Jornal dos Desportos

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Cheruiyot falha Mundiais

24 de Maio, 2013

Vivian Jepkemoi Cheruiyot, actual campeã do Mundo de 5.000 e 10.000

Fotografia: AFP

A queniana Vivian Jepkemoi Cheruiyot, actual campeã do Mundo de 5.000 e 10.000 metros, anunciou na passada quarta-feira que está grávida e que, por isso, não vai defender os títulos nos Mundiais de atletismo Moscovo'2013.

Cheruiyot, que faz 30 anos em Setembro, considerou que este era o “momento certo” para ser mãe pela primeira vez, mas promete regressar às pistas na época de 2014 e competir no Mundial’2015, em Pequim. “Estou muito feliz por anunciar que vou deixar o atletismo por algum tempo, este ano, e que estou grávida do meu primeiro filho. Tenho corrido desde há muito tempo e, aos 29 anos, sinto que é o momento certo para começar uma família”, disse a atleta em comunicado.

Vivian Cheruiyot, galardoada com um Laureus em 2011, é uma das mais bem-sucedidas fundistas quenianas, contando também no palmarés com uma medalha de prata e uma de bronze nos Jogos Olímpicos Londres'2012, os títulos mundiais de corta-mato de 2010 e 2011 e mais duas medalhas de ouro e duas de prata em campeonatos do Mundo em pista. “Infelizmente, não vou poder defender os meus títulos de 5.000 e 10.000 metros em Moscovo, mas vou voltar durante a época de 2014 e estou nos Mundiais de Pequim, em 2015”, acrescentou a atleta, que não compete há nove meses, desde os Jogos Olímpicos.


ÉVORA DE REGRESSO
O atleta Nélson Évora foi esta quarta-feira confirmado pelo Benfica na equipa para a Taça dos Clubes Campeões Europeus de pista, que decorre no fim-de-semana em Vila Real de Santo António. O campeão nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, regressa à competição um ano e oito meses depois da operação a que foi submetido em Janeiro de 2012 para debelar uma fractura aguda na tíbia direita. Na última participação, Nélson Évora alcançou o quinto lugar no Mundial de Daegu, em 2011.

“Estou muito entusiasmado com este regresso, pois já sinto falta daquele calor e daquela adrenalina da competição. Este ano e oito meses foram, sim, a maior prova da minha vida, com muitas dificuldades e obstáculos ultrapassados”, disse Nélson Évora.