Jornal dos Desportos

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Comissários observam provas

Simão Kibondo - 02 de Março, 2016

Ciclismo de Casablanca teve à semelhança das outras competições

Fotografia: Jornal dos Desportos

O belga Jean Pierre e o franco Burkinabe Laurent Bezout foram alguns dos rostos mais visíveis entre os Comissários da União Internacional Ciclista (UCI), presentes nos Campeonatos Africanos de Estrada disputados em Benslimane, arredores de Casablanca (Marrocos) de 21 a 26 de Fevereiro, em que Angola arrebatou quatro medalhas de bronze, por intermédio da Selecção Nacional de juniores.

Jean Pierre com mais de 30 anos ao serviço do Ciclismo mundial, já o vimos igualmente a ajuizar outros campeonatos africanos, como o de Sharm Sheik (Egípto) e Laurent Bezout é dos comissários mais assíduos nos tours do continente africano, como o do Burkina Faso, entre outros.

Os XI Campeonatos africanos de Ciclismo de Casablanca teve à semelhança das outras competições do calendário internacional sobre a égide da UCI, um rigoroso controlo anti-doping com a selecção diária de quatro ou mais ciclistas, a quem foram realizados testes de urina no final de cada prova, destes os vencedores que eram o alvo.

O ciclista  Bruno Araújo foi o único integrante das selecção de Angola a ser visado logo no primeiro dia de provas.
Foi Igualmente notória a presença dos Membros da Confederação Africana de Ciclismo (CAC) em Casablanca, particularmente do seu presidente, o egípcio Waghi Azzam que fez questão de recepcionar pessoalmente  as caravanas, conforme chegavam ao cenário das competições.

A CAC realizou entre os dias 24 e 25 de Fevereiro, à margem dos XI Campeonatos Africanos de Ciclismo de Estrada ( entre 15 e 20 do mesmo mês  também os Campeonatos de Pista no Velódromo de Anfa  Casablanca), a sua reunião anual do Comité Director, orientada pelo seu presidente, o egípcio Waghi Azzam.

EM REVELAÇÂO
Fernando Alonso falha pilotar carro alemão

Depois de formarem a dupla na McLaren, Fernando Alonso e Lewis Hamilton deviam ser o par da Mercedes a partir da época'2014. A negociação foi travada pela Ferrari, tão logo se apercebeu da cobiça dos alemães. A revelação é do piloto espanhol, em entrevista à rádio Cadena Ser.
"Sim, houve essa oferta. Houve as circunstâncias para essa ideia (de ir para a Mercedes), mas a Ferrari não quis naquele momento; estava em plena negociação comigo para renovar até 2019", disse.

Fernando Alonso luta para elevar a sua carreira, desde que voltou a vestir as cores da McLaren. A decisão de assinar o contrato com a equipa inglesa, após três épocas com a Ferrari, não foi fácil. A pressão da Ferrari era tão forte e as negociações de renovação até 2019 não foram de agrado. A oferta da equipa de Maranello não era atractiva.

"No final, não me convenci da oferta da Ferrari e fui para a McLaren. Não sei se Lewis Hamilton sabia disso", disse. Para substituir o espanhol, a Ferrari foi buscar outra estrela: o tetracampeão mundial Sebastian Vettel, que já  tinha  manifestado a intenção de pilotar o carro vermelho da F1.

Para além da oferta não atractiva, Fernando Alonso justificou outras razões que o levou a renovar o contrato com a equipa italiana. "Ficar até 2019 para ser terceiro, não servia para mim. Foram tempos de mudanças na Ferrari e era o momento de acabar um ciclo maravilhoso para mim. Queria que todos os pilotos pudessem viver a experiência de pilotar um Ferrari algum dia; é mais que uma equipa", disse com elogios.

O bicampeão mundial com a Renault ressaltou que "é algo que te debilita mental e fisicamente" correr na Ferrari, naquela época. Para evitar a pressão, encontrou um espaço que lhe oferecesse garantias reais. "É fundamental estar em paz consigo mesmo, o que não estava na Ferrari. Não acreditava em nada, porque sabia que íamos ser vice -campeões", disse.

Com o arranque da época 2016, Alonso disse que "o nível de exigência (da McLaren) é grande" por vir de "uma base muito pobre". Por essa razão, "a melhoria tem de ser enorme para estar à frente". Na avaliação dos testes, Alonso disse que as sensações dos primeiros testes são "boas", apesar de requerer melhorias.

"Quando tudo estiver no lugar, vamos ter uma melhoria muito grande em relação ao ano passado. Todos também melhoraram e a Mercedes está noutro campeonato", afirmou. Alonso mostrou-se optimista e cogitou chegar ao pódio na presente época. "Não acredito que estejamos longe de conquistar algum pódio. ", disse.

DESEMPENHO
Campeã tem unidade de força “extra”


O director de alta performance da Mercedes, Andy Cowell, responsável pelos motores da marca alemã admitiu que a equipa pode guardar uma das suas unidades de força de 2016 para utilizar  naqueles casos em que necessite de desempenho extra. Como a F1 passou a permitir que cinco - não mais quatro - unidades sejam utilizadas por época, um modelo "especial de desempenho" está nos planos.

Com o regresso do Grande Prémio da Alemanha e a entrada da prova em Baku, o calendário aumentou para 21 corridas e o limite de unidades de força recebeu também um pequeno aumento. O limite é imposto para que os custos das equipas se mantenham controlados. Caso excedam os limites, os pilotos recebem punições desportivas.

A decisão de guardar um exemplar do  motor para usá-lo quando precisar despejar potência, vai ser tomada depois da avaliação final da confiabilidade, que decorre em Barcelona, segundo Cowell. Em declarações à imprensa, o responsável assegurou que os planos da equipa alemã estão baseados na pretensão de usar quatro unidades de força em 20 corridas.

"O andamento das próximas duas ou três semanas vai definir a agressividade com a qual vamos trabalhar a partir de Melbourne. ", disse.
Todas as avaliações estão centradas nessa direcção. Se a conclusão for o número definido, a equipa ganha "uma unidade de bónus", o que pode ajudar na "questão de qualidade" se a equipa quiser fazer "algo especial no desempenho".

Andy Cowell revelou que "há um trabalho extenso na fábrica e quatro exemplos de unidade de força estão a ser testadas em Barcelona para avaliar se o hardware com o combustível e o lubrificante são duráveis e confiáveis".

De recordar que caso um dos Grandes Prémios abandone o calendário antes do campeonato começar, a 20 de Março na Austrália, o limite de quatro unidades de forças é accionada.

SONHO
Ricciardo deseja
pilotar a Ferrari

Daniel Ricciardo é um dos pilotos mais talentosos da nova geração da F1. O australiano teve um bom começo de carreira, sobretudo na Toro Rosso, e chegou à matriz Red Bull em 2014 para substituir o compatriota Mark Webber, que se aposentou.

Naquele ano, Daniel fez furor na F1 e foi o único a quebrar a hegemonia da Mercedes ao vencer três corridas e superou ao tetracampeão Sebastian Vettel na classificação geral do Mundial. Depois de um ano atípico e sem vitórias da Red Bull, Ricciardo volta renovado para 2016, a pensar além.

Ricciardo tem contrato com a Red Bull até o fim desta época, o mesmo período que Kimi Raikkonen tem de vínculo com a Ferrari, renovado no ano passado. Da mesma forma, os rumores sobre a segunda e cobiçada vaga em Maranello, que tanto envolveram Valtteri Bottas em 2015, devem surgir e envolve também o nome de Daniel.

Em entrevista ao jornal australiano ‘Sunday Age’, Ricciardo disse que o seu nome foi ventilado, como alguns outros quando a Ferrari estava à procura de um piloto. Sobre o futuro, manifestou que "tudo o que quer é colocar as mãos num carro vencedor e ter uma oportunidade".
" Se algum dia vai ser da Ferrari, não sei dizer.

Tenho a certeza de que pelo menos 90 por cento dos pilotos acompanham a Ferrari desde pequenos, porque, de uma forma ou de outra, conhecíamos a F1 por causa da Ferrari”, comentou.

O australiano realçou que "é interessante, mas só interessa se tiverem o melhor carro". Em declaração veiculada pelo jornal ‘West Australian’, Ricciardo falou sobre como se preparou para a época'2016 com a Red Bull.

“Nunca comi de forma tão saudável quanto agora. É bastante satisfatório, mas ao mesmo tempo estou a fazer tudo isso de maneira inteligente. Não é ficar magrelo e me sentir fraco”, afirmou o sorridente piloto. Após os quatro primeiros dias de testes de pré-época, Ricciardo acredita que a luta da Red Bull deve ser com a Williams, uma vez que não aposta numa mudança na ordem de forças no topo da F1.

“A época deve começar mais ou menos da mesma forma que terminou. Estou a considerar que a Mercedes e a Ferrari são as duas equipas com metas de topo, então, esse é o top-4. No ano passado, a Williams foi quinto e sexto. Devemos estar perto da Williams, um pouco atrás deles”, disse.

Daniel Ricciardo disse que a Force India parece muito bem, a Toro Rosso fez tudo bem, mas a equipa pode ser bem melhor do que estar em décimo. “Entre a Mercedes e a Ferrari, a questão é o quanto a Ferrari pode diminuir a diferença. Vai ser uma luta interessante", disse. Atrás das duas equipas, o australiano realçou que a Williams deve começar onde parou.” disse.