Jornal dos Desportos

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Chefe da Sauber mira melhora

03 de Abril, 2017

Monisha se mostrou confiante na capacidade da equipa de seguir lutando no pelotão intermediário,

Fotografia: AFP

Chefe da Sauber, Monisha Kaltenborn afirmou que ainda é possível pontuar na temporada 2017 da F1. Dirigente reconheceu, no entanto, que a equipa precisa melhorar a sua performance na classificação e evitar acidentes.

No GP da Austrália, primeira prova do ano, o C36 foi o carro mais lento da grelha, com Marcus Ericsson 3s2 fora do ritmo na classificação, e Antonio Giovinazzi terminando a corrida em 2º, duas voltas atrás do vencedor Sebastian Vettel.

Apesar de ter perdido a oportunidade de pontuar na Austrália, Kaltenborn segue apostando nas chances da equipa, mas reconhece que é preciso melhorar.

“Acho que ainda é possível pontuar”, disse Kaltenborn. “Conhecemos este motor, sabemos o que o rodeia e temos de focar nas nossas forças, que estão do lado do chassi”, seguiu.

  “Vamos dar nosso melhor para compensar essa perda, qualquer que seja ela. Em algumas corridas, será menor, mas nós sabemos disso”, garantiu. “Tem algumas corridas pela frente onde, definitivamente, temos nossa chance”, apostou.

 A chefe da Sauber afirmou que a expectativa da equipa é levar o seu primeiro grande pacote de actualizações para o GP da Espanha, em Maio.

“Sempre terão pequenos pedaços chegando dependendo de como eles saírem do túnel de vento”, comentou. Por fim, a dirigente afirmou que espera uma pequena melhora em dirigibilidade vinda do lado do motor Ferrari, que não pode ser actualizado já que tem a sua especificação congelada.

Assim, Monisha se mostrou confiante na capacidade da equipa de seguir lutando no pelotão intermediário, especialmente evitando incidentes como o de Marcus Ericsson com Kevin Magnussen na primeira volta do GP da Austrália.

Aposta
Todt quer diminuição
da sofisticação de carros


Com o pensamento em como administrar a Fórmula 1 da melhor maneira, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Jean Todt, opinou sobre os carros que compõem a categoria, actualmente, e que na sua visão apresentam modelos caros e pouco rentáveis, quando podiam ser mais simples e menos complexos.

“Penso que os carros são muito sofisticados, provavelmente, com muita alta tecnologia, o que não é necessário para esse desporto. Sinto, que é muito caro, e muito complexo, de uma forma confiável”, afirmou.

Todt admite, no entanto, que a questão pode ser tratada com cautela, já que não se  ignora o avanço tecnológico que é natural nos veículos, mas ao mesmo tempo, teme que a competitividade seja prejudicada à medida que as máquinas melhorem.“É um ponto muito sensível, porque de um lado o automobilismo está a evoluir e era muito difícil dizer que o auge do automobilismo não está a seguir a evolução do automobilismo”, explicou.

Schumacher
Mick fala sobre o pai


Desde Dezembro de 2013, mês que Michael Schumacher sofreu um grave acidente de esqui, nos alpes franceses, pouco se fala sobre o real estado do heptacampeão mundial de Fórmula 1, e pouco se tem de concreto. Filho do alemão, Mick Schumacher, que prepara-se para fazer a sua estreia na Fórmula 3, nesta temporada, falou pela primeira vez acerca do pai.

“Meu pai é o meu modelo, simplesmente, porque ele é o melhor. É o meu ídolo, e o meu objectivo é chegar a ser campeão do mundo de Fórmula 1, como ele”, disse à emissora alémã RTL.

Apesar de ter 18 anos, e estar a preparar-se para a disputa da Fórmula 3, muito se especula sobre uma possível ida de Mick à Fórmula 1. A Ferrari, equipa pela qual Michael conquistou cinco títulos mundiais,  declarou que recebia o filho do heptacampeão com um tapete vermelho, na equipa. Porém, o jovem piloto evitou falar do futuro.

“Ainda não penso na Fórmula 1, neste momento, logo veremos o que acontece no futuro”, finalizou Mick. Michael Schumacher foi campeão em 1994 e 1995 pela Benetton, e de 2000 a 2004 facturou os títulos pela Ferrari.