Jornal dos Desportos

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COI minimiza vírus de Zika

30 de Janeiro, 2016

Presidente do COI minimizou os riscos que a epidemia pode causar no Rio2016

Fotografia: DR

Thomas Bach assegurou na quinta-feira que Comité Olímpico Internacional (COI) tudo vai fazer para preservar a saúde de todos os participantes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro face ao vírus Zika.

O presidente do COI minimizou no entanto os riscos que a epidemia pode causar no Rio2016, sublinhou que os Jogos Olímpicos decorrem em Agosto, durante o Inverno brasileiro, em condições climáticas diferentes das actuais.

De acordo com Bach, a entidade vai difundir uma nota junto dos comités nacionais sobre o modo de combater o problema e de informar os atletas.
O vírus Zika é transmitido aos seres humanos pela picada de mosquitos infectados e está associado a complicações neurológicas e malformações em fetos. Não se transmite de pessoa para pessoa.

A situação mais grave é a do Brasil, onde o Ministério da Saúde estima a ocorrência de entre 497.593 e 1.482.701 casos em 2015, incluindo 3.893 casos de microcefalia.

REFUGIADOS

Uma equipa de refugiados vai participar nos Jogos Olímpicos e desfilar atrás da bandeira olímpica na cerimónia de abertura do Rio2016, anunciou hoje o presidente do Comité Olímpico Internacional (COI) na visita a um campo de migrantes em Atenas.

A delegação vai ser composta por “atletas de alto nível” identificados pelo COI e pode ter entre cinco e dez pessoas, precisou Thomas Bach que explicou que estes vão desfilar em penúltimo lugar na cerimónia de abertura de 05 de Agosto, antes da representação brasileira.

Para o presidente do máximo organismo olímpico, a integração de uma comitiva de refugiados envia uma mensagem de esperança e confiança aos cerca de 60 milhões de refugiados por todo o mundo.

“A cerimónia de abertura será muito simbólica, particularmente para a Grécia”, sublinhou Bach, ao concluir a visita ao centro de acolhimento de Eléonas, onde actualmente estão alojados 500 migrantes.

Bach revelou também que o percurso da tocha olímpica, que deve ser acesa em Abril, em Olímpia, vai passar pelo campo de Eléonas, no perímetro industrial de Atenas, é então transportada por um refugiado.

“Estamos aqui para mostrar o nosso apoio àquilo que a Grécia tem feito e à nossa solidariedade com os refugiados, que tanto sofrem”, concluiu.

Em Dezembro de 2015, o COI já tinha anunciado a descoberta de três atletas que fugiram dos seus países no quadro da crise de migrantes e que podiam aspirar à qualificação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro: uma nadadora síria, que treina na Alemanha, um judoca da República Democrática do Congo refugiado no Brasil, e uma iraniana praticante de taekwondo, que se encontra na Bélgica.