Jornal dos Desportos

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Modalidades

Circuito do Brasil com Disputas acirradas

Altino Vieira Dias - 10 de Novembro, 2018

Em 2019 olhos da Frmula 1 estaro direccionados para saber quem estar mais prximo de bater a Mercedes

Fotografia: DR

O campeonato da Fórmula 1 está a chegar ao fim e a hegemonia  dos carros da Mercedes, Ferrari e “Red Bull” é a maior preocupação das outras equipas (McLaren, Williams, Renault, Sauber, Force India, Haas e a “Toro Rosso”, esta última equipa satélite da Red Bul), para o campeonato dos últimos cinco anos. Os pilotos da Mercedes, Ferrari e Red Bull têm ocupado e dividido entre si os seis primeiros lugares no campeonato, deixando assim o quarto lugar para a disputa entre equipas e o sétimo entre os pilotos. 
A McLaren, por exemplo, em menos de cinco anos, já mudou de motor duas vezes e de pilotos três, mas continua um desastre. Em 2015, com a chegada de Fernando Alonso e do motor Renault, se julgava que poderia estar entre as três primeiras equipas no campeonato, mas nem sequer na quinta posição chegou. A Williams, apesar de ter conseguido um surpreendente terceiro lugar no ano passado, no GP do Azerbaijão, com Lance Stroll, e continuar a usar propulsor Mercedes, vai de mal a pior, pois ocupa agora nada mais nada menos que o último lugar no campeonato.
Os fãs da modalidade ficam muito tristes ao assistirem às tradicionais equipas inglesas  (McLaren e Williams) arrastarem-se para pontuar como se fossem equipas de uma modalidade inferior à da Fórmula 1.
Equipas como a Haas, Sauber, Force India, McLaren e a Williams estarão numa condição muito complexa, uma vez que usarão propulsores Mercedes, Ferraris e Renault, pois  as escuderias  “mães” não irão desejar ter uma outra a superar as de fábrica, como tem acontecido com a  Renault em relação  à Red Bull Renault.No entanto, a mudança de propulsor pode levar a Red Bull à luta pelo título com a Mercedes e a Ferrari, pois desde 2015 que a Ferrari é a equipa mais próxima da Mercedes, mas este quadro pode alterar-se, se a Honda voltar à carga e dar um motor à Red Bull, que lhe pode  fazer conquistar pole positions, vitórias e, quem sabe, até um título mundial, que seria o quinto, já que não ganha um campeonato mundial há 5 anos.
A equipa conta com a experiência dos promissores Max Verstappen e Pierre Gasly, que formarão uma das duplas de pilotos mais jovens para o próximo ano.
Eles dispensam apresentação, são talentosos e rápidos, atributos esses que muitas equipas desejam ter nos seus pilotos.Será que isto preocupa a Mercedes, ou mesmo a Ferrari? De realçar que, já no próximo  ano, Mercedes entrará com Lewis Hamilton como penta-campeão e este deseja empurrar a equipa o mais longe possível. E não nos podemos esquecer que, além de Hamilton, temos Valtteri Bottas que foi um das peças fundamentais da conquista do título de Hamilton, mas deseja passar de segundo piloto para primeiro.
Já a Ferrari tudo fará para que um dos seus pilotos (Vettel e Leclerc) vença o campeonato de 2019, um para empatar o piloto da Mercedes e o outro para inscrever o seu nome na lista de campeões de Fórmula 1.Nos últimos 5 anos, a Mercedes venceu todos os campeonatos de construtoras e de pilotos e espera continuar com a sua marcha triunfante, até não conseguir mais, com Lewis Hamilton a desejar bater muitos recordes e fazer da Mercedes uma das ou mesmo a maior equipa da história da Fórmula 1.
Em 2014, a Red Bull foi a vice-campeã; 2015, 2016, 2017 e 2018 foi a Ferrari. Em 2019, a Red Bull vai voar com motor Honda e deseja bater ou estar ao nível da Mercedes e da Ferrari. Apesar de a Ferrari e a Red Bull serem consideradas as grandes favoritas para travarem o ímpeto da Mercedes, não nos podemos esquecer de que as outras equipas (McLaren, Williams, Haas, Renault, Force India e Sauber) não irão dormir perante o desenvolvimento dos carros da Mercedes, Ferrari e Red Bull, daí uma razão para não se acomodarem. Este ano, a Ferrari apareceu muito melhor do que a Mercedes em uma boa parte das corridas, mas os “atropelos” de Vettel e o bom desempenho de Hamilton fizeram com que a equipa perdesse o título.Então, até 2019, vamos pôr os olhos nos testes da pré-época para saber quem estará mais próximo de bater a Mercedes.  
Amanhã acontece o Grande Prémio do Brasil. Com 71 voltas, mais de 13 curvas, zonas de DRS, rectas longas e curtas, os amantes da “auto- velocidade” ainda terão muitas oportunidades de assistir a lutas acirradas entre os 20 pilotos da grelha e mudanças de lugares no campeonato, no fecho desta corrida, que se adivinha renhida a julgar pelo que aconteceu no Grande Prémio do México, onde Verstappen venceu e convenceu.