Jornal dos Desportos

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Daniel Cormier vence e mantém cinturão do UFC

05 de Outubro, 2015

Cormier em defesa do título acumula impressionantes dezassete vitórias e uma derrota aos pontos

Fotografia: AFP

O card principal do UFC 192, evento realizado no sábado, em Houston (EUA), guardava grandes emoções para os fãs de MMA. A atracção principal, era a disputa de cinturão dos meio -pesados (93 kg), que envolvia dois lutadores batidos pelo ex-campeão Jon Jones, era o final perfeito para o show.

Numa verdadeira guerra, Daniel Cormier e Alexander Gustafsson, terminaram os cinco rounds previstos, banhados em sangue e suor, num confronto aplaudido de pé pelo público, em sinal de retribuição ao esforço apresentado no octógono. E melhor ficou  Daniel Cormier, que manteve o título, decisão dividida do júri,  viu-se obrigado a  render-se ao talento do adversário.

“Alexander, muito obrigado. Fizeste de mim, um melhor lutador, nesta noite. Obrigado. [..] Eu falei bastante, mas é meu trabalho vender lutas, mas ele é um guerreiro”, bradou antes de declarar amor à cidade de Houston. Essa foi a primeira defesa de título de Cormier, que aos 36 anos, acumula um impressionante cartel de 17 vitórias e apenas uma derrota aos pontos, justamente para ‘Bones’. Por sua vez, Gustafsson perdeu pela segunda, uma disputa de cinturão, por decisão dividida.

LUTA
No primeiro assalto, Cormier tomou a iniciativa, clinchou e derrubou com facilidade deixou claro que estava disposto a usar seu afiado wrestling contra o desafiante sueco. No entanto, a vitória no primeiro assalto foi apenas uma parte do caminho a ser trilhado naquela noite.

Com quase 30 centímetros a mais, e um melhor jogo de pernas, Gustafsson passou a defender as tentativas de queda e a minar o rival com jabas e golpes de encontro. Por sua vez, Cormier sempre andava para frente a tentar diminuir a diferença de envergadura, usava do clinche em pé para golpear com uppers na curta distância.
Esse ritmo durou praticamente toda a luta, que em momentos dramáticos contou com o desafiante a derrubar o ex-capitão da equipa  olímpica de wrestling dos EUA e com Cormier a aplicar golpes baixos e a sofrer knock down. Um belo ponto final para uma noite de lutas estreladas.

O duelo colocou o vencedor muito perto de uma luta, pelo cinturão, Rashad Evans x Ryan Bader não foi só  o embate entre dois campeões do TUF, que possuem de similar, o forte jogo de wrestling e potentes cruzados na luta em pé. A grande expectativa era  ver como o ex -campeão dos meio -pesados (93 kg) Evans ia sair-se depois de voltar a competir quase dois anos afastado por lesões.

E o tempo afastado a somar aos 36 anos pareceram pesar, e o antes número um do mundo foi dominado nos três rounds, mas não sem antes oferecer uma boa disputa. Experiente, ‘Sugar’ soube conter as boas oportunidades do rival, levantar quando dominado e mostrar evolução técnica na luta em pé e a ponto de prensar Bader na grade.

No entanto, a diferença de condicionamento e de tamanho ficou evidente e a vitoria ficou com o próximo da linha pelo título (caso Jon Jones não retorne ao octógono e, por direito, “fure a fila”) que garantiu seu quinto triunfo seguido no UFC. ‘Darth’ Bader está melhor do que nunca. Segurem a fera!

A categoria peso -pesado do UFC segue em dias difíceis. Com poucos nomes de renome e com talento para disputarem chances pelo cinturão, os demais atletas seguem apenas a comporem a categoria e, desta forma, protagonizam verdadeira ‘brigas de bar’ no octógono.

Foi o que aconteceu com o confronto entre Ruslan Magomedov e Shawn Jordan, quando os gigantes  passaram dos três rounds apostaram em golpes jogados seguidos na única tentativa de arriscar um K.O. Sem táctica ou preparo físico, coube aos dois protagonistas do pior combate da noite, provar mais uma vez que a divisão é a mais carente do torneio no momento. Melhor, porém, para o russo que viu o seu braço a ser levantado com o aval dos três árbitros laterais.