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COA aposta na formação

27 de Fevereiro, 2015

COA aposta na formação

Fotografia: Jornal dos Desportos

   O Comité Olímpico Angolano (COA) anunciou a formação permanente dos quadros nacionais, de forma a dotá-los de conhecimentos técnicos, visando garantir um número maior de profissionais com qualidade. Este facto foi dado a conhecer pelo vice-presidente da instituição olímpica no país, Mário Rosa de Almeida, durante a cerimónia de encerramento do curso de fisioterapia desportiva, que decorreu de 20 a 25 de Fevereiro na sede da Federação Angolana de Basquetebol (FAB).

"Estou surpreendido com a presença maciça de alunos neste curso. Já faz tempo que não presido encerramento de uma acção de formação com este número de 73 elementos. Tudo isso reflecte a importância que dão à vossa superação profissional, situação que encoraja a comissão médica e o próprio COA a continuar a apostar na formação", elogiou.

Durante os cinco dias de aprendizagem, foram ministradas matérias como reabilitação do joelho, bandas neuromusculares e ligaduras funcionais, considerados de extrema importância pelo vice-presidente do olimpismo nacional.

"Estamos a ter muitas lesões. Por isso, apostamos na formação para saber as causas principais desta enfermidade. Temos de discutir com os nossos fisioterapeutas e médicos as razões desta situação. Se são as cargas durante os treinos ou debilidades físicas do próprio atleta ou os campos e as sapatilhas que utilizam, não serem as melhores", disse.

Mário Rosa aconselha todos os formados a juntarem-se na investigação e através de inquéritos ou palestras com atletas e treinadores identificarem os motivos da existência do flagelo de lesões ao joelho.

O responsável indicou que o desafio do país é  cuidar cada vez melhor da saúde dos quadros médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, treinadores e atletas.

Mário Rosa realçou que dos cerca de 24 milhões de habitantes, Angola não tem 100 mil pessoas a praticar desporto."Aconselha-se que dez por cento da população deve praticar desporto, mas o nosso país ainda não atingiu esta percentagem", rematou.  

O curso teve a duração de cinco dias num total de 38 horas (sendo 20 de aulas teóricas e 18 práticas) e contou com a participação de 73 elementos em representação de clubes desportivos e federações.

O brasileiro Carlos Alberto de Melo, formado em fisioterapia, foi o prelector.