Jornal dos Desportos

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Deciso controversa provoca confuso

03 de Outubro, 2014

Cubano acusa Coreia do Sul de associar a corrupo aos juizes nos eventos desportivos

Fotografia: AFP

A decisão dos juízes de uma das meias-finais da categoria até 60kg de boxe feminino causou polémica e gerou revolta na 17ª edição dos Jogos Asiáticos, que decorre na cidade de Incheon, na Coreia do Sul.

A confusão aconteceu após os juízes determinarem a vitória da anfitriã Jina Parker, mesmo que a sua adversária, a indiana Laishram Sarita Devi, tenha dominado grande parte do confronto.

A decisão causou a indignação de Sarita Devi, da imprensa indiana e de diversas pessoas que acompanharam a luta. Sarita Devi perdeu o primeiro "round", mas foi muito superior no decorrer do confronto e chegou a deixar a oponente com o nariz a sangrar, de acordo com a imprensa local.
Indignada com o resultado final da luta,  Laishram Sarita Devi não escondeu a sua insatisfação com os juízes.

"Não aceito a decisão. É errada. Todo o meu treino nada significa quando estas coisas acontecem. Não sabia se ria ou chorava", afirmou Laishram Sarita Devi.

Na cerimónia de entrega de prémios, a pugilista chorou muito ao subir no pódio e recusou-se a aceitar a sua medalha. Posteriormente, colocou o bronze no pescoço da sul-coreana, que se abaixava para fazer o tradicional gesto de cumprimento.

Quem também manifestou o seu descontentamento foi Chongtham Thoiba Singh, marido de Sarita Devi, que teve de ser contido por seguranças, quando tentou levar a sua mulher ao ringue como forma de protesto.

"Você matou o boxe", disse, ao referir-se a um dos juízes.
Após a luta, a delegação indiana apresentou um protesto e exigiu uma revisão do resultado final da luta entre a sua atleta e a pugilista sul-coreana. O treinador cubano BI Fernandes, da equipa indiana, ainda fez acusações de que Jina Parker só venceu porque é anfitriã.

"Foi pré-decidido e o veredicto de três a zero é uma indicação clara. A coreana merecia ter recebido muitas contagens a julgar pelo  que aconteceu no ringue. A luta devia ter sido interrompida", disse.

BI Fernandes acusou a organização de facilitar a compra de resultados. "Sarita era um vencedora clara, mas o dinheiro tem falado aqui. Foi o que aconteceu em Seul durante os Jogos Olímpicos de 1988. Está a acontecer agora de novo. Nada parece ter mudado. As novas regras não têm feito a diferença", apontou o treinador.


Conselho Olímpico da Ásia
rejeita recurso de Tai Xuen


O Conselho Olímpico da Ásia rejeitou hoje o recurso da malaia Tai Cheau Xuen, que perdeu, por doping, a medalha de ouro na variante feminina de nandao e naquan, da arte marcial wushu, nos Jogos Asiáticos. Cheau Xuen acusou o estimulante sibutramina num controlo realizado a 20 de Setembro, precisamente o dia em que conquistou a medalha de ouro.

Segundo fonte do Conselho Olímpico da Ásia, citada pela  agência noticiosa AFP, foi criada uma comissão de emergência para avaliar o recurso da malaia, que acabou por ver confirmado o castigo inicial.

Cheau Xuen foi protagonista de um dos cinco casos de doping já confirmados nos Jogos Asiáticos, que decorrem em Incheon, na Coreia do Sul. Para além da malaia, também acusaram substâncias dopantes o karateca sírio Nour-Aldin al-Kurdi, o halterofilista iraquiano Mohammed al Aifuri, o futebolista tajique Khurshed Beknazarov e o tenista do Camboja, Yi Sophany.