Jornal dos Desportos

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Claire Williams vaticina títulos

13 de Novembro, 2014

Claire Williams aposta no regresso da Williams F1 aos pódios e a conquista do título em duas temporadas

Fotografia: AFP

Longe dos tempos áureos, a Williams está crente em lutar para o título de F-1 em 2016. A chefe adjunta da equipa, Claire Williams, acredita que a ascensão dos carros de Felipe Massa e Valtteri Bottas em 2014, pode ser consolidada nos próximos anos, para que a luta por vitórias e pódios seja mais frequente.

“A Fórmula 1 é imprevisível, mas 2015, pode ser o ano de ensaio para lutarmos pelo título do Mundial de 2016, embora todos tenham os seus próprios planos”, disse Claire, em entrevista ao site oficial da categoria. Com sete pódios conquistados em 2014, melhor resultado desde 2003, Claire Williams disse estar “orgulhosa” do desempenho de Massa e Bottas. A equipa contabiliza 254 pontos, contra 651 da Mercedes e 373 da Red Bull.

“Estou orgulhosa. Um pouco de mim está surpreendida, mas outra parte está aliviada e grata”, reconheceu Claire. O pai da dirigente, Frank Williams, fundador e oficialmente chefe de equipa da Williams, cobra um pouco mais. A filha revelou que Frank reconhece o trabalho e os feitos alcançados, mas questiona quando alguém está a festejar: “Porque está a comemorar se estás em terceiro lugar?”.

Para a decepção da claque do piloto brasileiro, o foco da Williams não é colocar Felipe Massa em condições de lutar pelo título, nos próximos anos. Na entrevista, Claire Williams reforçou a afirmação de que vê em Valtteri Bottas um futuro campeão do mundo.

“No ano passado, quando não tínhamos o equipamento que precisava, entregou resultados. Exigiu mais do carro do que talvez devesse”, disse.
Claire Williams assegurou que “é extremamente calmo, um sujeito adorável, nunca repete um erro e faz sempre tudo o que precisa fazer”.

REGRESSO AOS V8
O director da Red Bull Racing (RBR), Chris Horner, defendeu o regresso à utilização dos motores V8, para que a F-1 deixe cair as novas “unidades de energia”. Em declarações citadas pelo “Autosport.com,” Horner argumentou que os custos dos V6 1600 turbo (mais os sistemas de recuperação/utilização de energia) são demasiado elevados e estão na origem dos problemas financeiros da Marussia e da Caterham.

“Infelizmente, os custos destas unidades de energia já levaram à saída de duas equipas e os construtores (Mercedes, Renault e Ferrari) têm encargos elevadíssimos”, alertou o director da RBR. Chris Horner criou mais um episódio na pressão da sua equipa, para que seja possível “descongelar” o desenvolvimento dos motores.

A Mercedes, que domina a época, está naturalmente a favor do “congelamento”, impede assim os rivais de melhorar as “unidades de energia” e mantém a supremacia técnica que tão bons resultados deu ao longo do campeonato. Chris Horner só vê duas formas de resolver o problema. Ou é aberta “uma janela” para desenvolver estes V6, diminuindo os custos, ou o melhor é deixá-los cair e regressar às unidades V8 da época de 2013. Caso nada disto aconteça, garante, “a Mercedes vai dominar durante toda a vida útil” dos V6.