Jornal dos Desportos

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COI remunera dirigentes

04 de Abril, 2015

Grande organização torna pública a remuneração dos seus dirigentes

Fotografia: AFP

O Comité Olímpico Internacional (COI) cumpriu a promessa de “transparência” da Agenda 2020, ao publicar pela primeira vez o valor da remuneração dos seus membros, inclusive do presidente Thomas Bach, que recebe 225.000 euros por ano.

O COI paga a cada um dos seus membros uma indemnização diária de 418 euros quando comparecem às sessões da entidade e uma verba anual de 6.500 euros para cobrir despesas administrativas.

Por isso, Bach recebe 225.000 euros por estar “em missão todos os dias do ano”. Os 14 membros da comissão executiva do COI (dez membros e quatro vice-presidentes) recebem diária dupla (836 euros) quando atendem às sessões.

A divulgação desses dados é uma iniciativa da comissão de ética da entidade, no âmbito da política de “transparência e boa governanção” da Agenda 2020, defendida pelo presidente Thomas Bach e aprovada em Dezembro do ano passado, em Mónaco.

De acordo com o COI, é a primeira vez que uma grande organização desportiva torna pública a remuneração dos seus dirigentes. O valor das diárias foi aprovado em Fevereiro, no Rio de Janeiro, em reunião da comissão executiva. É difícil somar o número exacto de diárias contabilizadas, já que leva em conta sessões anuais, congressos e participação em diversas comissões.

A comissão de ética aproveitou para incentivar “todas as organizações desportivas do movimento olímpico a adotar uma política e tornar públicas a remuneração dos seus dirigentes para aumentar a transparência do movimento desportivo”.

Este apelo pode ser considerado uma crítica velada à Fifa, envolvida em vários escândalos de corrupção, principalmente sobre a atribuição das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022 à Rússia e ao Qatar, respectivamente. A entidade que rege o futebol mundial anunciou no dia 20 de Março um lucro de 312 milhões de euros para o período 2011-2014, com facturação de 5,2 bilhões de euros.

A Fifa também adopta a política da transparência, até certo ponto, para as despesas com pessoal (397 milhões de euros nos últimos quatro anos, para 474 funcionários), mas nunca revelou a remuneração do presidente Joseph Blatter, que concorre em Maio a um quinto mandato.

“O valor não é público, simplesmente porque não somos obrigados a divulgá-lo, ao contrário de empresas cotadas na Bolsa de valores”, justificou o director financeiro Markus Kattner. Na última reunião do comité executivo, realizada no mês passado em Zurique, um jornalista perguntou a Blatter quando ganha, mas o cartola preferiu não responder.


MOTOCICLISMO
Dani Pedrosa operado com êxito


O piloto espanhol, Dani Pedrosa (Honda), foi operado “com êxito” para resolver os problemas no antebraço direito, que o forçaram a anunciar uma saída por tempo indeterminado, das pistas de MotoGP.

Há mais de um ano que o piloto de Barcelona tem estado condicionado e já esta época revelou o esforço que tem vindo a fazer, depois de ter sido sexto classificado no Grande Prémio do Qatar, no domingo, na abertura da época.

Ontem, em Madrid, Dani Pedrosa foi operado pelo médico Ángel Villamor, numa intervenção que durou duas horas e  segundo o clínico foi-lhe  “retirado o tecido muscular” responsável pelos problemas do piloto.

O espanhol deve ter alta médica nas próximas horas e deve iniciar nos próximos dias um protocolo de recuperação, que pode ser de quatro a seis semanas, embora ainda esteja por determinar quando pode regressar às pistas.

“Viu-se todo o tecido muscular que estava hiper-atrofiado e engrossado, o que provocava um estrangulamento muscular. Foi retirado. Era a causa das dores e da impotência dos músculos no antebraço”, explicou o médico.

O piloto, de 29 anos, foi três vezes vice-campeão mundial e venceu 26 grandes prémios em MotoGP.


Bhullar pode ser o primeiro indiano na NBA
O poste Sim Bhullar, 22 anos, foi anunciado esta semana como reforço dos Sacramento Kings, pode  tornar-se no primeiro indiano a jogar na Liga norte-americana de basquetebol profissional (NBA). Bhullar tinha já participado na pré-época dos Kings,  no entanto, seguiu para a D-League (Liga de desenvolvimento da NBA), actuando pelos Reno Bighorns. Registou média de 10,3 pontos por jogo e foi líder nos desarmes de lançamento, com 3,9 por jogo.