Jornal dos Desportos

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Comit Olmpico "mete gua" na misso a Rabat

Silva Cacuti - 07 de Setembro, 2019

Delegao angolana piorou a prestao da edio passada

Fotografia: M.Machangongo | Edies Novembro

O Comité Olímpico Angolano (COA) voltou a dar mostras de não estar acertado com as boas práticas organizativas, ao longo da participação angolana na 12ª edição dos Jogos Africanos de Rabat Marrocos, em que Angola não só baixou a classificação, mas registou muitos aspectos, em que a instituição que coordena o movimento olímpico no país ficou mal na fotografia.
Informações chegadas à nossa redacção, apontam falhas na gestão financeira, consubstanciadas no desaparecimento de cerca de oito mil dólares, que levaram a que os integrantes da selecção de andebol só recebessem o valor dos subsídio, após o regresso, em kwanzas.
"O COA pagou ao câmbio da rua, aliás foi a condição para os atletas aceitarem jogar a meia final e final, porque estavam em pé de greve", informou a nossa fonte.
De acordo com a fonte que citamos, um integrante da delegação do andebol, o seccionista, foi excluído da lista de pagamentos feitos pelo COA.
Houve integrantes da missão angolana que, em Marrocos, tiveram que estar alojados em hotel e ainda quem depois de ser levado a Rabat, teve de voltar por não ser tido nem achado pela missão olímpica. Não fica de fora, o facto de atletas lesionadas terem sido levadas ao palco da competição, mesmo sem qualquer possibilidade de darem seu contributo. Há ainda uma atleta do atletismo, que teve de recorrer ao próprio bolso para marcar presença em Marrocos. Outro companheiro do atletismo chegou tarde ao palco da competição. Os atletas tiveram que recorrer aos equipamentos fornecidos pelas federações, quando devia ser o COA a providenciar tal material.
A maior parte das delegações foram levadas a efectuar estágios em Portugal. Todas as equipas, que estagiaram em território luso, não obtiveram qualquer medalha.  A participação angolana nos Jogos Africanos de Rabat ficou orçada em 180 milhões de Kwanzas. Antes da partida, a missão olímpica efectuou alguns cortes e reduziu a caravana. Ficaram em terra as delegações do Tae-kwondo, karaté, remo e tiro aos pratos.
Não é primeira vez, que o COA é referenciado com episódios de má organização. Aquando dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, houve insatisfação dos integrantes da missão, por terem recebido no local apenas metade do valor referente aos subsídios. O COA procedeu ao pagamento da outra parte algum tempo depois, já no país. Naquela missão, o COA tinha sido também acusado de incluir pessoas estranhas ao judo na delegação, em detrimento do treinador.

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
O Comité Olímpico Angolano anunciou a realização de uma conferência de imprensa na próxima segunda-feira, às 16Horas, na Galeria dos Desportos, com objectivo de balancear a participação de Angola nos jogos.
No encontro com os jornalistas, o chefe da missão, Auxílio Jacob, deverá dar explicações ao país sobre os desarranjos registados em Rabat e aclarar a história dos valores alegadamente desaparecidos dos cofres da missão.   
Segundo apuramos, muitos membros da Comissão Executiva do COA desconheciam o balanço a ser apresentado aos jornalistas, porque a instituição não realizou um pré-balanço. "Isto aí, também vou assistir para saber deste balanço. Sou membro da Comissão Executiva do COA, mas que eu saiba, ainda não fizemos um pré balanço desta participação, a não ser que tenha sido excluída", revelou uma das nossas fontes.