Jornal dos Desportos

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CPA celebra aniversário

11 de Novembro, 2016

Leonel da Rocha Pinto deu-se por satisfeito pelas metas desportivas alcançadas

Fotografia: Eduardo Pedro

Em declarações quarta-feira à Angop, em Luanda, a propósito da efeméride, Leonel da Rocha Pinto deu-se por satisfeito pelas metas desportivas alcançadas, sobretudo, ao nível da reinserção social dos cidadãos pela via do desporto - outra faceta do objecto social da instituição.

O responsável recorreu as estatísticas para justificar o “bom” do exercício desporto versus reinserção social, reiterando a abrangência nacional com nove associações, nove núcleos, mais de 1.700 atletas das modalidades de atletismo, basquetebol, futebol e natação, além de seis presenças consecutivas em jogos paralímpicos.

No capítulo da reinserção social, apontou o enquadramento de antigos praticantes nos mais variados sectores da vida começando do próprio CPA, onde, em função das qualificações individuais são colocados em diversas áreas com destaque para a técnica.

Citou como exemplo os casos de António Diogo (antigo velocista agora técnico com participações internacionais no atletismo), André Augusto (antigo fundista - trabalha com escalões de formação), o velocista José Sayovo (conselheiro da modalidade), a ex-velocista Henda Jerónimo e o basquetebolista Edivaldo Santos (que obtiveram trabalho por via da prática desportiva) e o antigo futebolista Cândido Gunza Cândido (secretário-geral da Associação de Malanje).

“Pelos números alcançados estamos no bom caminho. Temos desporto adaptado por toda Angola. Temos resultados desportivos em competições africanas, mundiais e jogos paralímpicos, nesta com seis presenças consecutivas e subidas ao pódio em três delas”, frisou, acrescentando, entretanto, que falta muito por fazer.

Leonel Pinto referiu-se a inexistência de um centro de treinamento desportivo como factor impeditivo para um maior desenvolvimento, e lembra estar a instituição a espera da cedência de uma parcela de terreno por parte do governo provincial de Luanda há mais de uma década para a sua construção.

Referiu tratar-se de um propósito pelo qual conta agora com a promessa de ajuda do ministro da Reinserção Social, Gonçalves Muandumba, mostrando-se esperançado de que, desta vez, poder-se-á encontrar uma solução positiva para uma questão que considera de interesse de todos os angolanos.