Jornal dos Desportos

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David Massiala exalta Vicente Neto

Silva Cacuti - 30 de Outubro, 2014

Vicente Neto é um dos pugilistas que levou a bandeira angolana a vários torneios enquanto esteve ligado a equipas portuguesas

Fotografia: Nuno Flash

A homenagem ao pugilista Vicente Neto pelos 28 anos de carreira, agendada pela promotora angolana de boxe Guedes Promotions, é merecida para um pugilista com o historial do homenageado, considerou David Massiala, um dos últimos pugilista que enfrentou o laureado.

A homenagem, segundo Gaspar Guedes, responsável da promotora, enquadra-se nos festejos do 39º aniversário da independência nacional e tem lugar na mesma data no ginásio do Team Elite. Para o pugilista, além de louvável, a homenagem é oportuna.

"É uma iniciativa muito boa da promotora. Aliás, parece ser a única que ainda resta, já que não se fala mais de boxe profissional no país. Esta homenagem ao nosso colega  é uma oportunidade para um atleta como o Vicente não sair do activo num momento em que já não tem nome. Está bom. Tem idade, um palmarés reconhecido e merece sair bem. É louvável", disse.

Um "sparring" (evento de combates) entre jovens atletas vai abrilhantar o evento que se quer simples, mas à altura do grande desportista que é Vicente Neto.

Vicente Neto começou a carreira aos 16 anos pelo Dínamos de Angola, em 1986.  No mesmo ano, tornou-se campeão provincial e nacional. O pugilista revelou elevado grau de tecnicismo e foi integrado na Selecção Nacional que disputou um torneio internacional na cidade do Lubango, com representações dos Camarões, Zâmbia e Costa do Marfim. Obteve a medalha de prata nos 63 Kg.

Em 1989 conquista o campeonato nacional e é cobiçado pelo Sporting de Lisboa, equipa que representou por uma época, em 1990. Em Portugal, Vicente Neto representou ainda em épocas subsequentes o Belenenses e o Estrela de Amadora.

Em 1997, adere ao boxe profissional e actua pela promotora de boxe Cafima. Constrói uma carreira de sucesso marcada por inúmeras vitórias, como por exemplo, com Blaize Makiesse, em 1997, e André Puaty em 2002 e 2003 que aconteceram no auge da sua carreira.
A especialidade vive momentos maus no país e o pugilista reaparece em 2010 para derrotar Devid Massiala. Em 2011, empata o combate com José Gomes, em Fevereiro, e no combate de desforra, em Maio, perde com José Gomes, naquele que terá sido o seu último fôlego.