Jornal dos Desportos

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Modalidades

Comissão de Gestão faz o levantamento de dados

Helder Jeremias - 11 de Março, 2017

Genivaldo Dias aproveitou para enaltecer o trabalho levado a cabo pelo membro da comissão administrativa

Fotografia: José Cola

A informação foi avançada anteontem, ao Jornal dos Desportos, por intermédio de Genivaldo Dias, porta-voz da comissão criada para gerir os destinos da modalidade das raquetes, nos próximos seis meses que antecedem a realização do pleito eleitoral, para os corpos sociais do órgão reitor da instituição em epígrafe.

Constituída por Sebastião Araújo, Ana Balbina, Eliseu Maria, Baltazar Roque e Genivaldo Dias, a comissão administrativa tem como meta imediata, solucionar a questão da falte de instalações para sediar a direcção da Federação, e facilitar o funcionamento dos agentes desportivos em todo o território nacional, de forma a colmatar o vazio institucional com que o órgão reitor da modalidade se pautou ao longo dos últimos oito anos.

De acordo com Genivaldo Dias, os membros da comissão ora formada constataram a existência condições para dar mais celeridade aos trabalhos que estiveram na base da sua criação, pelo que o tempo de seis meses pode ser encurtado para metade, até que se formalize o processo eleitoral, muito embora, algumas dificuldades inerentes à pouca credibilidade do trabalho de algumas Associações tenham causado algum conforto.

O responsável solidariza-se com todos quantos procuram dar dinamismo ao desenvolvimento do ténis, a nível da capital do país e demais províncias, mas reprova a conduta de quem pretenda forjar a existência de clubes, com o intuito de obter votos para garantir a liderança nas Associações, uma vez que tais instituições nunca estiveram representadas nas competições locais e nacionais.

“Não é possível compreender, que existam mais clubes do que atletas, mas  confrontamo-nos  com esta situação a nível das principais praças de ténis, tal como, os casos da Huila, Lunda Norte, Cabinda e Benguela. É altura de pensar em organizar as coisas, pois não adianta trabalhar com o mero propósito eleitoral, sem que no terreno nada de concreto exista”, alertou Genivaldo Dias.

Genivaldo Dias aproveitou para enaltecer o trabalho levado a cabo pelo membro da comissão administrativa Baltazar Roque, proprietário do Clube Bananeiras do Cavaco, projecto que permitiu lançar para o mercado de Benguela vários atletas com carreira promissora,  apelou aos demais agentes desportivos a enveredar pelo mesmo caminho, numa perspectiva de expandir a modalidade para todas as províncias pelo país adentro.

“Temos de reconhecer, que existem pessoas a dar uma contribuição valiosa para a massificação do ténis com iniciativa privada, tal como é o caso do projecto Bananeiras do Cavaco, entre outros, que estão a surgir. Desta forma, outras forças vivas da sociedade podem servir-se de tais exemplos, para contribuir para o engrandecimento do desporto, em geral, e do ténis, em particular”, reconheceu Genivaldo Dias.