Jornal dos Desportos

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Clube luta contra crise financeira

06 de Janeiro, 2015

Clube luta contra crise financeira

Fotografia: AFP

O Petro Atlético do Huambo celebrou ontem o 35º aniversário de existência envolto em ambiente acentuado de crise financeira, que se arrasta desde que deixou de ser patrocinado pela Sonangol, em 2005. No último ano (2014), o reflexo da crise foi mais visível. A data foi aproveitada pela direcção, sócios e simpatizantes do grémio alvi-negro para reflexão e encontrar soluções que visem o relançamento à alta-roda das competições nacionais.

Considerado o maior emblema da província, o Petro do Huambo foi fundado a 5 de Janeiro de 1980, na sequência da fusão entre as equipas do Atlético de Nova Lisboa e o Desportivo Sonangol.Na altura, poucos estavam crentes na longevidade do Petro do Huambo, que era tão-somente considerado o mais novo entre os gigantes da praça, em que se destacavam o Mambroa (actual Benfica) e o Recreativo da Caála, além das extintas formações da Cuca, Evestang, Dínamos, Palancas, Electro, entre outras.

Transcorridos 35 anos, marcados por alegrias e dissabores, o estado actual contrasta com os objectivos definidos pelos fundadores. O Petro do Huambo precisa de uma injecção financeira para resistir às dificuldades e reconquistar a mística.  No meio de dificuldades financeiras, os alvi-negros continuam a gozar de carinho da massa associativa e da população.

APOSTA NA FORMAÇÃO

Sem muitos recursos financeiros para adquirir material desportivo, pagar salários dos treinadores e incentivar os atletas, a direcção do Petro do Huambo continua apostada no desporto de formação e na reorganização administrativa.A estratégia é criar as bases que permitam desenvolver o grémio de forma sustentável nas áreas administrativa, financeira e desportiva, para se tornar a médio prazo um clube de referência nacional, tal como já o foi até 2004.Prova disto são as cerca de 500 crianças, com idades entre dez e 16 anos, inscritas nas camadas de formação nas modalidades de xadrez, voleibol, atletismo, taekwandó, ginástica, judo, basquetebol e futebol.Mesmo com a carência de verbas nos últimos dez anos, o conjunto progrediu na gestão dos recursos financeiros, organização administrativa e recuperação das principais infra-estruturas sociais.