Jornal dos Desportos

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Modalidades

Circuito reforado contra bola

31 de Outubro, 2014

Circuito de Austin no Estado de Texas vai acolher mais de cem mil pessoas no prximo domingo

O  ébola é o maior desafio da Fórmula 1 neste final de semana, no Grande Prémio dos Estados Unidos, no Texas, estado onde três pacientes já foram diagnosticados com o vírus. Para evitar novos casos, o circuito das Américas, em Austin, vai ser reforçado tanto na preparação do atendimento quanto nos equipamentos de protecção, que podem ser utilizados no tratamento de uma pessoa contaminada.

Na segunda-feira, começaram a ser montadas as estações de primeiros socorros, que vão ser integradas por um enfermeiro e um técnico de enfermagem. O centro médico da pista deve contar com quatro enfermeiras, dois técnicos, um cirurgião de trauma, um cirurgião ortopédico, um neurocirurgião e de dois a três médicos de serviços de emergência.

A enfermeira e gerente de eventos especiais do Hospital Seton, localizado em Austin, Shirley Borgmann, ressaltou o trabalho de prevenção ao ébola: "Estamos a tomar muito mais precauções para cobrir todos nós".

Com um público estimado em 120 mil pessoas, Borgmann garantiu que a sua equipa vai estar preparada para lidar com os diferentes vírus de gripe: "As estações de gripe atingem outros países antes de nós. Então mesmo que já não estivéssemos preparados para a gripe, teríamos de olhar para esse tipo de coisa para ter a certeza de que a nossa equipa tomou a vacina da gripe, garantir que estejam cientes, que lavem bem as mãos e coloquem máscaras no paciente se estiver a tossir".

Os motores começam a roncar no circuito das Américas hoje, às 17h00  de Angola, com a realização do primeiro treino livre. A corrida está marcada para domingo às 21h00.

JULES BIANCHI
TROCA DE HOSPITAL

Internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital de Mie, no Japão, próximo ao circuito de Suzuka, o piloto de Fórmula 1 Jules Bianchi pode ser transferido para o mesmo hospital no qual o ex-piloto Michael Schumacher esteve no início do ano, segundo a imprensa italiana.

A família do francês diz pensar levar Bianchi ao hospital de Lausaunne, na Suíça, onde o alemão foi tratado depois de um acidente de esqui que lhe provocou lesão cerebral, assim como aconteceu com Bianchi. O heptacampeão continua com o tratamento em casa.

Para que isso aconteça, no entanto, o quadro de Bianchi necessita de estar totalmente estabilizado. Actualmente, os médicos japoneses tentam normalizar as suas condições cardiovasculares e respiratórias e não há previsão para que deixe a UTI.

Durante o Grande Prémio de Suzuka, Jules Bianchi despistou-se no tapete molhado e colidiu com um guindaste. O acidente provocou uma lesão axonal difusa na sua cabeça, que acontece quando o cérebro  choca com o crânio.


Confiabilidade
preocupa Renault

A Renault está preocupada com a confiabilidade dos seus motores durante o Grande Prémio dos Estados Unidos, que se realiza nesse fim de semana, no circuito de Austin.

O regulamento deste ano limita a cinco a quantidade de motores que podem ser usados sem que se incorra a punições desportivas, mas vários pilotos estão prestes a usar a sexta unidade, o que acarreta na perda de dez posições na grelha. Um exemplo disso é Sebastian Vettel, que não deve entrar na pista na sessão de classificação e vai largar do pitlane.

“Agora que entramos nas três corridas finais, a confiabilidade começa a tornar-se uma preocupação primordial. Por ter um circuito tão desafiador neste momento do ano faz com que todos estejam um pouco nervoso”, disse o director da Renault, Remi Taffin.

O dirigente realçou que "a quilometragem em cada componente é alta e colocar cada um a desempenhar bem significa um fim de semana muito ocupado para verificar tudo e resguardar contra quaisquer problemas".

Remi Taffin disse que na maioria dos casos têm flexibilidade suficiente para trabalhar, além de terem também a confiança de saber qual é o desempenho e como explorá-lo totalmente.