Jornal dos Desportos

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COA é um dos principais ganhos da Independência

João Francisco - 11 de Novembro, 2015

Participação de atletas em diversos programas olímpicos é sempre saudado pelos organismos internacionais

Fotografia: Jornal dos Desportos

A criação do Comité Olímpico Angolano (COA), é um dos principais ganhos dos 40 anos da independência de Angola, assinalado a 11 de Novembro de 1975. O COA foi criado em Fevereiro de 1979 e reconhecido internacionalmente em 1980.

Na sua "génesis" teve o apadrinhamento das Federações desportivas nacionais, que na altura, mostraram ao mundo que Angola independente, também tinha o direito de ter um desporto organizado em que todos  tinham acesso à sua prática, sem distinção de raças, credo religioso e- ou, outro tipo de descriminação.

Os Comités Olímpicos Nacionais de todo mundo, como o COA, são suportados pelas Federações Nacionais dos respectivos países, quer constam dos Programas Olímpicos, considerados sócio(a)s ordinário(a)s, quer não, denominado(a) sócio(a)s extraordinário(as)s. Um dos principais pilares dos organismos reitores do olimpismo nacional, passa por assegurar a participação das respectivas missões nacionais dos Jogos Olímpicos da era moderna, que se realizam de quatro em quatro anos, em países cujas candidaturas são previamente aceites, mediante um rigoroso escrutínio liderado pelo Comité Olímpico Internacional (COI).

Angola, através do COA, participa nos Jogos Olímpicos, desde as olimpíadas de Moscovo, na altura capital da ex - União das Republicas Socialistas Soviéticas, agora Rússia (URSS), em 1980. Isto aconteceu numa altura em que o Mundo, vivia ainda o período da guerra -fria, corporizado pelo confronto de dois blocos: o bloco socialista liderado pela URSS e o bloco capitalista, encabeçado pelos Estados Unidos (EUA), em quase todos os domínios, em que  o olimpismo não fugiu à regra. 

Angola marcou presença em todos os outros Jogos Olímpicos da era moderna realizados após 1980, estava em curso os preparativos para a participação dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. O Atletismo e a Natação, foram duas das principais modalidades desportivas que encabeçaram as missões olímpicos, nos períodos mais conturbados da história de Angola, no após independência.

Naquela altura, isto é os primeiros Jogos Olímpicos, em que Angola participou, foram "porta-bandeiras" das missões olímpicas nacionais, atletas como o maratonista João N´Tiamba, que participou em seis Jogos Olímpicos consecutivos e ainda a nadadora Nádia Cruz, que em 1980, foi uma das desportistas mais jovem nos Jogos Olímpicos de Moscovo.

O Atletismo e a Natação, são consideradas a nível do COI, como as modalidades que garantem a universalidade dos Jogos Olímpicos. Sempre que um Comité Olímpico Nacional reconhecido, não consegue qualificar desportistas para os programas daquela competição, tem sempre o direito de eleger dois atletas daquelas modalidades (masculino e feminino) para representarem o respectivo país nas olimpíadas.

Entre as modalidades colectivas, o destaque recai para as selecções Nacionais de Basquetebol e Andebol, fruto das suas vitórias  nos Campeonatos Africanos, ganharam o direito de representar o continente Africano nos mais importantes eventos sob à égide do COI.

PROJECTOS
Olimpáfrica
é um dos pilares do COA


A criação do Olimpáfrica, em Viana, foi um dos primeiros projectos de vulto do Comité Olímpico Angolano, que contou com apoio do COI. Inicialmente vocacionado para apoiar a iniciação desportiva nas mais diversas modalidades, praticadas no país,  o “Quintalão” do Projecto Olimpáfrica, tem servido acima de tudo, para o convívio entre figuras de destaque do desporto e da sociedade angolana e moradores, principalmente crianças daquela zona de Luanda, num momento particular importância para uns e outros.

Em todos os aniversários do COA, que se assinalam anualmente a 17 de Fevereiro, o local tem servido de palco de várias acções formativas, quer seja de âmbito desportivo, como de sensibilização  a toda a sociedade para as várias situações que o país atravessa no seu dia a dia, tendo sempre em atenção a criação do homem novo, com "mente sã em corpo são ".

O Olimpáfrica, que já entrou numa outra fase da sua implantação no ciclo olímpico a vigorar de 2013 até 2017, conta já  com um  campo para o futebol, que vai  beneficiar de relva sintética, enquanto a área de atletismo passa a ter a pista de tartã, nos próximos tempos. O COA, teve como primeiro presidente Augusto Lopes Teixeira. Actualmente, é presidido pelo deputado Gustavo Vaz da Conceição, que já vai no seu terceiro mandato, foi antecedido na direcção do organismo por Rogério Silva.

O Comité Olímpico Angolano, que corporiza os seus mandatos em ciclos olímpicos de quatro em quatro anos, tem como principais objectivos: divulgar, desenvolver e proteger o Movimento Olímpico e o Desporto em geral, preservar a sua autonomia e resistir à quaisquer pressões de ordem política, religiosa ou económica que o possam impedir de conformar à Carta Olímpica.