Jornal dos Desportos

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Comit antidoping exige rigor no controlo

Helder Jeremias - 09 de Março, 2019

Especialista advertiu que exames antidoping so realizados em qualquer momento

Fotografia: Agostinho Narciso | Edies Novembro

A aplicação de medidas, para averiguar as condições de sanidade dos pilotos nacionais, inseridas nas competições, sob a égide da Federação Angolana de Desportos Motorizados, constituem um dos grandes focos das acções a serem levadas a cabo pelo Comité Antidping de Angola, ao longo da época 2019.
A informação foi avançada pela doutora Maria Stela Cristiano, membro do Comité Antidoping de Angola, durante o Segundo Encontro dos Desportos Motorizados que a capital do país acolheu no mês de Fevereiro, em que deu a conhecer de que a medida estende-se a todos os desportistas nacionais de alta competição.
De acordo com a especialista, Angola não tem um historial marcado por uso de substâncias que potenciem a prática do desporto, nas suas mais variadas modalidades, existe toda a necessidade de impor um rigoroso controlo sobre os atletas, que apresentem resultados notáveis no plano internacional, para se aferir o seu bom estado mental e físico no âmbito competitivo.
A especialista advertiu, que os exames antidoping podem ser realizados em qualquer momento, de acordo com as normas do Comité Internacional, ou seja, mesmo que o atleta visado se encontre em gozo de férias, privadas ou colectivas, dentro e fora do país, pode ser submetido ao processo de recolha de amostras sobre a utilização de produtos proibidos.
Maria Stela Cristiano apelou, à direcção da Federação Angolana de Desportos Motorizados, para  colaborar com o Comité Antidoping Angolano, uma vez que aquela instituição precisa de dar celeridade aos trabalhos orientados pelo organismo internacional, numa altura em que Angola está perto de filiar-se na organizações de prestígio internacional, como são os casos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a sua congénere do motociclismo (FIM).
Segundo a especialista, apesar dos desportos motorizados terem uma característica particular, não estão isentos de um acompanhamento minucioso, do ponto de vista clínico, dado o facto de que o desempenho dos artefactos mecânicos, também pode  influenciar o estado psíquico de que os manuseia, à semelhança dos demais desportos, que exigem mais a componente física na sua desenvoltura.
Por seu turno, o presidente da Federação Angolana de Ginástica, Auxílio Jacb, enquanto moderador da dissertação, aproveitou para lembrar que “ os desportos motorizados na sua característica especializada, além dos seus praticantes serem submetidos a exames antidoping, também existem mecanismos para avaliação dos respectivos automóveis e motorizadas, para se aferir a inexistência de práticas que visam potenciar o desempenho fora dos padrões desportivos”.
“É uma realidade, que muitos desportistas insistem em melhorar o desempenho, com o recurso a meios diversos, tais como, substâncias proibidas. Desta forma, torna-se imprescindível averiguar a verdade desportiva, isto é, sempre que existir qualquer suspeita com relação a um resultado extraordinário, por parte de um atleta, o Comité Antidoping pode proceder a exames para este fim, em qualquer modalidade desportiva”, disse Maria Stela Stela Cristiano.
A terminar, a especialista desaconselhou o uso de substâncias proibidas, uma vez que “ são responsáveis por problemas graves que atentam contra a saúde das pessoas que as utilizam, muitas das vezes, leva a morte precoce”.