Jornal dos Desportos

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COI quer mudar o processo de escolha das sedes

28 de Outubro, 2014

Actual presidente do COI pretende introduzir mudanças e também tem a ver com a escolha das sedes olímpicas

Fotografia: AFP

A junta executiva do Comité Olímpico Internacional (COI)  reuniu-se  por dois dias em Montreux, na Suíça,  e aprovou 40 propostas que vão ser votadas em reunião do plenário da entidade no início de Dezembro, em Mónaco.Um dos principais pontos são a reforma do processo de candidaturas olímpicas, que deve assumir mais a forma de um “convite” para conversas, do que a de inscrição em um processo selectivo.

Mudar o processo de candidaturas é das prioridades do presidente do COI, o alemão Thomas Bach. O assunto ganhou força após à recente retirada de Oslo, capital da Noruega, da disputa para sede dos Jogos de Inverno de 2022, deixa apenas duas cidades: Pequim (China) e Almaty (Cazaquistão).Essas candidaturas são cada vez mais criticadas pela opinião pública das cidades envolvidas, assustadas com os custos estratosféricos de realização destes eventos. A cidade russa de Sochi organizou a última edição da Olimpíada de Inverno, em Janeiro deste ano, por 51 bilhões de dólares.

Thomas Bach disse que o objectivo é mudar o processo, para que se torne algo parecido com um “convite para discussões e parcerias com o COI”. “No futuro, queremos convidar cidades que potencialmente possam  candidatar-se para estudar como os Jogos Olímpicos podem se inserir no seu ambiente social, desportivo, económico e ecológico e depois apresentar-nos o seu plano”, explicou. “Aí vamos estar prontos a conversar e dar o nosso conselho ao invés de julgar o que nos for apresentado”.

Bach disse com satisfação que existe um forte interesse de cidades que podem vir a  candidatar-se  para a sede dos Jogos Olímpicos de 2024.Conforme disse ele, entre os potenciais candidatos há cidades nos Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, África do Sul e Catar.O pacote de reformas é o cerne da “Agenda Olímpica 2020”, para  os planos de Bach, para o futuro do movimento olímpico. As visitas de membros do COI a cidades aspirantes continuam proibidas.

O veto foi instaurado no bojo do escândalo da compra de votos, em 1999, para a vitória da candidatura de Salt Lake City, nos Estados Unidos, para sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002. Dez membros renunciaram ou foram expulsos por terem aceite dinheiro, presentes ou viagens. “Espero que os membros da minha junta executiva me perdoem, mas não vai haver mudanças nesse sentido”.Outra proposta importante é a flexibilização do programa de desportos, a abrir a possibilidade do beisebol e do softbol, desportos popularíssimos no Japão, serem incluídos nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Os planos de se instituir um canal de televisão olímpico também ganharam apoio.