Jornal dos Desportos

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"Correr é a melhor coisa que podemos fazer por Bianchi"

26 de Julho, 2015

Hamilton disposto à vencer para oferecer a vitória a Jules Bianchi

Fotografia: AFP

Hamilton parte na “pole position,”  tem tudo para repetir a vitória conseguida no último Grande Prémio.  Antes disso, o piloto da Mercedes falou da morte de Jules Bianchi, algo, que lhe recorda uma situação do passado.

“Pessoalmente, tive a experiência deste tipo de situação antes, isso tem sido muito semelhante. Quando tinha nove anos, lembro-me de um piloto com quem falei,  antes da corrida e faleceu em pista. Lembro-me de ir ao seu funeral e isso, foi um grande ‘déjà vu’ para mim. Isso é algo que não queremos ver no desporto. É mesmo difícil compreender a magnitude. É difícil ver as pessoas no funeral, amigos próximos e família – não poderia dizer que era um amigo do Jules – não o conhecia de todo. Sinto-me embaraçado a falar disso, porque estamos todos aqui e de saúde. O Jules era um indivíduo talentoso e não está aqui connosco, por isso é difícil comentar.

Mas acredito mesmo, que ele nos queria a correr. Se ele aqui estivesse estaria a correr. Por isso, correr é a melhor coisa que podemos fazer por ele”, explicou.

Quanto ao traçado de Hungaroring “é sem dúvida um circuito em que particularmente me divirto. É uma espécie de um circuito de karting em ponto grande. Temos curvas de velocidade média e lenta. Este é um traçado, onde temos de ter uma boa dianteira. Não gosto de um monolugar subvirador, por isso, esta é uma pista que me reserva um bom presságio. Gosto quando temos de lutar com o monolugar e também de o segurar. Essa é uma área confortável para mim e suponho que é por isso”.

Já sobre um dos pontos que pode vir a dar dores de cabeça aos pilotos, o binómio travões/temperatura, o britânico entende que “naturalmente queremos sempre melhorar os travões, porque particularmente nestes climas quentes, os travões começam a ‘ceder’ uma vez que estão sob altas temperaturas. Por isso, na última corrida não perderam demasiado rendimento, porque não os usámos muito. Mas aqui iremos usá-los e devido às temperaturas muito elevadas, as pastilhas vão-se prematuramente, e quando somem totalmente, afecta as zonas de travagem. Gosto disso, é um desafio” e recorda que “estava totalmente bem com os travões na última corrida. Não tivemos quaisquer problemas nesse sentido”.

Hamilton recordou ainda, que “todos sentimos calor, apenas em calções e t-shirt ou no que quer que seja que estamos a vestir. Por isso, num fato é quase insuportável. Se for como foi sábado , com a nossa roupa interior e à prova de fogo, o fato, a balaclava e as luvas, será muito quente”, finalizou.