Jornal dos Desportos

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Crise deixa categoria preocupada

29 de Outubro, 2014

A situação chega a um nível de preocupação tal que um dos ex-dirigentes da Caterham Tony Fernandes clama por uma mudança na categoria nos próximos tempos

Fotografia: AFP

As ausências de Caterham e Marussia das provas nos Estados Unidos e Brasil deixa aberta uma crise financeira na Fórmula 1, com contornos jamais vistos.

As duas equipas, que ao lado da HRT foram escolhidas por Max Mosley (o ex-presidente da FIA), entraram na categoria em 2010 após um processo selectivo que barrou organizações como a Prodrive, Euskadi e N Technology, pois estas não queriam usar motores Cosworth, como era o desejo do ex-mandatário da FIA.

Ao longo deste período nunca mostraram competitividade o suficiente para estar no grelha da F1. Destas escuderias, a primeira a deixar a categoria foi a HRT, no fim de 2012. Caterham e Marussia seguiram e a segunda foi a primeira a somar pontos, ao conseguir o nono lugar no GP de Monaco, com Jules Bianchi.

No entanto, os custos cresceram e isso culminou em discussões e nomeações de administradores nas duas equipas. O facto é que os equipamentos dos dois conjuntos não vão ser embarcados para os EUA e Brasil.
A situação chega a um nível de preocupação tal que um dos ex-dirigentes da Caterham, Tony Fernandes, clama por uma mudança na categoria.

“Bernie Ecclestone realizou um trabalho excepcional na F1, mas chega o momento em que se faz necessária uma reflexão”, disse.Queixas também partiram de um dos pilotos que esteve ligado a essas equipas, o indiano Narain Karthikeyan, que defendeu a HRT.

“A Fórmula 1 é cara de mais e completamente insustentável para as equipas menores”.O director da Force India, Bob Fernley,  reclama da concentração de poder nas mãos de Bernie Ecclestone e das equipas grandes.
“Só cinco equipas têm a palavra da administração da F1, e por causa disso podemos perder mais equipas se continuarmos a agir dessa maneira”, comentou.

A solução no curto prazo é fazer com que as outras oito equipas coloquem um terceiro carro na pista. Ferrari e Red Bull já teriam dado o aval para isso. A McLaren ainda reflete sobre o assunto e isso, na opinião de Helmut Marko, solucionava outro problema da F1.
“Temos os meios para resolver essa situação e isso  dava-nos uma solução para termos muitos bons pilotos no mercado e poucos carros para eles”, concluiu.

EM AUSTIN
Lewis Hamilton quer ampliar vantagem


Próximo do bicampeonato mundial, Lewis Hamilton não vê a hora de correr numa pista da qual só tem boas lembranças. Trata-se do Circuito das Américas, em Austin, nos Estados Unidos.
O inglês venceu lá em 2012 e quer repetir o feito neste final de semana para ampliar a vantagem sobre o companheiro de Mercedes, o alemão Nico Rosberg. No momento, a diferença entre os dois é de 17 pontos.

"Nós ainda temos três corridas pela frente para decidir o Mundial de Pilotos e vamos começar por Austin, que é um dos melhores finais de semana do ano", analisou Hamilton, que lidera a temporada da Fórmula Um com 291 pontos.

Lewis, que vive uma óptima fase - vem de quatro vitórias consecutivas (Itália, Singapura, Japão e Rússia) - conta com o apoio da sua família norte-americana para se aproximar ainda mais do título.

"Muita gente do lado norte-americano da minha família vem à corrida, além disso já venci aqui na primeira prova em Austin em 2012, então, para mim, é uma prova especial", revelou o piloto da equipa prateada.

Hamilton ainda mostrou intimidade com Austin. O inglês quer vencer a prova para comemorar com o tradicional chapéu de cowboy texano: "Eu realmente gosto do lugar e espero por uma grande corrida e pela oportunidade de colocar aquele chapéu de cowboy no alto do pódio".

Os motores começam a roncar na próxima sexta-feira,  quando ocorrer o primeiro treino livre. A corrida está marcada para as 17h00 do domingo, 2 de Novembro.

GP DOS EUA
Treino de classificação
deve sofrer mudanças

A FIA pode mexer no treino de classificação para o GP dos Estados Unidos, este sábado.Essa modificação  deve-se ao Regulamento Desportivo da entidade que dá margem a eliminações na classificação. Na grelha, com 26 carros, seriam oito os retidos em cada sessão.

A classificação de Austin deve ter efectivamente 17 carros, uma vez que Sebastian Vettel já anunciou a sua ausência, pois tem que cumprir uma punição de dez posições por troca de motor e ele já declarou que não vai colocar o seu Red Bull na lista, optando por largar do "pitlane".



Kobayashi lamenta ausência nos GP do  Brasil e dos EUA

A ausência da Caterham nos Grandes Prémios do Brasil e dos Estados Unidos foi lamentada pelo japonês Kamui Kobayashi, piloto da equipa de capital malaio. Ele disse lamentar pelos fãs dos dois países, que não vão ver  provas com o "grid" completo da categoria.
Com problemas financeiros, Caterham e Marussia passaram para o comando de administradores legais.

A primeira equipa  confirmou a ausência nas provas de Austin e de São Paulo. A segunda, por enquanto, só anunciou que não vai estar  no "grid" na corrida dos Estados Unidos.

“Infelizmente, não posso correr nos Estados Unidos e no Brasil. Sinto muito pelos fãs que esperavam essas duas provas. Enquanto observo atentamente a situação, avalio as possibilidade para fazer a melhor escolha para o meu futuro”, escreveu Kamui Kobayashi na sua página no Facebook.

As indefinições sobre o futuro das duas equipas também foram alvo de lamentações do sueco Marcus Ericsson. O piloto de 24 anos de idade faz a sua temporada de estreia na Fórmula Um, pela Caterham, equipa que nunca marcou pontos na categoria de elite do automobilismo mundial.

“Tempos turbulentos. Muitas coisas a acontecer no momento, mas estou a esforçar-me como sempre e mantendo o meu espírito em alta. Obrigado a todos os meus fãs pelo apoio”, afirmou Ericsson.


Nigel Lamb vence Red Bull Air Race
O britânico Nigel Lamb sagrou-se campeão da Red Bull Air Race World Championship, ao ser segundo classificado na última etapa
da competição, realizada no passado fim de semana em Spielberg,
na Áustria. À partida para a derradeira etapa três pilotos tinham ainda hipóteses matemáticas para chegar ao título, mas o segundo lugar

foi suficiente para Nigel Lamb ser coroado campeão perante 35 mil adeptos.
«É espantoso ter chegado ao título», referiu o britânico, que viu premiada a regularidade ao longo da temporada (alcançou cinco segundo lugares e um primeiro). A vitória na etapa acabou por pertencer ao piloto gaulês Nicolas Ivanoff.