Jornal dos Desportos

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Dennis recusa substituir Ecclestone

07 de Janeiro, 2016

Ron Dennis quer permanecer fiel à McLaren

Fotografia: AFP

O presidente da McLaren, Ron Dennis, manifestou-se contra a posição de dirigentes vinculados a uma equipa da F1 assumirem a liderança do desporto ou da própria Federação Internacional de Automobilismo (FIA), conforme aconteceu com Bernie Ecclestone, nos tempos de Brabham. O dirigente britânico entende, que é uma questão de manter a imparcialidade.

Ron Dennis deixou claro, se um dia for convidado para substituir Bernie Ecclestone no comando da F1, vai recusar a cadeira de chefe supremo do desporto. Nas últimas semanas, o presidente da Ferrari falou sobre a categoria e o próprio Bernie, que precisam de pensar num plano de sucessão, dada a idade avançada do dirigente britânico, 85 anos. Agora, foi a vez de o presidente da McLaren falar sobre o assunto.

Dennis acredita que não faz sentido e que não é bom para a imparcialidade do desporto, que um dirigente esteja no comando da F1 e vinculado à uma equipa. Bernie Ecclestone, por exemplo, antes de assumir o controlo dos direitos comerciais da F1, era chefe de equipa da Brabham. Jean Todt, por sua vez, antes de assumir o comando da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) foi o chefe da Ferrari nos áureos tempos em que a equipa de Maranello foi dominante na categoria, na década passada.

Rumores indicam que Christian Horner, hoje chefe da Red Bull, foi apontado como um possível sucessor de Bernie Ecclestone, no comando da F1. Mas Ron Dennis acredita que não ia  fazer bem para o desporto, que o substituto de Bernie seja alguém ligado a alguma equipa da grelha, por exemplo. “Não é bom, ver altos membros das equipas, a atravessarem a linha e comandar a F1. Não creio que isso pareça certo. Não é bom e não é uma boa ideia”, explicou o britânico em entrevista veiculada pelo site norte-americano ‘Motorsport.com’.

Ron Dennis justificou o motivo, que fazia recusar um hipotético convite para substituir Ecclestone. “A imparcialidade, é algo, que dizem ser difícil de falar e alcançar.Isso, aplica-se a qualquer posição, seja na FIA ou na FOM. Então, ficava lisonjeado se fosse convidado. Duvido que seria convidado, mas recusaria”, disse. O dirigente britânico assegurou que o seu foco está voltado firmemente, para uma variedade de coisas, que quer fazer nesta parte final da sua carreira. Ron Dennis tem como principal dirigente na F1, o francês Éric Boullier, director de corridas da lendária equipa de Woking.