Jornal dos Desportos

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Director da McLaren contraria Fernando Alonso

23 de Abril, 2015

Bicampeão exaltou trabalho da McLaren e mostra optimismo no GP de Espanha onde espera pontuar e dar pontos à sua escuderia

Fotografia: AFP

Diferente de Fernando Alonso, que previu primeiro grande passo no desenvolvimento do MP4-30 a partir do GP de Espanha, Éric Boullier preferiu ser cauteloso ao dizer que não acredita numa evolução significativa do carro da McLaren para a abertura da temporada europeia, em Maio.

O GP do Bahrein, quarta etapa da temporada 2015 do Mundial de F1, representou o melhor resultado para Fernando Alonso no ano. O espanhol cruzou a linha de chegada da corrida realizada no domingo, em Sakhir, em 11º lugar.

Apesar de mostrar-se preocupado com os problemas de confiabilidade no MP4-30 de Jenson Button, que nem sequer correu no Oriente Médio, o bicampeão mundial exaltou o trabalho da McLaren e demonstrou optimismo ao prever um grande passo a partir do GP de Espanha, a próxima etapa do campeonato, a  10 de Maio. No entanto, Éric Boullier, director de corridas da equipa britânica, desmente  Alonso que tem um discurso de pés assentes no chão.

“Qualquer passo em frente seria bom. Não podemos esperar para dar um grande passo. Esses dias acabaram. Trata-se de mais um caso de melhorias graduais nesta moderna F1”, afirmou o engenheiro francês em entrevista veiculada pelo site ‘Motorsport.com

No entanto, Boullier entende, que mesmo sem dar um grande passo na evolução do MP4-30, é possível ver a sua equipa chegar aos pontos, pela primeira vez, na temporada. A Honda, fornecedora de motores da equipa de Woking, deve entregar uma actualização da sua unidade de força para a etapa de Barcelona, enquanto a própria McLaren trabalha em actualizações pontuais no carro. Por isso, o francês crê que o top-10 é uma meta alcançável.

Alonso, por sua vez, negou que esteja em pânico, por ver a equipa ainda sem condições de lutar por posições de topo e entende que a McLaren já evoluiu de forma significativa desde a primeira corrida do ano, na Austrália, onde o espanhol não correu em razão da pausa médica decorrente do acidente na pré-temporada, em Barcelona — e foi substituído pelo reserva Kevin Magnussen.

“Estamos todos unidos e comprometidos com este projecto. Ninguém está em pânico com este momento difícil, entrar em pânico é algo muito fácil quando se trata de uma situação complicada. Eu prevejo que em Barcelona vamos dar nosso primeiro grande passo, e a potência não influi tanto em Mónaco, então creio que também vamos ter uma boa corrida lá. Minha previsão é que as próximas três corridas serão bem interessantes para nós”, disse.
Alonso não quer “fazer feio” a correr em casa, na prova que abre a fase europeia do Mundial de F1, em 10 de Maio.

“Prometo aos meus fãs fazer tudo para melhorar o desempenho. Os passos que demos desde Melbourne apontam que estamos no rumo certo. Estamos a trabalhar a todo vapor para melhorar a performance para Barcelona. Estou optimista, mesmo ciente de que ainda há muito para ser feito”, falou o piloto da McLaren em entrevista ao site oficial da F1.

NA PRESENTE ÉPOCA
Massa e Nasr
chamam a atenção pela solidez 


Em condições normais,  ainda não deve ser em 2015, que o Brasil vai ter um piloto no alto do pódio da F1, mas ainda assim é possível dizer que o país está bem representado na categoria. Nas primeiras quatro corridas do Mundial, Felipe Massa e o Xará Nasr, fizeram um trabalho satisfatório se considerar as limitações dos equipamentos que têm em mãos.

Levou dois anos, para  o Brasil voltar a ter uma dupla de pilotos, na grelha do Mundial de F1. Depois da saída de Bruno Senna, Felipe Massa seguiu o único representante verde e amarelo na categoria, nos seus últimos anos, a representar a Ferrari. Durante todo esse tempo, o jovem Felipe Nasr ganhava experiência na GP2, chegou a lutar pelo título em 2014. Passada a fase de preparação, o brasileiro de 22 anos, teve o apoio fundamental do Banco do Brasil para representar o país na F1, a correr pela Sauber, ao lado de Massa, que já defendeu as cores da equipa suíço e hoje é a voz da experiência na Williams.

Com a disputa do GP do Bahrein, no último fim de semana, a F1 encerrou a primeira fase da temporada 2015, composta por corridas realizadas na Oceania e Ásia. Curiosamente, foi na prova de domingo em Sakhir, que Massa e Nasr tiveram o desempenho mais discreto do Mundial, graças a uma série de problemas. O resultado no Oriente Médio, na verdade, não reflecte a realidade de ambos neste início de campeonato.

De qualquer forma, Massa pontuou nas quatro provas da temporada até aqui, enquanto Nasr completou todas as corridas e já chegou ao top-10 duas vezes, o que é muito positivo para sua condição de estreante.
Na classificação do campeonato até o momento, os dois brasileiros surgem no rol dos dez primeiros colocados: Massa, cheio de moral com a cúpula da Williams — Rob Smedley acredita que o piloto está na melhor forma desde 2008 — ocupa a quinta colocação do Mundial de Pilotos e soma 31 pontos.

O décimo lugar conquistado na bacia das almas no Bahrein acabou por ser o fiel da balança para mantê-lo à frente do seu companheiro de equipa, Valtteri Bottas, que tem 30 pontos.

 Nasr ocupa o oitavo posto na tabela e acumula 14 pontos, à frente de muito piloto badalado como Romain Grosjean, Nico Hülkenberg, Sergio Pérez e com nove de frente para Marcus Ericsson, com quem divide os boxes da Sauber.

Mercedes quer renovar com Hamilton

A Mercedes quer  de imediato dar início ao processo de renovação com o piloto britânico Lewis Hamilton, que se sagrou campeão do Mundo de Fórmula 1 em 2014.
Conforme avança a imprensa alemã, a escuderia quer prolongar a ligação com o piloto, já que o director da equipa, Toto Wolff, defende que a Mercedes tem “um piloto rápido e um carro rápido”. “Temos uma boa organização e ela vai ter tanto mais sucesso quanto a base que a sustenta seja a longo prazo”, referiu o dirigente alemão, que lembrou que a Ferrari está agora mais perto de rivalizar e pode “desviar” Hamilton no final do Mundial