Jornal dos Desportos

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Chefe da Sauber apoia Mosley

03 de Maio, 2015

Situação do tecto orçamental está a merecer comentários dos agentes da Fórmula 1 que defendem a sua definição

Fotografia: AFP

Na semana terminou, Max Mosley, reacendeu o debate sobre um tecto orçamental para as escuderias da Fórmula 1, que pudesse ser contrapartida de uma diminuição de exigências relacionadas com a mecânica dos carros. A chefe de equipa da Sauber, Monisha Kaltenborn, concordou com o ex-presidente da Federação Internacional do Automobilismo (FIA) e expressou apoio à regulamentação financeira da categoria.

“Como equipa, nós sempre apoiamos que o tecto orçamental é o único caminho sensacto a seguir. Isso dá uma ideia positiva de quanto deve gastar-se na temporada. Com a ideia de Max (Mosley), ele fez tudo que pode para valorizar o desafio técnico e de engenharia (da F-1)”, disse Kaltenborn à Autosport.A chefe da Sauber vai mais além e fala numa grande transformação política. Para ela, a regulamentação do tecto orçamental por parte da FIA ia contribuir para a promoção da igualdade na Fórmula 1, diminuir a diferença de desempenho entre as equipas mais ricas e as menos endinheiradas.

“Esse tipo de visão deixa claro para mim, que talvez nós precisemos de uma espécie de Revolução Francesa no desporto, pois esta também teve tudo a ver, na sua época, com liberdade e igualdade. Talvez seja mesmo a hora de uma Revolução Francesa”, concluiu a executiva, quando fazia referência à revolta iniciada pelo povo francês em 1789, para derrubar a monarquia absolutista no país, sob lema de “liberdade, igualdade e fraternidade”.Apesar de ter sido descartado nas discussões do ano passado, o tecto orçamental deve voltar a ser pauta na reunião do Grupo de Estratégia da Fórmula 1, no dia 14 de Maio, no encontro que vai discutir possíveis mudanças no desporto.

CALENDÁRIO

Depois de a Austrália anunciar que vai abrir a temporada a 3 de Abril, duas semanas depois do habitual, escapou para fora a primeira proposta da Federação Internacional de Automobilismo para o calendário do próximo ano. As datas vão entrar em discussão na próxima reunião do conselho da categoria, marcada para dia 14 de Maio

.O calendário provisório conta com 21 corridas. A Alemanha volta e o Azerbaijão (GP da Europa) faz sua estreia na categoria. Porém, como a temporada vai continuar a terminar no último final de semana de Novembro, mesmo a iniciar duas semanas depois e tendo duas etapas a mais, como ocorre actualmente, as datas estão mais condensadas. Assim, as 21 corridas vão ser realizadas em 35 semanas.

Outras novidades são a inversão entre os GPs da Malásia e da Rússia: a etapa de Sepang ia para Setembro e a corrida de Sochi, que estreou ano passado, podia passar para Maio. O GP do Brasil, por sua vez, continuava com uma data próxima do feriado de 15 de Novembro, com realização no dia 13 o que marca a penúltima etapa do ano.