Jornal dos Desportos

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Director da agência mundial pede registos de Chris Froome

20 de Julho, 2013

Director desportivo da Sky, Dave Brailsford

Fotografia: AFP

O responsável da equipa de ciclismo Sky espera, assim, pôr termo ao clima de suspeição que rodeia o desempenho do britânico na centésima edição do “Tour”. Depois do escândalo com o americano Lance Armstrong, destituído de sete vitórias no “Tour” na sequência de casos de doping, o elevado desempenho revelado pelo ciclista da Sky, já revelado o ano passado como gregário de luxo do então futuro vencedor Bradley Wiggins (ausente este ano), não pára de alimentar rumores. Com 1,86 metros e 69 quilos, Chris Froome esmagou a concorrência com a superioridade revelada na edição deste ano, impondo-se em três etapas, em Ax-3 Domaines (8ª etapa), em Mont Ventoux (15ª etapa) e quarta-feira no contra-relógio em Chorges (17ª etapa). Dave Brailsford tem colocado toda a sua energia na tentativa de alterar as opiniões sobre o “seu” campeão, que afirma estar “perfeitamente limpo” e explicar que o desempenho se deve exclusivamente ao seu trabalho e ao seu profissionalismo. “Nós tivemos contactos com a AMA e com a UKAD (agência antidopagem britânica) e as coisas estão a evoluir favoravelmente”, declarou Dave Brailsford, antes da partida para a 18ª etapa, em Gap. O director da equipa Sky afirmou desconhecer o processo, até porque nunca fez um pedido semelhante antes, embora fizesse notar que está a tentar “reagir face a uma situação particular” e de “pensar de forma positiva”. “Ninguém me pediu para fazer isso (escrever à AMA). Pensei apenas que poderia ser uma boa ideia contactá-los, uma vez que eles nunca me contactaram. Fui em direcção a eles e disse: “De facto, rapazes, gostaríamos de vos dar tudo o que temos. O que acham?” Dave Brailsford fez as declarações após o jornal francês “L’Equipe” ter revelado que recebeu os dados de Chris Froome registados desde há dois anos. Os dados relativos ao desempenho do ciclista não foram publicados pelo diário desportivo, que os forneceu, para análise, ao perito francês Fred Grappe, o qual não encontrou nada de anormal. “O que posso garantir é que tudo o que nós fazemos é limpo, é profissional. Nós tentamos encontrar soluções inovadoras”, indicou o director desportivo da Sky. DOIS ANOS DE SUSPENSÃO Doping no atletismo português Três atletas portugueses foram apanhados nas malhas do doping. Em causa está o uso de EPO (eritropoietina), uma hormona artificial que eleva a performance física. Trata-se de Rui Teixeira, Marco Morgado e José Rocha. Os três atletas ficam impedidos de competir durante dois anos. De acordo com a imprensa portuguesa, Rui Teixeira e Marco Morgado acusaram positivo num controlo antidopagem no final do ano passado. Rui Teixeira foi notificado da análise positiva em Novembro de 2012, viu todos os seus resultados anulados desde Setembro de 2012, ficando impedido de competir até Dezembro do próximo ano. Rui Morgado também foi apanhado com a mesma substância e está impedido de competir até 25 de Fevereiro de 2015. Todos os resultados que conseguiu no ano anterior foram anulados, por ter recorrido ao EPO. José Rocha foi outros dos suspensos, por anomalias no seu passaporte biológico. A imprensa avança que o atleta vai recorrer, depois de ter sido acusado de não colocar toda a informação no documento que contém todos os resultados de testes antidopagem.