Jornal dos Desportos

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Director da Marussia critica Grupo de estratégia

30 de Maio, 2015

Graeme Lowdon director -desportivo da Manor Marussia está insatisfeito com a actuação do grupo nos últimos anos

Fotografia: AFP

As novas ideias do Grupo de Estratégia da F1 não têm unanimidade. Dentre os mais infelizes, em relação ao caminho adoptado, está Graeme Lowdon, director - desportivo da Manor Marussia. O inglês fez graves críticas, chegou a dizer que o Grupo de Estratégia “não tem estratégia”. Conforme Lowdon, todos os passos para a criação de um plano e um programa estão a ser ignorados pelo Grupo, que está a olhar apenas para questões que possam passar as suas ideias - e nada que vá de encontro.

 “Do que eu vi, não há estratégia que já tenha sido articulada pelo Grupo de Estratégia. Uma estratégia é primeiro analisar, depois traçar metas e objectivos,  então trabalhar como você vai operar e criar um plano que pode ser seguido. O que o Grupo de Estratégia parece estar a  fazer é olhar para o lado que eles querem com várias ideias, seja o reabastecimento, carros de franquia, carros clientes, qualquer coisa”, disse à revista inglesa Autosport.

 “Reabastecimento e carros clientes não são estratégias. Uma estratégia articula um mapa da mina de como você vai chegar a algum lugar. Em minha cabeça, eles estão a ignorar as coisas mais fundamentais, e isso é, a estratégia geral da F1. O que é que eles estão a tentar fazer?”, questionou. “Eu espero que a estratégia de crescimento da F1 seja algo que possa ser articulado por todos, para que todos possam entender como está a crescer. Qualquer grande companhia internacional vai dizer que definir e avaliar estratégias é fundamental para dirigir a questão.

É difícil porque leva tempo e esforço”, seguiu. Ainda que os planos dos carros clientes possam ajudar a Manor a diminuir custos, Lowdon não está de bem com a proposta. Para ele, o Grupo de Estratégia está a fazer as “perguntas erradas” na avaliação da ideia. “Um carro cliente pode ser mais barato para alguém comprar? Bem, sim, claro. É uma coisa boa ou ruim? Você pode julgar ao analisar se o desporto vai crescer. É o mesmo como  a ideia da franquia. É uma questão de perguntar as questões certas, e no momento não tenho certeza de que as questões certas estão a ser feitas”, avaliou Lowdon.

 “Com carros clientes, ou algo assim, é inerente que vai transformar-se numa categoria de duas divisões. É o que os fãs querem? Alguém prove que isso é o caso, ou avalie a estratégia e diga que essa é a melhor estratégia para a F1. No meu ponto de vista, são muitos esforços a serem feitos para  tentar responder às perguntas, mas talvez as questões sejam erradas. Uma das piores coisas que você pode fazer é colocar a pergunta errada e deixar todos os ocupados a tentar resolver o problema”, encerrou.

CONSTATAÇÃO
Fernando Alonso ignora posição na classificação

Fernando Alonso voltou a afirmar que não está preocupado com a sua posição final na classificação do Mundial de Pilotos, uma vez que está a trabalhar para ter um carro competitivo na próxima temporada. O espanhol frisou que 2015 é um ano de testes para a McLaren. O regresso da Honda à F1 não tem sido fácil, mas apesar dos inúmeros problemas, Fernando Alonso segue tranquilo e confiante de que as dificuldades deste ano vão fortalecer a McLaren em 2016.

 Apesar de queixar-se em Mónaco que o carro da McLaren é “muito frágil”, Fernando avaliou que os problemas de confiabilidade, embora preocupantes, também são positivos, já que vão ajudar na preparação da equipa para o ano que vem. Questionado se os problemas de confiabilidade eram uma preocupação, Alonso afirmou que não liga mais o resultado da temporada 2015. “São, mas sabe, este ano não é mais importante para mim. Terminar em 14º no campeonato ou em 11º realmente não muda a minha vida”, declarou. “Eu não estou frustrado. Quero ser campeão mundial e este ano não é possível”, continuou.

 “Por que não colocar todo o meu foco no ano que vem? Todos os problemas que tivemos neste ano são boas notícias, porque significa não repetir no ano que vem”, ponderou. “Esse é um ano de teste para nós, não um teste de inverno, é um ano inteiro de teste. Nós vamos tentar aprender o máximo em 2015, porque todo o meu foco é para 2016”, reforçou. Depois de ver a McLaren pontuar pela primeira vez no ano — com Jenson Button em Mónaco —, Alonso  mostrou-se curioso em ver a performance da escuderia de Woking no Canadá.

 “Oxalá a gente continue a melhorar o carro. Às vezes tem coisas grandes a acontecer e às vezes são coisas pequenas. Agora parece que os dois carros são competitivos e nós estamos no top-10 em uma corrida como Mónaco”, recordou. “Canadá será um bom teste para nós para vermos onde estamos numa pista normal”, concluiu.

Manutenção do GP de Itália
Bernie Ecclestone mantém posição

Bernie Ecclestone não vai ceder nem diminuir a taxa que as sedes da F1 precisam de pagar à categoria. E o chefão dá o recado que se for essa a intenção dos negociadores em favor da manutenção do GP de Itália, é melhor substituir os responsáveis. Todo o optimismo de Ivan Capelli sobre a negociação com a Bernie Ecclestone não parece ser compartilhada do outro lado.

O chefão não parece disposto a ceder à principal vontade do chefe do Automóvel Clube Italiano, Sticchi Damiani, e de Capelli, que representam a empresa Sias, responsável por promover o GP de Itália: baixar o valor da taxa que deve ser paga à F1 por todas as sedes.De acordo com a revista italiana Autosprint, Ecclestone está a propor um acordo a Monza que se assemelha ao do GP da Áustria, promovido pela Red Bull. Damiani e Capelli gostavam que o valor pago fosse menor que os 20 milhões de euros e Ecclestone está a ser acusado de dar prioridade aos pagamentos contra a tradição das pistas.

 Por tudo isso, conforme Bernie, as negociações estão “paradas”.“A tradição sempre foi que circuitos da Europa paguem para receber a F1, mas agora eles não querem pagar. Então são eles que não querem respeitar a tradição”, disse o chefe. “Eu imagino se existe alguém em Itália que queira ser o novo responsável pela organização do GP”, disse. E Ecclestone garantiu: os valores necessários não vão mudar. “O facto é que os europeus ainda estão em desvantagem contra aqueles fora da Europa em termos do custo para receber a F1. Estamos abertos a qualquer um que queira estar à frente. Mas esses valores não vão diminuir”, encerrou.

PARANÁ
Barrichello visita fábrica da Renault

Os pilotos Rubens Barrichello e Eduardo Rocha, da equipa Full Time Sports e Gabriel Casagrande, da C2 Team fizeram uma visita às fábricas da Renault instaladas no Complexo Ayrton Senna, na manhã de quinta-feira. O trio ainda participou de um Open Fórum promovido pela Renault em alusão à Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho e Trajecto (Sipat), para reforçar temas como segurança no trânsito e no trabalho.
Os pilotos participam neste fim de semana, da terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Marcas, em Curitiba, ao volante dos Renault Fluence de competição.

Os visitantes percorreram as linhas de produção das três fábricas, conheceram processos e tecnologias de fabricação e interagiram com colaboradores. A visita começou na unidade de Veículos Comerciais Leves, que produz a linha Master, seguiu para a de motores e depois para a fábrica de veículos de passeio (Sandero, Sandero Stepway, Duster e Logan).

A deslocação no complexo foi feito num Mégane Cabriolet e um Novo Renault Duster 2016. O trio deixou a fábrica a bordo de dois Renault Mégane RS, desportivo que pode servir de carro madrinha da Stock Car do fim de semana. A quarta etapa da temporada 2015 da categoria nacional vai acontecer no autódromo internacional de Curitiba amanhã.