Jornal dos Desportos

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Modalidades

Digenes de Oliveira corre isolado para terceiro mandato na Federao

21 de Abril, 2013

Lista de consenso foi apresentada sexta-feira na sede do Comit Paralmpico Angolano situada na Cidadela Desportiva

Fotografia: Jornal dos Desportos

O presidente cessante da Federação Angolana de Ciclismo, Diógenes de Oliveira, concorre isolado à sua sucessão.
O acto eleitoral para a renovação de mandato, referente ao quadriénio 2012-2016, está marcado para a próxima quarta-feira, às 10h00, no anfiteatro do Comité Paralímpico Angolano (CPA).
Diógenes de Oliveira lidera a lista de consenso da federação e caso seja eleito vai exercer o seu terceiro mandato consecutivo, já que cumpriu oito anos à frente da direcção como presidente e mais quatro como líder da comissão de gestão.

A Comissão Nacional Eleitoral da FACI, dirigida por Mariano de Almeida, refere em comunicado que estão criadas as condições para se efectivar a orientação superiormente dada pelo Ministério da Juventude e Desportos.
“Ultrapassadas que estão as dificuldades inerentes ao processo eleitoral da FACI, e em obediência ao ponto dois do Despacho do Presidente da Mesa da Assembleia Geral, apraz-nos informar que estão criadas todas as condições para que a assembleia eleitoral se realize na próxima quarta-feira, às 10h00, no anfiteatro do CPA”, referiu.

O calendário eleitoral distribuído pelo CNE estabelece que a campanha eleitoral começa hoje e encerra na próxima segunda-feira.
A população votante (representantes das associações provinciais que cumprem os pressupostos legais) fora da província de Luanda, devem chegar à capital até dia 23 deste mês, devidamente credenciada.
Os resultados do escrutínio eleitoral são divulgados às 12h00 do dia 24 e a cerimónia da tomada de posse está marcada para a próxima quinta-feira (um dia depois das eleições), às 19h00.

ELENCO
A lista A, liderada por Diógenes de Oliveira, foi apresentada oficialmente na sexta-feira, na sede CPA, situada na Cidadela Desportiva.
Para a Mesa da Assembleia concorrem Dumilde Rangel (presidente), Leonel Mateus (vice-presidente) e Mário Moreira (secretário)
Na direcção está Diógenes Oliveira (presidente), os vice-presidentes João Francisco, Gilcristh Adolfo, Justiniano Araújo e Cremilda Rangel. Alex Futi é o novo secretário-geral, pois vai substituir João Francisco.
O órgão directivo é ainda composto pelos vogais Sebastião Cambanza, Gilberto Major, Lucrécia da Piedade, Bráulio Santos, João Samba, Josefa Sangueve e Inácio Neto.

Do conselho fiscal fazem parte Arão de Almeida (presidente), Edmundo de Oliveira (vice-presidente) e João Sakala (vogal);
Leonel Graneira preside o conselho jurisdicional, com ajuda de Ana Isabel Gonçalves (vice-presidente) e Cristina Imbundo (vogal).
O conselho de disciplina conta com António Francisco (presidente), Artur Júnior (vice-presidente) e Abel Santana (vogal).
No Conselho Técnico Desportivo está proposto José Mucanza como presidente, Márcio Guevara (vice-presidente), os vogais Jaime Santo Oliveira, Mário Roças, Filipe de Carvalho, Sebastião António, Paulo Afonso, José Jorge e Manuel Afonso.
O conselho de arbitragem é liderado por Aníbal Gomes (presidente), Anselmo da Cunha (vice-presidente) e os vogais Alfredo Mulato, Carlos dos Santos, Hiduana Cahanda, Manuel de Oliveira e Lucimar Francisco.


Programa de acção
Candidato quer
unir a modalidade

O candidato à presidência da Federação Angolana de Ciclismo, Diógenes de Oliveira, afirmou na sexta-feira, em Luanda, ser objectivo da sua recandidatura às eleições unificar a família da modalidade.
O candidato, que falava em conferência de imprensa de apresentação do seu programa de acção para a campanha eleitoral, garantiu dias melhores para o ciclismo angolano.
Sob o lema “unir no trabalho, no respeito e na disciplina desportiva”, prometeu trabalhar para todos os adeptos e praticantes da modalidade.

“Durante estes anos em que permaneci à frente dos destinos da federação, conseguimos levar a prática da modalidade a 11 ciclos provinciais. Falta pouco para atingir as 18 províncias, por isso aceitei novamente o desafio”, firmou.
Diógenes de Oliveira, que vai tentar o seu terceiro mandato consecutivo, concorre com uma lista de consenso, numa decisão saída da última assembleia-geral e extraordinário do organismo reitor da modalidade no país.


Wiggins ameaça ganhar
a Volta a Itália deste ano


O ciclista britânico Bradley Wiggins, vencedor do Tour 2012 e campeão olímpico de contrarrelógio, garantiu ontem, em entrevista ao site italiano Sky, que vai ganhar a Volta a Itália deste ano.
“Todos os meus rivais querem ganhar o Giro. Respeito-os, mas vou ficar à frente deles”, disse o líder da Sky, à margem do reconhecimento da 20ª etapa da prova italiana, que se realiza entre 4 e 26 de Maio.
Bradley Wiggins revelou que no último mês esteve “isolado do Mundo”, com excepção para a sua família, sem ver o que andavam a fazer os seus adversários.

“Treinei sozinho, concentrado em mim: não posso distrair-me a pensar neles”, frisou.
No entanto, o discurso optimista do vencedor do Tour 2012 não exclui qualquer eventualidade, recordando que nas grandes Voltas pode perder-se a corrida num único dia.
O britânico, que este ano tem como melhor resultado o quinto lugar na Volta à Catalunha, tem estado bem mais discreto esta temporada do que na anterior, algo que, em entrevista à “Gazzetta dello Sport”, justificou: “A diferença é que nas corridas que fiz, como na Catalunha, não houve nenhum contrarrelógio”.

Wiggins vai ter como principais rivais na “corsa rosa” o australiano Cadel Evans (BMC) e os italianos Ivan Basso (Cannondale) e Vincenzo Nibali (Astana), que participaram no Giro di Trentino esta semana.
“Vincenzo vai ser um ponto de referência. Não sei o que esperar do Cadel e do Ivan, mas não os considero ‘outsiders’. Eles sabem o que significa correr o Giro para ganhar. Vi o (Michele) Scarponi muito bem na Catalunha e também temos de contar com o (Ryder) Hesjedal (o vencedor de 2012). Fui honesto quando disse que vai ser um teste mais difícil do que o Tour”, concluiu.