Jornal dos Desportos

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Ciclista do Nepal chega ao Lubango e desmente atoardas contra Angola

Benigno Narciso, no Lubango - 20 de Março, 2013

epal, Furtemba Sherpa, chegou no Lubango

Fotografia: Jornal dos Desportos

O ciclista do Nepal, Furtemba Sherpa, que percorre o mundo em bicicleta, desde 2003, chegou no último fim-de-semana à cidade do Lubango, proveniente da Namíbia. Furtemba Sherpa, de 35 anos de idade, percorre o mundo com o objectivo de pedir a paz e maior atenção ao meio ambiente. O ciclista pensa terminar a odisseia em 2020 na Líbia, norte de África.

Furtemba Sherpa, casado e pai de duas filhas, disse que das 151 nações a percorrer, Angola é a 91ª nação que já alcançou, numa aventura iniciada no dia 25 de Dezembro de 2003, na sua terra natal, Nepal. O “excursionista” da paz e do meio ambiente assegurou que prevê cumprir o seu projecto em 2020, altura em que a odisseia completa 17 anos.

Sherpa é patrono de uma fundação que promove a paz, questões ambientais e apoia crianças desfavorecidas e idosos desamparados, no Nepal.
Das 91 nações percorridas, 19 são países do continente africano, onde espera completar o total de 49 estados. Na capital huilana, o embaixador da paz assegurou que vai passar por Benguela, em direcção a Luanda, de onde deve partir para a República Democrática do Congo e para o Congo Democrático.

“Comecei no Nepal, que é o meu país de origem, que fica entre a Índia e a China. Já visitei 91 países e vou terminar no Norte de África, exactamente na Líbia. Daqui vou para Luanda, capital do país, em direcção à Republica Democrática do Congo e para o outro Congo”, indicou.

Com cerca de 92 mil quilómetros já percorridos, o ciclista, que se comunica em inglês, malaio e nepalês, revelou sentir-se bem nesta sua passagem por Angola e disse que está a constatar que as informações negativas que lhe foram transmitidas não correspondem à verdade.

“Eu sinto-me bem em Angola, porque sou um ciclista mundial que trata sobre a paz e o ambiente e porque também no início muita gente dizia muita coisa negativa sobre Angola. Mas quando cheguei a Ondjiva, no Cunene, conversei com alguns polícias e mesmo por aquilo que vi e estou a ver, cheguei à conclusão que não está assim tão difícil e, por isso, só vejo satisfação”, confessou.

Devido ao longo conflito no Nepal, Furtemba Sherpa não teve educação na escola, sendo a anterior situação política do seu país que o levou a percorrer o mundo de bicicleta. Actualmente, o Nepal goza de paz efectiva, uma dádiva considerada por Sherpa como algo importante, que nunca tinha conhecido.


Gianni Meersman
vence na Catalunha


O belga Gianni Meersman, da Omega Pharma, ganhou a primeira etapa da Volta à Catalunha em bicicleta, em que um primeiro grupo, de 13 ciclistas, ganhou quase meio minuto ao pelotão.  O grupo, que incluía a quase totalidade dos candidatos ao triunfo final, foi formado na descida após a última subida do dia, Alt de Collascreu, a 18 quilómetros da meta em Calella, com a Sky (através de David Lopez e Dario Cataldo) a controlar a escalada e a defender bem a posição do britânico Bradley Wiggins, vencedor do último Tour.

Atrás de Meersman entraram o italiano Valerio Agnoli (Astana) e o espanhol Alejandro Valverde (Movistar), mas no grupo também estavam, entre outros, Wiggins, o espanhol Joaquin Rodriguez (Katusha) e o italiano Michelle Scarponi (Lampre).

A bonificação de meta permite a Meersman liderar com quatro segundos de avanço sobre Agnoli, seis sobre Valverde e dez sobre os restantes ciclistas do primeiro grupo. Ontem, correram a segunda etapa entre Girona e Banyole, na distância de 160,7 quilómetros.

Andy Schleck
recusa acusações


O luxemburguês Andy Schleck, da equipa RadioShack, considerou ontem que a sua alegada bebedeira num hotel no aeroporto de Munique, na Alemanha, é “uma história ridícula”. Em entrevista à RTL Luxemburgo, o vencedor da Volta a França de 2010 e vice-campeão de 2009 e 2011 desmentiu a versão do deputado socialista francês Pierre-Yves Le Borgn, que escreveu na sua página na rede social Facebook que teria visto o mais novo dos Schleck “completamente bêbado, sem conseguir manter-se de pé” num elevador da unidade hoteleira alemã, a 12 de Março, depois de o ciclista ter abandonado a corrida Tirreno-Adriático.

“É uma história ridícula. Não quero falar sobre isso e quero seguir em frente”, frisou Andy Schleck, que desde a fractura da bacia no Critério do Dauphiné, em Junho de 2012, não voltou a terminar uma prova por etapas. O corredor da RadioShack assegurou estar “a trabalhar diariamente para reencontrar o seu melhor nível”, admitindo sentir “uma certa apreensão nas descidas ou nos sprints”.

“Uma corrida não é apenas uma questão física, é também mental”, sublinhou Schleck, realçando estar a “sentir-se cada vez melhor ao longo das corridas”. O luxemburguês referiu ainda que os seus objectivos “são os mesmos de sempre: as clássicas da Primavera, em especial a Liège-Bastogne-Liège, e de seguida a Volta a França”.