Jornal dos Desportos

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Comisso de Inqurito investiga gesto de Apol

Rosa Napoleo - 16 de Maio, 2019

Paulo Nzinga est na mira do Conselho Jurisdicional da Federao

Fotografia: Vigas da Purificao | Edies Novembro

Depois de muitos acontecimentos nos últimos tempos, os Conselhos de Disciplina e o Jurisdicional da Federação Angolana de Judo decidiram criar uma comissão de inquérito para averiguar os factos que envolvem os atletas e a gestão de Paulo Nzinga. A decisão foi anunciada na conferência de imprensa que decorreu esta terça-feira na sala de reuniões do Comité Paralímpico Angolano, à Cidadela Desportiva.
Presidida por Yuri Vilarides, presidente do Conselho de Disciplina, e Raimundo Luimba, presidente do Conselho Jurisdicional, a conferência de imprensa abordou os aspectos organizacionais que vão culminar com a realização da Assembleia Geral ordinária em Novembro próximo.Na primeira instância, a comissão de inquérito liderada por Yuri Vilarides e coadjuvado por Raimundo Luimba, Valdir Buta (vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral), Carlos Pedro (vogal de direcção), Alexandre Martins e Pedro Hebo (treinadores) vai incidir o trabalho na avaliação da gestão de Paulo Nzinga.
O presidente de direcção tem acumulado muitas contas a prestar aos associados. Desde o ano de 2013, a direcção nunca realizou uma Assembleia Geral para apresentar os relatórios de contas e de actividades.
Os moderadores da conferência de imprensa apontaram várias irregularidades à volta da Assembleia Geral dos associados. Na lista das irregularidades perfilam a ausência de representantes de outras províncias e o facto da reunião não ter sido marcada pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral.O presidente do Conselho de Disciplina, Yuri Vilarin, garantiu que a comissão de inquérito vai notificar o presidente de direcção, Paulo Mzinga, nos próximos dias para prestar as declarações.
Por outro lado, a comissão de inquérito vai trabalhar no processo de punição dos envolvidos na recente Assembleia Geral realizada pelos associados provinciais. Os Conselhos de Disciplina e o Jurisdicional da Fajudo consideram ilegal a realização da reunião magna.
Com a criação da comissão de inquérito, um precedente se abre no judo. Os associados provinciais, na qualidade de membros efectivos da Federação, vêm-se confrontados por uma direcção destituída. Na Assembleia Geral extraordinária, promovida pelas associações provinciais, ficou acordado o fim de mandato da direcção de Paulo Nzinga. Logo, todos os órgãos colaterais dessa direcção perderam o mandato por inerência.
A Comissão de Gestão liderada por Casimiro Bento, criada na Assembleia Geral, vê-se abraços com mais um "combate" contra a comissão de inquérito liderada por Yuri Vilarin.