Jornal dos Desportos

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Chefe da Red Bull nega o ruim

05 de Janeiro, 2016

O chefe da equipa confia que a Red Bull pode voltar a figurar entre os primeiros em breve

Fotografia: AFP

A Red Bull viveu uma temporada para se esquecer em 2015. A equipa, que de 2010 a 2013 dominou a Fórmula 1 com títulos tanto de pilotos como de construtores, não passou de uma mera coadjuvante na última temporada, ficando em quarto lugar entre as escuderias, e subindo ao pódio apenas três vezes.

Apesar do fraco desempenho, o chefe da equipa, Christian Horner, não vê 2015 como um ano perdido. Para o britânico, a Red Bull viveu um “desafio diferente” na temporada, desenvolvendo ainda mais seu chassi. “(Em 2015) Tivemos um desafio diferente e não perdemos nenhum dos principais membros da equipa”, disse.

“A equipa fez um excelente trabalho de abaixar a cabeça e focar no chassi. Acredito que desenvolvemos um chassi muito forte”, continuou Horner, em entrevista ao site “Autosport”. O chefe da equipa acredita que a Red Bull poderá voltar a figurar entre os primeiros em breve. “Vamos ter que ‘enxugar gelo’ por um momento até voltarmos ao pelotão de frente, e nossa hora vai chegar”, finalizou

Apresentação
de novo logo

A Red Bull já apresentou como será seu novo logotipo para a equipa de Fórmula 1. O modelo foi alterado devido ao fim da parceria com a infiniti, e divulgado ontem, segunda-feira, nos perfis de redes sociais da escuderia.

O nome da equipa também sofrerá mudanças com o fim da parceria. Agora, a equipa passa a se chamar “Red Bull Racing Formula One Team”. A Red Bull espera que o novo logo represente mudanças também nos pódios em 2016. Para a próxima temporada, a equipa espera regressar aos tempos de glória e supremacia absoluta na F1, quando conquistou quatro títulos com Sebastian Vettel.

Por outro lado, já em 2015, a equipa teve problemas e sofreu muito, principalmente, na relação com a fornecedora de motor Renault, e teve um ano apagado. Após uma temporada 2014 ruim, quando ficou em quarto lugar no Mundial de Construtores, a Ferrari melhorou consideravelmente o desempenho de seus carros em 2015. Para isso, não economizou nos investimentos no motor utilizando as fichas de desenvolvimento.

Com o segundo lugar entre os construtores e três vitórias na última temporada, todas conquistadas por Sebastian Vettel, a escuderia italiana não pensa em ajudar seus rivais. Dessa forma, o presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, explicou por que resolveu não fornecer motores à Red Bull para 2016.

“Conceder uma unidade de energia equivalente a uma equipa com design e capacidade técnica para competir poderia ser perigoso para a competitividade da Ferrari”, admitiu o mandatário.

“Meu principal compromisso é apoiar e proteger a Ferrari. Não estou interessado em derrotar a Mercedes com a Red Bull”, explicou o italiano. “Se alguém disser para usar o motor Ferrari a fim de derrotar a Mercedes, não estou interessado neste argumento. Eu quero que a Ferrari vença”, completou.

“Sabemos que as habilidades da Red Bull são boas, eles nos destruíram com Sebastian Vettel (o alemão foi campeão com o time austríaco de 2010 a 2013)”, concluiu.

Durante o campeonato de 2015 inteiro, pilotos, mecânicos e dirigentes da Red Bull fizeram críticas públicas ao desempenho dos motores Renault, criando um mal-estar com a fabricante francesa. Com a renovação de contrato praticamente inviável de acontecer, o time dos energéticos chegou a conversar com Ferrari e McLaren, mas não chegaram a um acordo.

Assim, o time austríaco não encontrou outra saída a não ser aceitar mais um senão seguir com a Renault como fornecedora. No entanto, os motores não terão a logomarca da fabricante francesa.

Alonso acredita em melhorias
Depois de um 2015 complicado para a McLaren, o piloto espanhol Fernando Alonso acredita que a equipa possui soluções consideradas "lógicas" que poderão trazer mais de dois segundos de melhoria no desempenho dos motores.

"Estamos mais esclarecidos quanto aos pontos fortes do carro e precismos explorá-los mais nesta direção. Sabemos que a potência tem sido nossa maior limitação, então não teremos mudanças radicais em termos de design e filosofia do carro para este ano", declarou Alonso. A McLaren enfrentou adversidades na temporada de 2015 da F1.

A escuderia, que passou a receber motores da Honda, no regresso da fabricante japonesa à competição, não conseguiu acertar os motores com o novo modelo de carro, acumulando assim vários fracassos. "Passamos por tempos difíceis, mas acho que aprendemos algo disso. Continuamos unidos, trabalhando em harmonia, e isso foi o mais positivo", completou o espanhol.

Mesmo reconhecendo que todas as outras equipas apresentarão melhorias para a temporada de 2016, o piloto foi enfático ao insistir que o potencial da McLaren para ganhos é bem maior."Todos vão melhorar entre 0.5s e um segundo. Estando dois segundos fora e atrás dos líderes, precisamos melhorar mais do que esse meio ou um segundo. Se colocarmos algumas das soluções e tudo ocorrer como esperamos, os benefícios serão muito grandes", finalizou.

Ferrari desmente Haas como "equipa B"

Sergio Marchionne, presidente da Ferrari, afirmou que a associação da empresa com a Haas não tem nada além de uma parceria técnica para contribuir com a equipa estreante. A relação entre Ferrari e Haas incomodou a Mercedes, que vê na parceria um objectivo para burlar os limites para a realização de testes aerodinâmicos e uso do túnel de vento.

O mandatário italiano, no entanto, negou que a relação na verdade encubra o desenvolvimento de uma “equipa B” da sua. “Haas é o resultado de um acordo particular em que nós actuamos como provedor de soluções técnicas para uma nova equipa iniciar os trabalhos. Estou encantado por termos podido prover suporte técnico para Haas. Nós precisamos vê-los como uma equipa alinhada, mas não conectada, que fará o que for necessário para vencer corridas. A vida continua”, disse Sergio Marchionne em entrevista à Autosport.

Sobre a Ferrari participar indicando pilotos à nova equipa, Marchionne ignorou preferiu não comentar a possibilidade de a Haas servir como ponte para que, no futuro, os condutores sirvam à Ferrari. Nesta temporada de estreia, a Haas contará com o francês Romain Grosjean, ex-Lotus, e o mexicano Estebán Gutierrez, reserva da Ferrari em 2015.

“Seria incrivelmente prematuro e inapropriado discutir a apropriação de pilotos de uma equipa para a outra. Estamos felizes com as escolhas que fizemos com Sebastian (Vettel) e Kimi (Raikkonen). Vamos ver o que acontece no próximo ano ao final da temporada para saber se mantemos esta equipa. Ainda nem começamos, e estamos felizes por 2016”, finalizou.

SEGUNDO BUTTON
 Aderência mecânica
é o maior segredo


Aumentar a aderência mecânica tem que ser o foco da Fórmula 1 em 2017. Ao menos essa é a opinião de Jenson Button, piloto mais experiente do grid. Os planos de tornar os carros de cinco a seis segundos mais rápidos não são o segredo para tornar as corridas melhores.

“Uma das coisas mais importantes está no facto de que os pilotos precisam gostar de dirigir o carro”, disse o piloto britânico à Autosport. “Há mais ultrapassagens agora do que há 10 anos atrás e todos dizem que estes são os melhores anos da Fórmula 1, por isso a aderência mecânica é o que você precisa para melhorar o tempo de volta, já que não impata quem vem atrás”.

A F1 tem sido muito criticada por não ter feito o suficiente para melhorar as corridas como um show, o que levou a Mercedes a dominar as duas últimas temporadas. Mesmo assim, Button acredita que as mudanças estão sendo feitas e apoia o que os dirigentes pretendem impor à categoria.

“Eu acho que eles estão a fazer tudo certo. F1 tem recebido algumas críticas, mas eu acho que eles estão a se virar bem e ouvindo bastante as opiniões contrárias para poder melhorar. As equipas e a FIA entendem onde precisamos chegar como desporto porque não estamos lá ainda. Sempre há espaço para melhorar”, disse o piloto.

Por fim, Button falou sobre uma parte importante da agia da Fórmula 1: o som dos carros. “Eles vão soar melhor em 2016, o que é óptimo, já que essa é uma grande parte do desporto. É triste ver o barulho que fazem agora, já que não é nada parecido com o que eu imaginava quando criança ou o que experimentei quando cheguei à F1. Espero que neste ano eles tenham um som legal novamente, é importante para o esporte”, finalizou.

ANIVERSARIANTE
Felipe Massa felicita
Michael Schumacher

No dia em que o heptacampeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher completa 47 anos, o piloto Felipe Massa, ex-companheiro do alemão na Ferrari, não deixou passar em branco. O brasileiro postou uma homenagem nas suas redes sociais. "Parabéns meu irmão, continue a lutar. Que Deus continue te dando forças", declarou Felipe Massa.

Os dois foram companheiros de equipa entre 2005 e 2006. O alemão continua a recuperação de um grave acidente sofrido enquanto esquiava nos Alpes Franceses. No último dia 29 de Dezembro de 2013, o acidente completou dois anos. Actualmente, Schumi recebe tratamento 24 horas por dia em sua casa, na Suíça. Parabéns meu irmão continue a lutar . Que Deus continue te dando força.