Jornal dos Desportos

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Modalidades

Dave Robson assume carro de Massa

06 de Janeiro, 2015

O britânico Robson foi contratado para elevar a velocidade e a qualidade do carro no próximo campeonato mundial

Fotografia: AFP

Dave Robson é o novo responsável directo do carro do piloto brasileiro Felipe Massa, para a época desportiva 2'015, que começa em Março no circuito de Melbourne, palco do Grande Prémio da Austrália. A equipa Williams F-1 anunciou ontem a contratação do engenheiro, que trabalhou na McLaren. Dave Robson vai trabalhar subordinado ao engenheiro-chefe, Rob Smedley. Na McLaren, era engenheiro de Jenson Button, trabalhou com o campeão mundial entre 2010 e 2014 e foi substituído por Tom Sallard no Grande Prémio da Alemanha do ano passado, após tomar a decisão de trocar Woking por Grove.

Neste período, Jenson Button venceu oito corridas e foi vice-campeão em 2011. Em 2014, primeiro ano de Felipe na Williams, Andrew Murdoch ocupou o posto. Agora, como parte de uma reorganização interna, Murdoch foi promovido ao posto de engenheiro-sénior e passa a desenvolver novas técnicas e processos para garantir a evolução do carro ao longo do campeonato.Outro membro promovido do estafe de Massa foi o mecânico Mark Pattinson. Antes mecânico principal do piloto brasileiro, o inglês passa a ser mecânico-chefe da equipa.  O antigo mecânico-chefe, Carl Gaden, que exerceu a função durante 22 anos, foi promovido a engenheiro de sistemas. O engenheiro do finlandês Valtteri Bottas continuar a ser Jonathan Eddols. Durante as provas, vai contar com apoio de Murdoch.

“Depois de uma óptima campanha em 2014, a Williams está determinada a continuar com este momento positivo na nova época e as mudanças mostram o nosso comprometimento com este objectivo”, afirmou o director-técnico Pat Symonds. O responsável acrescentou que estão “orgulhosos” por ter a capacidade de promover talentos internos a fim de ajudar a fortalecer cada área da equipa de engenharia.“Vamos continuar a investir em novos talentos onde for necessário para garantir o nosso suporte e os recursos para alcançar as nossas ambições na pista em 2015 e no futuro”, acrescentou.

PERDA DE ENGENHEIROS
AFECTA A EQUIPA LOTUS

Depois de somar dez pontos no ano passado contra 315 em 2013, a Lotus está comprometida a reescrever a história no campeonato de 2015. A garantia é do director de operações de pista, Alan Pemane.A perda de importantes membros do staff técnico foi factor determinante para a péssima época em 2014, segundo Alan Permane. A saída do director técnico James Allison para a Ferrari foi a principal quebra do corpo de engenheiros. Entre outros funcionários que saíram com destino à equipas rivais, concretamente para a Ferrari, constam o aerodinamicista Dirk de Beer.

Permane elogiou o trabalho do novo director técnico, Nick Chester, mas ressaltou a demora para começar a trabalhar com mais efectividade“Ninguém é insubstituível, mas leva tempo para os substitutos manterem os níveis e evolução. O departamento aerodinâmico anterior trabalhou junto por cinco ou seis anos e estava a fazer coisas muito boas. Parar repentinamente afectam as coisas.  Mas temos um grande túnel de vento e uma excelente fábrica em Enstone.  Não há razão para não voltarmos ao patamar correcto”, declarou Permane em entrevista à revista inglesa Autosport.

O director destacou que um dos principais problemas do E22 foi exactamente a aerodinâmica. “Mudamos no carro do próximo ano e já podemos ver ganhos significativos no túnel de vento. Não vamos bater a Mercedes e a Red Bull, equipas que têm duas vezes mais funcionários que o nosso, mas estamos confiantes de que vamos voltar com regularidade ao Q3 e aos pódios”, afirmou.”, disse.A equipa também espera extrair a mudança a partir do motor: sai o V6 turbo da Renault e entra o da Mercedes, inquestionavelmente o melhor da actual geração.

MOTORES
FIA admite brecha no regulamento


Os motores V6 turbo de Mercedes, Ferrari e Renault podem ser desenvolvidos durante a época de 2015. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) admitiu a existência de uma brecha no regulamento da categoria, o que pôs fim à longa batalha, que as duas últimas fabricantes travavam para conseguir a permissão.Durante o inverno europeu, no intervalo entre os campeonatos de 2014 e 2015, as fabricantes teriam a oportunidade de mudar o equivalente a 48 por cento das suas unidades de força. E a FIA esperava que a homologação fosse entregue antes da primeira corrida do ano, na Austrália, mas não deixou isso de forma explícita no livro de regras.Diante disso, a Ferrari e Renault apelaram e conseguiram o que queriam. O comunicado foi enviado pelo director de provas Charlie Whiting às equipas no período do Natal.

“Sempre foi a intenção, embora não estivesse escrito explicitamente nas regras, que as fabricantes teriam de lidar com as modificações nos motores dentro dos limites das regras e submetê-las até à primeira corrida. É simples, mas quando o regulamento não diz isso”, disse um porta-voz da entidade à revista inglesa ‘Autosport’.Desta forma, Mercedes, Ferrari e Renault podem começar o ano de 2015 com modelos de motor homologados no início do ano passado e vão mudar ao longo do campeonato para o modelo que for homologado neste ano. As exigências impõem que não podem ser gastas mais de 32 fichas e durante a época apenas quatro unidades de força estão autorizadas.

O sistema de ‘fichas’ para o desenvolvimento dos propulsores indica o quanto cada unidade de força pode ser alterada. São compostas por 66 itens, sendo que há uma escala de importância que vai de 1 a 3. Cinco destes 66 itens não podem ser mudados, porém, os outros 61 são livres. As equipas podem utilizar até 32 fichas. A cada ano, a quantidade de créditos para cada fabricante é reduzida.
de fora a Honda, que vai estrear o seu motor V6 turbo em 2015 com a retomada da parceria com a McLaren. Como a marca não homologou nenhum motor em 2014, vai ter de fazê-lo até o dia 28 de Fevereiro.