Jornal dos Desportos

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Desconfianas dominam "nacional"

Jlio Gaiano |No Lobito - 28 de Janeiro, 2019

Jovens exibem boa qualidade tcnica

Fotografia: Agostinho Narciso | Edies Novembro

A ausência da Casa do Pessoal do Porto do Lobito (CPPL) e da Académica de Luanda são notas assinaláveis do campeonato nacional de hóquei em patins no escalão de juvenil masculino que decorre desde a passada quarta-feira no Lobito. O evento também é pintado por desconfianças das idades de determinados jogadores. As duas situações tiram o brio que se pretendia da competição.
A província de Luanda está representada com o 1º de Agosto, Exército, GD Banca, GD Geninhos e Hóquei 2000.
O Namibe trouxe o Benfica e o Atlético. As duas províncias estão em maior número de representação na prova disputada, inicialmente, por nove equipas no sistema de todos contra todos a uma volta.
Por razões de ordem técnica, a direcção da CPPL declinou a participação da equipa no evento, o que reduziu a província à única representação, no caso, a Académica do Lobito, à semelhança de Malanje, com a Baixa de Cassange.
Benfica do Namibe e 1º de Agosto são as grandes atracções da compita. Para além de passear a classe, estão a evidenciar um hóquei acutilante e apurado do ponto de vista técnico e táctico, com \"stickadas\" e \"dribles\" questionáveis para atletas do escalão correspondente. Aliás, não foi por acaso que o presidente do Hóquei 2000 de Luanda reclamou pela suposta falta de honestidades no que concerne às idades de alguns desses jogadores, porém, não comprovada em foros recomendáveis pela coordenação do certame.
Para lá das suspeições levantadas por responsáveis, os lobitangas estão a assistir e a vivenciar momentos do bom hóquei. O pavilhão gimnodesportivo engenheiro Miranda Guedes (CPPL) regista enchentes assinaláveis. As exibições protagonizadas pela representante local, no caso da Académica do Lobito, estão a ajudar na mobilização da presença de mais gente no pavilhão.
De acordo com a calendarização do programa aprovada em sede da reunião técnica, a prova termina na próxima quinta-feira, 31, num acto que vai contar com as presenças confirmadas de representações do governo da província e da Federação Angolana de Patinagem.
Outras figuras de destaques na sociedade benguelense e no país, em geral, são esperadas no dia do fecho do campeonato nacional de hóquei em patins de juvenis que a cidade alberga desde o passado 23 do corrente.

NEGATIVIDADE
Hóquei 2000 defrauda expectativa

 A desistência do Hóquei 2000 por alegada adulteração de idade em determinados jogadores colocou em cheque a coordenação que se viu na obrigação de reunir de emergência para abordar o assunto que, de si, manchou toda a organização que se julgava impecável.
Uma fonte ligada à organização do certame considerou lamentável a decisão tomada pela direcção do Hóquei 2000 ao retirar-se do certame. A equipa até estava a fazer uma boa figura em campo. Apesar de não ganhar jogos, como era o desejo da liderança, a equipa granjeou simpatia dos aficionados.
“Foi uma mancha que fica para sempre no historial daquela agremiação. Infelizmente, foi uma atitude mal pensada pelo presidente Carlos Freitas que deveria ter em conta a vontade e auto-estima das crianças que vieram ao Lobito ansiosos para jogar e, acima de tudo, fazer história. Ao privá-los desta pretensão, frustraram-se a expectativa dos garotos que, mesmo a contra-gosto dos responsáveis, deveriam manter-se na prova para lhes proporcionar o prazer de conhecerem outras realidades competitivas”, averbou Serafim Alberto, para quem, “nesse escalão (juvenil), o importante não é só ganhar, mas incutir à rapaziada o espírito de competitividade e respeito pelo adversário”.
Com esta desistência, a prova fica reduzido a oito equipas. Ademais, a coordenação invalidou os resultados em que o Hóquei2000 esteve envolvido.
 No entanto, mantém-se inalteráveis as datas e o local da realização dos jogos. O término da compita acontece na próxima quinta-feira, 31, no pavilhão gimnodesportivo engenheiro Miranda Guedes, CPPL.

Académica
de Luanda e CPPL
são as ausências
marcantes

Para além do Hóquei 2000, a organização deparou-se com a negação da Académica de Luanda por alegada falta de seriedade da parte da Federação Angolana de Patinagem (FAP) a fazer jus aos acontecimentos ocorridos no “nacional” de juniores disputado na cidade de Moçâmedes, província do Namibe.
O Jornal dos Desportos apurou de uma fonte próxima à FAP que a decisão poderá acarretar sérios prejuízos à Académica como ver-se impedida de participar em eventos oficiais sob à égide da FAP. Contudo, faz votos que haja razões suficientes que levaram à direcção do clube de Luanda a abdicar-se da prova.
“Foi uma decisão errada, porquanto uma coisa não tem nada a ver com a outra. O que se passou no Namibe é um assunto que está a ser analisado pelos técnicos competentes da FAP. Por isso, associar aquele acto (foi mau) para faltar à prova já não colhe. Vamos inteirar-nos e depois analisar e ver o que decidir sobre essa ausência”, comentou uma fonte da FAP.
No que toca à ausência da CPPL no certame que, curiosamente, decorre no seu pavilhão, deveu-se a insuficiências técnicas denotadas aos atletas, na sua maioria em idade de principiantes (iniciados).
“Não foi por capricho. Temos uma equipa muito nova. Algumas crianças apresentam dificuldades na condução da bola, nos dribles e chutes. Por isso, decidimos adiar a participação para melhor nos prepararmos. Quem sabe, no próximo ano, podemos ressurgir em força! Os meninos já poderão aparecer melhores dotados técnica e tacticamente”, justificou o técnico  Nicolau Inglês.