Jornal dos Desportos

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Contra-relgios cria polmicas

Simo Kibondo - 20 de Junho, 2019

Fotografia: Edies Novembro

O modelo de disputa dos contra-relógios individuais e por-equipas da 29ª edição dos campeonatos nacionais de ciclismo de estradas unificados no dia 28 do corrente está a criar polémicas entre os ciclistas de Luanda e de Benguela. As provas definem os campeões nacionais de velocidade e tornou-se em "quebra-cabeças" para a organização.
Nas épocas transactas, os campeões nacionais estavam isentos do "sorteio" na ordem de partida. Para a presente edição, são os últimos do pelotão a partir. A alteração consta de uma adenda ao "polémico" artigo 9 do Regulamento de Competições e não reuniu consenso entre os participantes. O impasse pode ser resolvido na reunião técnica prevista para as 18h30 do dia 27 do corrente na Galeria dos Desportos.
"A ordem de partida do contra-relógio individual será determinada por um sorteio mediante uma lista de inscrição apresentada pelos clubes...O campeão nacional da época passada será o último ciclista a partir da meta e não está incluído no sorteio", segundo a adenda.
Na prova do dia 29, "a ordem de contra-relógio por equipas será feita mediante a classificação do campeonato nacional de estrada unificado de 2018 e a equipa campeã nacional é a última a partir. As restantes equipas estão sujeitas a um sorteio".
As suspeitas dos ciclistas de Luanda e de Benguela assentam nas estratégias individuais, tendo em conta ser uma prova de perseguição. A título de exemplo, os ciclistas apontaram que o segundo atleta pode beneficiar da velocidade do antecessor. Luanda e Benguela são dois pólos de desenvolvimento do ciclismo em Angola e paira "grande rivalidade".
"Dário António, do BSP, é o campeão nacional em título. Se partir depois do vice-campeão, Igor Silva, do Jair Transporte de Benguela, pode beneficiar da velocidade do filho de Pepino", exemplificou um dos atletas descontentes.