Jornal dos Desportos

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Combates renhidos no Iro

17 de Fevereiro, 2017

O Mundial de luta livre 2017 comeou ontem na cidade iraniana de Kermanshah

Fotografia: AFP

O Mundial de luta livre 2017 começou ontem na cidade iraniana de Kermanshah com a participação da equipa americana, que de princípio tinha sido proibida de entrar no Irão em resposta ao veto migratório de Washington.

Após a suspensão pela Justiça americana do decreto de Donald Trump, as autoridades iranianas decidiram outorgar visto aos atletas americanos, que chegaram há dois dias ao país e receberam uma "calorosa saudação", segundo a imprensa local. O campeonato, no qual participam equipas de Irão, Rússia, EUA, Geórgia, Azerbaijão, Turquia, Mongólia e Índia, começou com uma disputa entre os lutadores iranianos e turcos.

Irão e Turquia, junto com Índia e Mongólia, formam o grupo B do Mundial, de dois dias de duração, e vão lutam hoje contra os integrantes do outro grupo. Resta saber se as equipes de Irão e EUA vão se denfrontar, como desejam entre outros o lutador americano Jordan Burroughs. Citado pela agência "Tasnim", Burroughs afirmou que espera que "os EUA cheguem à final e lutem contra o Irão".

Na decisão do Ministério das Relações Exteriores iraniano de se retratar de sua recusa à equipa dos EUA e permitir a sua participação influiu a suspensão judicial do veto migratório e também o pedido das federações de luta mundial e iraniano. A tensão entre Teerão e Washington aumentou desde que Trump ordenou a suspensão de vistos para os nacionais de sete países de maioria muçulmana, entre eles Irão, e impôs novas sanções a indivíduos e entidades iranianas.