Jornal dos Desportos

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Controvrsia na taxa de participao

Jlio Gaiano, no Lobito - 03 de Agosto, 2015

Controvrsia na taxa de participao

Fotografia: Jornal dos Desportos

Os preços propostos pelo Comité Nacional de Organização dos VII Jogos da SADC estão a criar descontentamento dentro dos países da região austral. Alguns ponderam desistir da participação do certame que se pretende exemplar. Na reunião presidida por Gonçalves Muandumba, Ministro da Juventude e Desportos, em Benguela, os participantes sugeriram o ajustamento ou a aproximação aos preços estabelecidos pelo Comité Organizacional Regional (ROC).Para além de Gonçalves Muandumba, o grupo formado pelo ministro da Comunicação Social, José Luis Matos; Isaac Maria dos Anjos, governador provincial e anfitrião, bem como Secretários de Estado das Obras Públicas, Saúde, Energia e Água, Hotelaria e Turismo decidiu estudar a sugestão e abordá-lo na próxima reunião perante os membros do ROC, que visitam a província de Benguela, no mês corrente.

A comitiva de inspectores afectos ao organismo desportivo da região austral vai confrontar-se com o plano estratégico do Comité Nacional de Organização dos VII Jogos da SADC.“É um assunto de fácil resolução se levarmos em conta que o objectivo do evento passa, necessariamente, pela partilha de conhecimento e experiência desportiva entre povos, para além de promover a cultura da paz na região, tal como sustenta o lema dos jogos da região”, comentou o Ministro Gonçalves Muandumba.

O Comité Nacional Organizador dos VII Jogos da SADC propôs para o certame uma taxa de participação ajustada à realidade do país. Cada atleta deve pagar por dia 100 dólares norte-americanos; 110 dólares/dia para os oficiais e 130 dólares/dia para os extra-oficiais (entende-se convidados de um dos integrantes à competição). A contra-proposta apresentada pelo ROC estipula 60 dólares/dia para os atletas; 72 dólares/dia para os oficiais e 150 dólares/dia para os extra-oficiais.

Os membros do Comité Nacional Organizador dos VII Jogos da região austral visitaram diferentes infra-estruturas desportivas destinadas a albergar o evento, com destaque a vila Olímpica, Hotel Infotur e o Estádio Nacional de O’mbaka. O futebol, basquetebol, andebol, natação, atletismo convencional e adoptado, judo, ginástica e netball (esta última, em fase de massificação no país) são as modalidades que vão movimentar a cidade das acácias rubras em Dezembro do próximo ano.

DUAS MIL PESSOAS
SÃO ESPERADAS


Os VII Jogos da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), que Benguela se apresta a organizar de 7 a 17 de Dezembro de 2016, prevê juntar cerca de duas mil pessoas, entre atletas e dirigentes. A afirmação é do Ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, em conferência de imprensa que visou a o balanço dos trabalhos.

“Os trabalhos decorrem a bom ritmo, o que já é deveras animador. Neste preciso momento, temos disponibilizado mil e 300 camas e faltam 700, que podem ser solucionados. O governo provincial está incumbido a suprir a falta de camas e façamos votos que, nos próximos tempos, consiga resolver o problema, isto é, encontrar o local ideal para o efeito. É um trabalho que envolve a todos nós e a sociedade benguelense, na condição de anfitriã”, precisou.

Gonçalves Muandumba manifestou confiança no sucesso da competição austral. Para isso, objectivou a melhoria do terceiro lugar alcançado na edição passada no Zimbabué. “Nas duas últimas edições, melhorámos, significativamente, a nossa participação. Se na Zâmbia, conseguimos superar o 10º lugar, para o sexto, e atingimos o terceiro lugar no Zimbabwé, é justo discutir o topo. É uma tarefa difícil, mas não impossível, se levarmos em conta que os jogos vão ser em nossa casa. Em nossa casa, mandamos nós”, afiançou.

O Jornal dos Desportos apurou que para além da vila olímpica, a organização dos VII Jogos da SADC estuda a possibilidade de alojar algumas delegações na casa da Juventude e nalgumas unidades hoteleiras espalhadas na cidade de Benguela. A República Democrática do Congo, Tanzânia, Ilhas Maurícias e Madagáscar são os primeiros países a garantir as presenças no evento com o lema: “Juntos Com Uma Cultura de Paz”.

INFRA-ESTRUTURAS
Construção começa a “qualquer altura”


O arranque da construção de algumas infra-estruturas desportivas destinadas a acolher os VII Jogos da região V da União Africana, na província de Benguela, entre 7 a 17 de Dezembro de 2016, está para breve. A garantia é do Ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, em conferência de imprensa, após a reunião do Comité Nacional de Organização dos VII Jogos da SADC.

Gonçalves Muandumba garantiu estar tudo equacionado e programado para que as mesmas conheçam o arranque "a qualquer altura", visto ser do interesse do Estado angolano ter as condições criadas para o êxito que se pretende. Não existe atraso tanto mais que os trabalhos continuam a ser desenvolvidos, de acordo com o governante. O Ministro da Juventude e Desportos tranquilizou a sociedade desportiva benguelense que questionou a morosidade no arranque das principais obras.

“Está tudo equacionado e bem direccionado para que nos próximos tempos as obras destinadas para os jogos, designadamente, a pista sintética (tartan) para o atletismo, no Estádio do O’mbaka; os quatro courts (para ténis de campo) e uma piscina olímpica, nos arredores de Benguela, conheçam o arranque e término em datas acordadas com a empreiteira", disse. O titular do Ministério da Juventude e Desportos assinalou que "o importante é saber que o país vai acolher os jogos, nas datas e locais marcadas pelo Comité Organizador”.

A par das obras anunciadas pelo Ministro Gonçalves Muandumba, o Jornal dos Desportos apurou que existe no seio Executivo alguma movimentação para reabilitar as demais infra-estruturas desportivas indicados para acolher o evento que são os Estádios do São Filipe e do Municipal Edelfride Costa “Miau”; bem como os pavilhões das Acácias Rubras, do Sporting de Benguela, do Estrela 1º de Maio e Matrindindi.Por problemas económicos, as infra-estruturas da cidade do Lobito indicadas para acolher o evento, mormente, o pavilhão gimnodesportivo da CPPL, pavilhão da Académica e do Electro do Lobito estão excluídos do projecto.