Jornal dos Desportos

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Chefe da Mercedes pede fim das críticas

01 de Julho, 2015

A actual fase da fórmula 1 não agrado o antigo campeão que esperava mais

Fotografia: AFP

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, não quer mais ouvir críticas à Fórmula 1. Para o austríaco, as equipas e pilotos ao invés de promoverem a categoria, estão a prejudicar o campeonato com  constantes reclamações públicas. Nas últimas semanas, Ferrari e Red Bull fizeram um apelo veemente, quanto à mudança de regras, em relação ao desenvolvimento dos motores e da parte aerodinâmica dos carros.

A Renault que é a fornecedora dos propulsores para a equipa austríaca, deixou claro que podia sair  da Fórmula 1, caso o regulamento não fosse alterado, em breve. A fabricante francesa apela ao aumento de potência dos motores para que o equilíbrio seja retomado na categoria.Ferrari e McLaren seguem na mesma linha, que parece não ser a da Mercedes, campeã do último Mundial e líder absoluta em 2015.“É uma boa campanha de vendas”, ironizou Wolff ao falar sobre as críticas de equipas e pilotos. “É bom (para o campeonato) que uma equipa vença regularmente? Talvez não, mas temos visto que no passado isso também ocorresse", disse o chefe da Mercedes, que neste ano venceu sete das oito corridas até o momento.

“Nós temos o dever de não levar a F1  abaixo. Somos todos embaixadores da F1. Sermos constantemente negativos leva-nos a uma espiral de controvérsia negativa. Eu não acho que isso seja bom para a F1. Eu li vários artigos nos últimos dias que são realmente lixo em comparação com os da Fórmula E. Não quero ir para lá. Temos o dever de fazer a Fórmula 1. É apenas a minha opinião pessoal”, encerrou o austríaco.

Já o actual campeão do mundo, Lewis Hamilton, acha que todos tem algo a dizer sobre a Fórmula 1, mas apenas algumas vozes são ouvidas. No entanto, a confiança do britânico em um futuro melhor é grande.

“Acho que o problema é que todos têm uma opinião sobre a F1. Apenas as opiniões de algumas pessoas são ouvidas. Se eles estão certos ou não, quem vai saber? Mas você tem de ter confiança e fé que eles vão tomar as decisões certas para mudar isso”, analisou Hamilton, líder do Mundial 2015, com 169 pontos, apenas dez à mais que o companheiro e maior rival, Nico Rosberg.