Jornal dos Desportos

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Dirigente investe em vaca para massificar

Jlio Gaiano, em Benguela - 26 de Agosto, 2019

Fotografia: Jornal dos Desportos

Cansado de promessas \"falhadas\" por parte das entidades do governo e da classe empresarial da província, o presidente e proprietário do Clube Desportivo Bananeiras do Cavaco, de Benguela, Baltazar Roque, empreendeu um feito raro no que respeita à gestão desportiva. Comprou uma vaca leiteira para mitigar as necessidades na sua colectividade desportiva.
Com falta de leite para alimentar os cerca de 100 petizes de 8 a18 anos, 30 dos quais do sexo feminino, a direcção do Bananeira do Cavaco espera poupar alguns valores financeiros que resultem das suas poupanças.
“Pode ser encarado por algumas pessoas, porém, foi a única maneira encontrada, para no mínimo, resolvermos partes das dificuldades  com que nos debatemos no nosso dia-a-dia de trabalho intenso, que desenvolvemos em prol do ténis na província”, justificou.
Baltazar Roque confessou à imprensa, que gostaria de receber do governo provincial outros apoios, para elevar os níveis de trabalho e a participação dos seus garotos em eventos locais, nacionais e, quiçá, a nível internacional.
“É o dever do Estado apadrinhar financeira e materialmente a massificação do desporto nacional. Não estou a inventar nada, antes pelo contrário, estou apenas a exteriorizar a minha posição quanto a esse propósito. Afinal, apoiar o desporto não é fazer favor nenhum, é o cumprimento de um dever social para com as comunidades, logo, faz parte de uma boa governação (…)”, precisou.
Sobre o nível e qualidade de participação da equipa, no campeonato nacional de ténis que se disputou em Luanda de 12 a 18 do corrente, o professor Baltazar Roque considerou positiva, não somente a conquista das três segundas melhores classificações, nas categorias de sub-8; sub-12; e sub-18; também a forma como os atletas se entregaram no certame.
“Gostaria mais, porém ,não foi possível. Ainda assim, damo-nos por satisfeitos, porquanto a rapaziada cumpriu com um dos objectivos preconizados pela direcção, que passava por dignificar o ténis benguelense. Foi o que aconteceu, apesar de competir com raquetes remendados”, realçou o homem-forte da colectividade Bananeira do Cavaco.
O Clube Desportivo Bananeira do Cavaco, de Benguela,  é a par do Clube de Ténis de Benguela, “sobrevivente” das intempéries movidas pela conjuntura. O executivo de Rui Falcão Pinto de Andrade é chamado para interceder ao clamor da sua direcção, que clama por ajuda financeira e materialmente para manter funcional o projecto que apesar de tudo, já constitui referência no mosaico do ténis de campo no país.