Jornal dos Desportos

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CPPL representa Benguela

Júlio Gaiano, no Lobito. - 05 de Junho, 2016

A Casa Pessoal do Porto do Lobito persegue o troféu que está na posse do 1º de Agosto

Fotografia: JA Imagens

A formação feminina de andebol do Clube Desportivo da Casa do Pessoal do Porto do Lobito (CPPL) apurou-se à fase nacional da Taça de Angola ao derrotar na segunda partida do play off, a melhor de três, o Electro Sport Clube do Lobito por 27 a 23, numa partida marcada por fraco rigor táctico. No primeiro jogo, a CPPL havia vencido o Electro do Lobito por 28-23.

O pavilhão gimnodesportivo engenheiro Miranda Guedes foi pequeno para albergar os adeptos ávidos para assistir à partida. Após o apito, o equilíbrio tomou conta do jogo. A primeira parte terminou com a vantagem das portuárias por 14 a 12. A diferença de golos explica a proporção pautado no jogo disputado na noite da passada sexta-feira.

A segunda metade foi reveladora. A CPPL mandou no jogo ante a aparente apatia da formação contrária, que deu tudo a perder. Acusou cansaço e pouco mais fez para evitar a derrota que se cifrou na diferença de quatro golos (27-23) para a insatisfação dos apoiantes.

ESTÊVÃO CONSIDERA
POSITIVO PRESTAÇÃO

 
O presidente de direcção da Clube Desportivo da Casa do Pessoal do Porto do Lobito, Jeremias Estêvão, considerou positiva a prestação da equipa sénior feminina na disputa da fase provincial da Taça de Angola, em que derrotou o Electro Sport Clube do Lobito, em duas ocasiões, na melhor das três partidas.

"Foi bom ver a atitude das atletas que aqui (no pavilhão da CPPL) evoluíram. Apesar de se manifestarem presas nos movimentos, deu para perceber que as jogadoras estão no bom caminho, fruto do trabalho que se desenvolve por uma equipa técnica competente e com provas dadas para as grandes conquistas. Por isso, espero que continuem nesta senda de trabalho", precisou.

Jeremias Estêvão assegurou estarem criadas as condições materiais e psicológicas para que a CPPL realize uma campanha airosa na Taça de Angola. Na sua óptica, a equipa pode ir mais longe do que se augura, apesar de reconhecer dificuldades a enfrentar contra adversárias maior nível competitivo.

"Sonhar não é proibido. A nossa equipa trabalhou para isso, apesar da fraca rodagem competitiva. Temos uma equipa forte e disciplinada do ponto de vista táctico. As nossas jogadores são hábeis e correm muito ao longo da partida. Vamos explorar esse nosso ponto forte para ir mais longe possível na Taça de Angola", concluiu.