloz para as próximas corridas”, concluiu.
Neste fim-de-semana, a F1 desembarca na China, para a terceira etapa da temporada 2015, na pista de Xangai.

PRETENSÃO
Equipa quer recuperar da derrota no circuito “talismã”


A Mercedes acusou o golpe após ser superada de forma convincente pela Ferrari no GP da Malásia. Porém, a equipa alemã tem bons motivos para acreditar que a história é diferente na próxima etapa, na China. Em Xangai a equipa conquistou a sua primeira vitória após o regresso à Fórmula 1, em 2010. A conquista de Nico Rosberg em 2012, a primeira da sua carreira, veio depois de um final de semana dominante.

O alemão fez a pole e viu o seu então companheiro, Michael Schumacher, alinhar em terceiro, no que podia ter-se tornado uma dobradinha caso o heptacampeão não tivesse abandonado por um problema na roda. No ano seguinte, Lewis Hamilton fez a pole e, apesar de ter sido superado pela Ferrari de Fernando Alonso, alcançou o pódio. O britânico repetiu a dose na classificação em 2014, mas dessa vez não deu oportunidades aos demais e venceu, com o companheiro Rosberg logo atrás. Na ocasião, a Ferrari de Alonso chegou a 25s do vencedor.

Um dos factores que pode ajudara Mercedes é a temperatura mais amena em relação à Malásia, além do asfalto ser menos abrasivo. São dois factores que diminuem o desgaste de pneus, grande problema dos alemães em relação à Ferrari no último final de semana. “Acho que uma das explicações pelo que aconteceu é a alta temperatura e que provavelmente fizemos um acerto muito agressivo”, admitiu o chefe da equipa, Toto Wolff. Porém, ainda que a expectativa seja de que Hamilton e Rosberg voltem a andar na frente, a diferença deve ser bem menor do que na etapa inicial, na Austrália, quando o britânico venceu com mais de 30s de vantagem a Vettel.

FÓRMULA-E
Piquet vence primeira prova em Long Beach


Nelsinho Piquet venceu a primeira corrida na F-E num roteiro de sonho, no mesmo lugar, Long Beach, onde o pai venceu a primeira vez na F1 em 1980. Feito de Nelsinho Piquet. Como o pai fez 35 anos atrás, em 1980, ao vencer a primeira corrida na F1, Nelsinho mostrou determinação desde a partida, quando ficou à frente e não perdeu mais. Com a vitória deste sábado em Long Beach, Piquet torna-se o sexto vencedor em seis provas da temporada da F-E. 

Logo atrás, Jean-Éric Vergne fez a sua corrida mais consistente na categoria, apesar de pela primeira vez nas quatro participações não ter chegado a liderar a prova em qualquer momento. Sobe ao pódio e consegue manter-se a uma distância relativamente possível de ser alcançada no campeonato.
Assim como em 1980, quando Piquet venceu e Emerson Fittipaldi foi terceiro colocado, dessa vez a vitória de Nelsinho veio com Lucas Di Grassi a completar o pódio.

E, de quebra, reassumindo a liderança do campeonato com apenas um ponto de vantagem para Piquet.Sébastien Buemi conseguiu manter-se pontuando bem sem correr tantos riscos e chegou em quarto, enquanto Bruno Senna conseguiu marcar uma quinta colocação. Os três brasileiros ficaram no top-5. A F-E volta em 9 de Maio, com a temporada europeia.O GP de Mónaco é a porta de entrada da categoria no Velho Continente.

NATAÇÃO
Japonesa de 100 anos bate recorde mundial


Mieko Nagaoka, uma japonesa que acaba de completar 100 anos, conseguiu concluir uma prova de 1.500 metros nado livre em piscina curta, uma façanha que nenhuma pessoa com esta idade havia conseguido. Competidora na categoria de 100 a 104 anos, Nagaoka completou a prova em 1 hora, 15 minutos e 54 segundos, no sábado, em Ehime, oeste do país. Ela recebeu o apoio do público durante toda a prova.

Como comparação, o recorde da prova pertence à americana Katie Ledecky, de apenas 18 anos, 82 a menos que Nagaoka, com o tempo de 15 minutos, 28 segundos e 36 centésimos.A anciã espera agora que o Guinness World Records homologue sua proeza, mas não pensa em parar com a natação. “Quero nadar até os 105 anos se conseguir viver tudo isto”, disse à agência Kyodo.Nagaoka só começou a nadar aos 80 anos, como parte da fisioterapia para um joelho, segundo a agência.

Ela tomou o gosto pelo desporto e não parou de coleccionar marcas expressivas. Aos 99 anos completou os 1.500 metros numa piscina olímpica e no ano passado publicou um livro sobre as suas proezas desportivas, com o título “Tenho 100 anos e sou a nadadora mais activa do mundo”.Em Setembro do ano passado o Japão tinha quase 59 mil pessoas com mais de 100 anos registadas, 87 por cento mulheres, segundo o Ministério da Saúde.

Um deles é Hidekichi Miyazaki, de 104 anos, que ostenta o recorde mundial dos 100 metros rasos na categoria acima de 100 anos com o tempo de 29,83 segundos, o que lhe valeu o apelido de “Golden Bolt”, em referência ao astro do atletismo Usain Bolt.