Jornal dos Desportos

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Custos ultrapassam as previsões

10 de Julho, 2016

O custo total dos Jogos do Rio de Janeiro gera em torno dos bilhões de dólares

Fotografia: AFP

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, agendados para o período de 5 a 21 de Agosto, já causaram um custo de 51 por cento mais do que o previsto no orçamento. É o que afirma um estudo conduzido pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, e publicado no jornal “Financial Times”.

O documento afirma que o estouro esperado no orçamento das Olimpíadas, é de 1,6 bilhão de dólares. Com isso, o custo total dos Jogos gira em torno de 4,6 bilhões de dólares. A causa, segundo os estudiosos, é a recessão que a economia brasileira vive há dois anos, e que não vivia quando venceu a nomeação para receber o evento, em 2009.

“Quando o Rio decidiu candidatar-se para sediar uma Olimpíada, a economia brasileira estava a sair-se bem. Agora, quase uma década mais tarde, os custos dispararam e o país vive a pior crise económica desde os anos 1930, com crescimento negativo e uma falta de fundos para cobrir os custos”, diz o estudo publicado na sexta-feira.

A situação alarmante vivida pela economia brasileira,  estende-se ao Rio de Janeiro. O governo estadual decretou, no mês de Junho, estado de calamidade pública devido à crise. A situação afectou não só os Jogos Olímpicos, mas também causou atrasos no pagamento de funcionários públicos e de aposentação.

O estudo de Oxford analisou ainda 15 edições das Olimpíadas, desde Roma 1960 até Londres 2012. O curioso é que mesmo com todos os problemas, os Jogos do Rio têm custo muito mais baixo, comparados aos de Londres, estimados em 22 bilhões de dólares.

Por fim, o documento concluiu que sediar as Olimpíadas é o investimento mais arriscado que uma cidade pode fazer, trata-se de eventos de grande porte.


RIO'2016
Usain Bolt integra lista da Jamaica


A estrela do atletismo mundial, Usain Bolt,  sofreu uma lesão na coxa no início do mês e viu ameaçada a presença nos Jogos Olímpicos, pode ser incluído na delegação jamaicana para os Jogos do Rio-2016, informou o jornal jamaicano Gleaner.

Citando fontes anónimas, o jornal da capital Kingston afirmou que o Comité Olímpico da Jamaica inclui Bolt na delegação do país, depois do atleta estar escolhido para participar das provas dos 100 e 200 metros, ao lado de outros três velocistas.

Só três atletas, representam a Jamaica, em cada uma das provas. A decisão final em relação à presença de Bolt é tomada pelo director da equipa, no Rio de Janeiro.

Bolt abandonou a final dos 100 metros das selectivas da Jamaica, para os Jogos Olímpicos, em 1 de Julho, em Kingston, devido a uma lesão na coxa. Como foi incluído provisoriamente na delegação da Jamaica para os Jogos Olímpicos, Bolt ainda continua com chances de lutar pelo tricampeonato olímpico, nos 100, 200 e 4x100 metros.

O seis vezes medalhista de ouro afirmou em mensagem de vídeo publicado na sexta-feira, pela Federação Britânica de Atletismo, que definitivamente volta às pistas neste mês, em Londres.

"Aqui, é Usain Bolt, só quero dizer a todos que venham ver-me nos Jogos de Aniversário de Londres em 22 de Julho", afirmou o homem mais rápido do mundo.

"Estarei aqui. Estou ansioso por voltar a Londres para receber o apoio dos fãs", concluiu.


BRASILEIROS
Médicos declaram falta
de condições para o evento


O Sindicato dos Médicos brasileiro alertou, que o Rio de Janeiro não tem condições para receber os Jogos Olímpicos'2016, falava numa situação preocupante com sobrelotação, equipas desfalcadas e falta de medicamentos.

O alerta foi feito na quinta-feira, no seguimento de uma vistoria conjunta com o Conselho Regional de Medicina do Estado, em algumas unidades de saúde municipais, consideradas de referência para o atendimento durante os Jogos Olímpicos.

O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Dárze, revelou aos jornalistas que a vistoria mostrou uma "superlotação dessas unidades, principalmente, nos sectores de emergência" e "equipas desfalcadas".

Além disso, acrescentou, foram identificados alguns casos de faltas ocasionais de medicamentos, soro e material cirúrgico.
Frisou que se trata de uma "situação grave" e sem "perspectiva de solução no curto prazo", Jorge Dárze fez saber que o sindicato pretende accionar a Defesa e o Ministério Público.


GOLFE
Vírus Zika força
nova desistência


O golfista, Dustin Johnson, apresentou formalmente a desistência da equipa dos Estados Unidos que disputa os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, alega temer o vírus da zika.

A desistência do actual campeão do US Open, é a terceira entre os quatro melhores golfistas do mundo, por conta da zika, justamente na edição em que a modalidade volta a ser olímpica, após 112 anos de ausência.

Jordan Spieth (terceiro no ranking) é até agora o único, entre os melhores do mundo, que ainda não declarou se disputa ou não os Jogos do Rio, que têm início no próximo mês.

Johnson, de 32 anos, número dois do mundo, transformou-se no 13º golfista a recusar-se a ir ao Brasil. Entre os que também desistiram, por conta da zika, estão o número um do mundo, o australiano Jason Day, e o quarto, o norte -irlandês Rory Mcllroy.

O golfe volta a ser olímpico, pela primeira vez, desde a edição de Saint Louis (EUA), em 1904.