Jornal dos Desportos

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COI anuncia atletas desqualificados

23 de Novembro, 2016

COI reanalisa amostras dos Jogos de Pequim e Londres e atletas estão a ser desqualificados

Fotografia: AFP

O Comité Olímpico Internacional publicou na segunda-feira uma lista com 12 atletas desqualificados, por doping, dos Jogos Olímpicos de Londres-2012, sete deles medalhistas, incluindo a campeã olímpica dos 3000 m obstáculos, a russa Yulia Zaripova.Dos 12 casos divulgados, três são de atletismo. O COI confirmou a desqualificação de Zaripova, apanhada por uso de turanibol, que é um esteroide.

Os dois outros atletas são os ucranianos Oleksandr Drygol (arremesso do martelo) e Margaryta Tverdoklhib (salto a distância), ambos eliminados na fase qualificativa das respectivas provas.Os outros nove casos são todos do levantamento de peso, seis deles medalhistas em Londres: a moldava Cristina Iovu (bronze 53 kg), a russa Nataliya Zabolotnaya (prata 75 kg), a armênia Hripsime Khurshudyan e a bielorrussa Iryna Kuelsha (ambas bronze 75 kg), o russo Alexandr Ivanov (prata 94 kg), e o moldavo Anatoli Ciricu (bronze 94 kg).

Essas desqualificações foram realizadas após uma nova análise de amostras dos JO de Londres. O nome dos atletas que passam a herdar as medalhas não foram divulgados pelo COI. No total, o COI já reanalisou 1.243 amostras dos Jogos de Pequim-2008 e Londres-2012, graças a métodos científicos que evoluíram desde então.Antes dos Jogos do Rio-2016, um enorme escândalo de doping estatal privou a Rússia de mais de 110 de seus atletas. O caso foi exposto pelo relatório McLaren, encomendado pela Wada.

RÚSSIA

Entretanto, o presidente da Agência Mundial Antidoping (Wada), Sir Craig Reedie, reeleito no domingo em Glasgow, na Escócia, afirmou à AFP, que "o caminho ainda é longo" para que a Rússia esteja conforme o código mundial antidoping, mas não perdeu o optimismo."Houve (na Rússia) claras infracções às regras, e eles precisavam voltar a estar em conformidade com as regras", declarou Reedie, após a reunião do conselho de fundação da Wada. "Não podemos simplesmente dizer: 'Ok, tudo bem, vocês progrediram'... Há um procedimento que está a ser seguido".

Reeleito para um mandato de três anos à frente da Wada, o ex-presidente do comité olímpico britânico explicou que "o caminho ainda é longo (para a Rússia): acesso às amostras nos laboratórios, cidades inacessíveis, educação, qualidade de exames... Ainda há muito trabalho, mas está a ser feito".Acusada de doping de Estado, após a divulgação do relatório McLaren, encomendado pela Wada, a Rússia viu mais de uma centena de atletas serem proibidos de disputar os Jogos Olímpicos do Rio-2016.