Jornal dos Desportos

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Desportivo Kwanza reclama dinheiro de transmisso

Juscelino da Silva - 28 de Setembro, 2019

Francisco da Silva quer esclarecimentos sobre o destino do dinheiro da ZAP

A repartição do prémio resultante da participação no campeonato nacional sénior masculino de basquetebol da época 2018/2019 continua por se esclarecer. A pouco menos de 18 dias para o arranque da nova época, a direcção do Desportivo Kwanza desconhece os trâmites do acordo assinado entre a Federação Angolana da modalidade e a operadora de televisão por satélite ZAP. A equipa do bairro Nova Vida vai contactar nos próximos dias Hélder Cruz \"Maneda\" para mais esclarecimentos.
\"Não recebemos nada e não fomos notificados pela Federação Angolana de Basquetebol. Um membro do nosso clube informou-nos de que distribuíram, há dois meses, aos clubes participantes do Unitel Basket o prémio resultante do acordo entre a FAB e a empresa patrocinadora, na ordem de um milhão e meio de kwanzas para as equipas mais pequenas\", disse o dono do clube, Francisco da Silva.
Para aferir a veracidade da informação do membro do clube, o presidente do CFDK disse que a sua direcção contactou Nuno Teixeira, Director Técnico da FAB, que alegou \"não saber de nada\" e sugeriu que contactassem o secretário geral da Federação, Nelson Sardinha. Francisco da Silva prometeu fazê-lo de \"forma formal\" nos próximos dias para \"receber\" o dinheiro.
\"O valor faz-nos muita falta\", disse .
Por seu turno, a FAB, por meio do seu secretário-geral, Nelson Sardinha, garantiu que \"todas as equipas receberam os valores correspondentes acordados com a ZAP e o pagamento foi feito via banco e a CFDK recebeu o que tinha de direito\". Quanto ao valor específico transferido para a conta do CFDK, Nelson Sardinha remeteu o esclarecimento a cada uma das equipas.
À semelhança do CFDK, o Petro de Luanda também ainda não recebeu o prémio de vencedor do Unitel Basket, avaliado em 1,5 milhão de kwanzas. As dívidas estendem-se a outras agremiações que dizem desconhecer o destino de cinco milhões de dólares norte-americanos pagos pela empresa Unitel no quadro do contrato assinado com a FAB para a atribuição do nome à competição.
À véspera do arranque da Supertaça de 2019, os clubes participantes do campeonato nacional sénior masculino de basquetebol desconhecem o novo patrocinador e os valores a receber no âmbito de transparência para se evitar as quezílias vividas com a Unitel Basket.
Francisco da Silva revelou que nunca recebeu material desportivo da FAB, mas reconhece o \"apoio moral\".
"Nunca recebemos material desportivo da Federação. Assim como a Associação de Basquetebol de Luanda, a FAB dá-nos apoio moral e concedeu-nos a isenção de taxas de inscrição para que possamos participar do Unitel Basket. É uma ajuda bastante grande\", reconheceu.
O dono da CFDK assegurou que enfrentam"muitas dificuldades materiais\", mormente, a falta de bolas. O material disponível suporta o clube até "a metade do próximo ano".
"As nossas dificuldades são as bolas. A oficial Molten custa cada uma 70 mil kwanzas. Não há dinheiro. Diante da realidade, vamos aguentar e não pensamos desistir", prometeu.
Sobre  a organização de competições, o dono do CFDK apela à FAB e à Associação de Luanda a criarem um campeonato de Sub-23 para absorver os jovens formados em diferentes escolas e clubes que não encontram espaços nas equipas seniores.
"Há muito tempo já se devia criar uma prova de Sub-23 que muita falta faz aos atletas. Não sei as razões que levam as duas instituições (FAB e Associação) a abdicar de campeonato importante\", disse.