Jornal dos Desportos

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Danilo Petrucci triunfa no Circuito de Mugello

03 de Junho, 2019

Danillo Petrucci venceu a sua primeira corrida do ano

Fotografia: DR

Ontem foi disputada a sexta corrida da época de Moto GP, o Grande Prémio da Itália. O circuito de Mugello foi a “Catedral” do desporto motorizado. Revestido de incerteza, o evento coroou o piloto de casa, Danillo Petrucci. Marc Marquez partiu com o rótulo de vencedor e terminou na segunda posição, seguido de Andrea Dovizioso.
A previsão dos especialistas foi traída após o apagar das lâmpadas. Marc Marquez conseguiu impor a posição de "homem de pole" e fechou as portas a Fabio Quartarano, que não conseguiu manter a posição e foi ultrapassado por Andrea Dovizioso e Danilo Petrucci, Cal Crutchlow, Alex Rins, Francesco Bagnaia, Jack Miller e Takaaki Nakagami.
O equilíbrio competitivo na pista encantou os espectadores. Dovizioso, Marquez e Rins elevaram a qualidade com "aulas magnas de ultrapassagens" entre si. O Grande Prémio de Mugello foi bem disputado do princípio ao fim.
As grandes decepções da corrida foram Jorge Lorenzo, Valentino Rossi e Jack Miller. O primeiro não pontuou e os dois últimos não terminaram a prova.
Em defesa da "honra", Valentino Rossi disse que o grande problema da Yamaha é "a falta de potência” e Jorge Lorenzo, ao contrário de Marquez, afirmou que tem "maior dificuldade na Honda do que tinha na Ducati". 
O Grande Prémio da Itália na Moto GP ficou com a seguinte classificação: Danilo Petrucci, Marc Marquez, Andrea Dovizioso, Alex Rins, Takaaki Nakagame, Maveric Viñalles, Cal Crutchlow, Pol Espargaro e Fabio Quartarano.
Na classe inferior, na Moto 2, Alex Marquez terminou no lugar mais alto do pódio, seguido de Luca Marine e Thomas Lhuti.
Na Moto 3, Tony Arbolino superou a concorrência de Lorenzo Dalla Porta e Jaume Masia.
Danillo Petrucci não só venceu a sua primeira do corrida como também reduziu a diferença de pontos em relação ao compatriota e colega de equipa, Andrea Dovizioso, na liderança.
Depois do Grande Prémio de Mugello, as duas rodas voltam ao Grande Prémio da Catalunha, em Montmeló. E a pergunta que não se quer calar é; conseguirá a Ducati e os seus pilotos, Andrea Dovizioso e Danilo Petrucci, manterem o nível competitivo na próxima corrida?

MARC MÁRQUEZ 
“Objectivo era ganhar ao Dovizioso”


Marc Márquez lutou com toda a força na Itália contra as impressionantes Ducati. Embora no final tenha terminado em segundo atrás de Danilo Petrucci, conseguiu o grande objectivo de ficar à frente de Andrea Dovizioso.
Mugello nunca foi uma pista historicamente fácil para Marc Márquez. O espanhol não ganha no circuito desde 2014, mas o segundo lugar conquistado ontem tem um sabor de vitória, já que o piloto da Honda abre vantagem de 12 pontos para o seu grande concorrente no campeonato.
“Esta era uma corrida para pensar no campeonato. Sabia desde Le Mans que deveria defender-me aqui e terminar com um segundo lugar não está mal”, disse o pentacampeão.
O espanhol da Honda esclareceu as razões do lugar obtido.
"Tentei a vitória na última volta, mas perdi na travagem. O Danilo travou muito tarde e muito forte, mas o objectivo era chegar à frente de Dovizioso e conseguimos", reiterou.
"Honestamente, na última volta, estava mais preocupado em defender do que atacar. Estava a atacar, mas sabia que não poderia errar nas decisões. Poderia ter atacado como sempre faço, mas corria o risco de irmos para fora e entregarmos a corrida a Dovi. Então, decidi defender e testar na última curva antes da sequência. Mas chegamos aqui com oito pontos de vantagem e vamos embora com 12, o que é muito positivo", comemorou.
Márquez comentou a volta final: "Ao começar a última volta, passei por eles, ficamos paralelos, mas vi que Dovi estava dentro e tive de fechar a porta. Sabia que Petrucci sairia à frente, mas tudo bem". esclareceu.
Outro momento crítico foi no primeiro terço da corrida, quando o espanhol foi para quinto lugar.
"Tentei distanciar-me na liderança, mas vi que não seria o dia. Pensei que todos me passariam. Quando Miller passou, foi estranho. Perdemos um pouco de tempo,. Foi muito estranho.  Continuei a empurrar e consegui superar, felizmente", explicou.