Jornal dos Desportos

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Detective afastado renuncia Polcia

10 de Março, 2013

O detective Hilton Botha, afastado da investigao do caso Oscar Pistorius,

Fotografia: AFP

O detective Hilton Botha, afastado da investigação do caso Oscar Pistorius, renunciou ao seu posto na polícia sul-africana e disse, na sexta-feira, que foi um “bode expiatório” escolhido para tirar o foco de “coisas erradas” no julgamento. As informações são do site “News24”. Botha, de 43 anos, disse que “50 por cento da razão” da sua renúncia foi o tratamento recebido no caso do atleta paralímpico. A outra metade dos motivos prende-se com as condições de trabalho, incluindo um salário baixo, insuficiente para pagar a faculdade do filho. Antes do afastamento, veio à tona a informação de que o detective responde na Justiça por sete acusações de assassinato.

Botha e outros dois agentes da Polícia local devem apresentar-se em Tribunal no próximo mês de Maio, devido a um incidente ocorrido há alguns anos. Na ocasião, o trio estava embriagado e a bordo de uma viatura oficial abriram fogo contra um autocarro com passageiros. Eles alegam que perseguiam um suspeito. Os três foram presos em 2011 e depois libertados. O caso chegou a ser arquivado, mas a Polícia decidiu agendar um novo julgamento. “Todos os envolvidos vão ser acusados com sete acusações de assassinato, que é o número de pessoas que estava no autocarro”, declarou Neville Malila, porta-voz da polícia.

 

Pistorius quer ir ao estrangeiro


O campeão paralímpico sul-africano Oscar Pistorius, acusado de assassinar a namorada, contesta as condições da sua liberdade, mais concretamente a impossibilidade de viajar para o estrangeiro. Segundo a cadeia de televisão NCA, Pistorius gostava de recuperar o seu passaporte e viajar para o estrangeiro com autorização da Polícia. O duplo amputado também não quer continuar a fazer testes ao álcool e drogas nas “condições aplicadas” pelo juiz, a 22 de Fevereiro, quando o libertou sob fiança, e gostava de voltar à casa do crime, assim como ter permissão para falar com os vizinhos. Peet van Zyl, treinador do sul-africano, diz não estar “ao corrente” do seu desejo de viajar para o estrangeiro, recordando que todas participações em competições até fim de Maio foram canceladas. “De momento, não há qualquer treino”, explicou.

Enquanto o Ministério Público acredita que houve “assassínio premeditado”, o atleta continua a insistir na tese de acidente, dizendo que disparou em Reeva Steenkamp pensando que se tratava de um ladrão. A família da vítima pretende apresentar um processo cível. “A natureza da extensão dos danos deve ser determinada”, disse o advogado dos Steenkamp. Oscar Pistorius, que admite ter disparado sucessivamente através da porta fechada da casa de banho, volta aos tribunais em Junho, quando começar o julgamento do assassínio da namorada, de 29 anos.