Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Dani Pedrosa larga na frente no Grande Prmio da Itlia

02 de Junho, 2013

Pedrosa conseguiu a primeira pole da temporada

Fotografia: AFP

O espanhol Dani Pedrosa (Honda) vai sair na primeira posição para o Grande Prémio de Itália, após registar o melhor tempo da sessão de qualificação para a quinta prova do Mundial de MotoGP.

O actual líder do Mundial, Pedrosa, assinou a primeira pole da temporada (43.ª da carreira), relegando o seu compatriota Jorge Lorenzo (Yamaha) e o italiano Andrea Dovizioso (Ducati) para as posições imediatas.

Pedrosa conquistou a primeira pole da época no minuto final de dramática qualificação para a prova. Andrea  Dovizioso, da Ducati Team, ultrapassou a lesão no pescoço marca presença na primeira linha pela segunda vez consecutiva.

Até ao quarto Treino Livre Pedrosa não era o mais rápido numa sessão ao longo de todo o fim-de-semana de Mugello, mas pouco depois de Lorenzo bater o seu recorde da pole de 2012 o piloto da Repsol Honda Team bateu o compatriota com 1m47,157s.

O registo deixou os dois pilotos separados por menos de um décimo de segundo, com Dovizioso a garantir a segunda presença consecutiva na primeira linha da grelha. O resultado é fantástico para o piloto da casa que está a rodar com analgésicos na sequência da queda de sexta-feira. A luta pela pole  muito disputada, com os oito primeiros a ocuparem provisoriamente a primeira posição na grelha.

Cal Crutchlow, da Monster Yamaha Tech 3, vai partir do quarto lugar, a rodar ainda com fractura na perna, com Stefan Bradl, da LCR Honda MotoGP, a bater Marc Márquez (Repsol Honda Team) para partir do quinto. O espanhol chegou à Q2 depois de ter passado pela Q1 e de ter sofrido quedas em todas as sessões de livres, com a da tarde de sexta-feira a acontecer a alta velocidade.

O companheiro de equipa de Lorenzo, Valentino Rossi, ficou desapontado por ser relegado para o sétimo posto ao cair do pano. O italiano, que roda com novo desenho no capacete, parte à cabeça da terceira linha da grelha, à frente de Nicky Hayden (Ducati) e de Álvaro Bautista (GO&FUN Honda Gresini).

Michele Pirro deu à Ducati GP13 Lab o primeiro resultado nos dez primeiros, à frente de Bradley Smith (Tech 3) e de Aleix Espargaró (Power Electronics Aspar) que, ao contrário do que aconteceu, entrou directamente para a Q2.

Quem não teve possibilidades de lutar por um lugar entre os 12 primeiros foi Andrea Iannone, que rodou com a sua segunda moto da Pramac Racing e vai partir em 13º ao lado de Iannone na 5ª linha estará Randy de Puniet (Aspar, 14º) e Hector Barberá (Avintia Blusens, 15º). Bryan Staring, com a CRT da Gresini, parte de 22º, mesmo à frente de Hiroshi Aoyama (Avintia), que sofreu duas quedas ao início do dia.


FORMULA 1
Pirelli reafirma legalidade de testes com a Mercedes

O criticado teste realizado pela Pirelli e Mercedes em Barcelona, Espanha, continua a repercutir-se no mundo da Fórmula 1 e, para evitar ainda mais comentários, a fornecedora única de pneus da categoria veio a público dissipar algumas dúvidas.

A empresa voltou a negar qualquer tipo de favorecimento à equipa alemã e garantiu ter agido dentro do regulamento. A Pirelli confirmou que os pilotos titulares da Mercedes (Lewis Hamilton e Nico Rosberg) participaram no teste com o carro que utilizam no campeonato, mas negaram que a equipa alemã tenha sido favorecida. Segundo a empresa italiana, os pneus testados vão ser utilizados apenas no próximo ano e não nesta temporada.

“Os testes foram feitos com pneus que ainda não foram usados nem vão ser no Campeonato Mundial de 2013. O foco está em 2014”, declarou o director de desportos da Pirelli, Paul Hembery. “Os testes foram feitos às cegas. A Mercedes não fazia ideia, e ainda não faz, do que estava a ser testado. Não havia benefício. O benefício era para a Pirelli e para a Fórmula 1 no geral.”

Hembery revelou ainda que a Pirelli ofereceu a diversas equipas a possibilidade de participarem no teste, mas disse que a Mercedes foi a primeira. A empresa italiana já se tinha defendido quando a polémica se instalou, ao alegar que o seu contrato com a FIA lhe permite chamar equipas para ajudar nas suas actividades.