Jornal dos Desportos

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COI desclassifica dezasseis atletas

19 de Novembro, 2016

Grupo tem atletas de seis países e um total de dez medalhistas olímpicos

Fotografia: AFP

O Comité Olímpico Internacional (COI) anunciou esta semana, a desclassificação de 16 atletas dos Jogos de Pequim 2008, por faltarem aos exames antidoping. O grupo conta com atletas de seis países com um total de 10 medalhistas olímpicos no evento.Como consequência da descoberta da fraude, todos perdem os respectivos prémios.

A reanálise das amostras, colectadas e testadas à época da competição, continua a política de inteligência do COI no combate ao uso de substâncias proibidas, estabelecida  em Agosto de 2015. As amostras, guardadas durante oito anos, são novamente avaliadas em laboratórios para serem confrontadas com as novas tecnologias de detecção de anormalidades.

O anúncio do COI ocorre a menos de um mês, depois da divulgação do último grupo de atletas suspensos por doping, em Pequim 2008. Nele, também também estavam atletas do levantamento de peso (três), da luta olímpica (dois) e do atletismo (um), e todos perderam as suas medalhas.

Nesta terça-feira, na abertura da Assembleia Geral da Associação de Comités Olímpicos Nacionais (ANOC), em Doha, no Qatar, o presidente do COI, Thomas Bach, ressaltou as falhas do sistema actual de controle, e a importância de uma agência mais independente dos interesses dos países, em vez do actual sistema utilizado pela Agência Mundial Antidoping (Wada).

Caig Reedie, presidente da entidade, disse  ser a favor das mudanças. O dirigente admitiu problemas, e afirmou que está a trabalhar na criação de um órgão independente, que exerça a fiscalização na luta contra o doping. As mudanças vão ser discutidas no próximo fim de semana, em painel da Wada, em Glasgow, na Escócia.


OLIMPISMO
Tóquio'2020 com jogos
em áreas nucleares


Os torneios de softball e baseball das Olimpíadas de Tóquio, em 2020, podem ser realizados em Fukushima, área afectada por um acidente nuclear causado numa fábrica após um tsunami que assolou o país em 2011. Ontem, o presidente da Confederação Mundial de Baseball e Softball (Wbsc), Riccardo Fraccari, confirmou a possibilidade da cidade tornar-se a sede das duas modalidades.

Fraccari encontrou-se com o presidente da Tóquio 2020, Yoshiro Mori, e revelou que hoje, sábado, vai realizar algumas visitas para analisar potenciais sedes para o baseball e softball, nas Olimpíadas. A Wbsc, inclusive, já está familiarizada com a região de Fukushima, já que o Mundial de baseball sub-15 aconteceu no local, em Julho e Agosto deste ano.

“Eu sei da importância do baseball e do softball no Japão, como pode facilitar a recuperação da área dos desastres. Então, se os campos em Fukushima tiverem todos os requisitos, podemos levá-los em consideração”, disse Yoshiro Moro.

O Comité Organizador local espera o aval da Wbsc, antes de apresentar as sedes escolhidas para essas duas modalidades, ao Comité Olímpico Internacional (COI). Num encontro de seu comité executivo, previsto para o mês que vem, a entidade responsável pelos Jogos Olímpicos vai decidir se aprova ou não, os locais das disputas.

As Olimpíadas de Tóquio vão acontecer nove anos após os desastres de Fukushima. Ainda que haja áreas inabitáveis, que  continuam assim por muitos anos, há outros locais com níveis de radiação suficientemente seguros para receber atletas, imprensa e torcedores durante os torneios de softball e baseball.

Pelos dados que recebi, a situação não é perigosa em Fukushima. Até ao Mundial de baseball Sub-15, apenas um país se recusou a competir, o resto veio. Penso que a principal questão são as facilidades e o cronograma. Fukushima é um lugar perfeitamente agradável onde se pode ir”, finalizou Riccardo Fraccari.