Jornal dos Desportos

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Modalidades

Dinheiro condiciona absoro de ciclistas

Jlio Gaiano, em Benguela - 19 de Novembro, 2018

So Tom e Prncipe e Angola esto condenados a trabalharem juntos para o bem-comum dos seus povos.

Fotografia: Edies Novembro

O número de interessados pela prática do ciclismo em São Tomé e Príncipe está em franco crescimento, fruto das políticas adoptadas pelo Estado, tendente a estimular as actividades desportivas e promover a cultura de unidade e harmonização no seio da juventude (e não só), por sinal, a força motriz para o desenvolvimento da nação são-tomense. Contudo, o grande senão reside na falta de dinheiro para absorver a demanda. 
De acordo com o presidente da federação são-tomense da modalidade (FSCI), Bartolomeu Baptista da Costa, que revelou o facto, aquando da sua passagem por Benguela, por ocasião da realização do primeiro Grande Prémio Internacional de Ciclismo Banco BAI, o seu país foi desde sempre considerado uma potência em matéria do desporto individual, entre os PALOP, por isso, precisa de resolver o imbróglio que está a condicionar o crescimento do projecto.
Bartolomeu da Costa lamenta o facto de nos últimos tempos, a classe empresarial do seu país estar a atravessar momentos difíceis para a sua afirmação no mundo dos negócios. Segundo ele, grande parte de empresários está com baixa produção, o que reflectiu negativamente no processo de financiamento às actividades sociais e desportivas desenvolvidas no país, estando o ciclismo entre as vítimas da circunstância.
“Nos últimos 12 anos, o gosto pelo ciclismo aumentou. Aliás, a nossa participação neste GPI realizado nesta província (em Benguela) é prova disto mesmo. A juventude tomou gosto pela modalidade, porém, não tem sido fácil responder à demanda, a julgar pelo fraco apoio que recebemos das entidades competentes do país”, confidenciou o responsável para quem, Angola tem sido um bom parceiro para a revitalização do ciclismo naquele país insular.
“À semelhança das ocasiões anteriores, não viemos a Angola apenas para fazer parte da prova. Mas sim, para reforçamos o laço que nos une e trocarmos experiência de trabalho à luz das políticas e estratégias adoptadas pelas duas federações no que concerne aos objectivos traçados para o desenvolvimento do ciclismo nos nossos respectivos, países. São Tomé e Príncipe e Angola estão condenados a trabalharem juntos para o bem-comum dos seus povos. Por isso, aqui (em Angola) estamos para beber da experiencia dos nossos irmãos angolanos”, finalizou.
Para Bartolomeu da Costa, Angola está entre os países que mais apostam para a vitalidade do ciclismo no continente africano, tendo por isso, enaltecido o trabalho que a direcção da FACI liderada pela Cremilda Rangel, desenvolve não só na cidade capital (Luanda) mais também no interior do país. “Isto é prova de que a família do ciclismo, em Angola, está unida em prol da modalidade (…)”.