Jornal dos Desportos

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Dirigente lamenta descriminao

Gauncio Hamelay no Lubango - 30 de Maio, 2019

Falta de verbas retirou a formao huilana da competio

Fotografia: Contreiras Pipa | Edies Novembro

O secretário-geral da Associação Provincial do Desporto Adaptado na Huíla, Eduardo Samuel José, revelou no Lubango, existirem ainda na província, algumas pessoas que descriminam os atletas paralímpicos na concessão de apoios, para participação em eventos nacionais.

 Eduardo Samuel José apontou, que a recente ausência do Misto de Basquetebol em cadeira de roda da Huíla, no torneio de qualificação para o campeonato nacional, que decorreu na cidade de Malanje no decurso deste mês, por falta de apoios, criou muitos constrangimentos aos atletas, que haviam se preparado para competir.

“Depois de 2 meses de preparação com muito engajamento e trabalho, infelizmente tudo foi abaixo, por culpa de alguns que desprezam ainda essa actividade dos paralímpicos. Eu diria, que ainda há descriminação no desporto, porque há uns que merecem todo cuidado para serem apoiados e outros não. Não é a primeira vez que isso acontece. Nós participamos nos campeonatos nacionais, graças ao empenho do Comité Paralímpico Angolano, que sempre enviou dinheiro para participação desses atletas. Infelizmente, desta vez não foi possível”, lamentou.

 Acrescentou que o Comité Paralímpico Angolano (CPA) também está com problemas financeiras e não foi possível patrocinar ou enviar dinheiro, para que equipa da Huíla pudesse participar nessa prova decorrida em Malanje.

 Eduardo Samuel José, que lamentou profundamente a descriminação existente aos praticantes do desporto adaptado, referiu que, por esse motivo, a província da Huíla, ficou de fora, mais uma vez, da competição de cadeiras de rodas.

 Contou que, na edição passada, a associação teve a felicidade de o secretário-geral do Comité Paralímpico Angolano (CPA), António da Luz, patrocinar a deslocação da equipa huilana a província de Benguela. 

“E desta vez, tínhamos a promessa toda feita do governo provincial, para transportar nossos atletas para província de Malanje. Infelizmente, em cima da hora, não foi possíveis para os nossos atletas estarem na competição por dificuldades financeiras”, frisou.

 O secretário-geral da Associação do Desporto Adaptado na Huíla, disse que, actualmente, o desporto paralímpico é desenvolvido razoavelmente, devido a vários motivos com recursos humanos, materiais, financeiros e outros apoios, que não têm correspondido a realidade do colectivo, além de muitas discrepâncias.

Contudo, avançou Eduardo Samuel José, com esta falta de apoios, desmotiva totalmente os atletas. “Porque o atleta prepara-se para competições e não só para treinar”, contou.Acrescentou que a modalidade de atletismo, infelizmente também está nas mesmas condições da falta de apoios, para suas participações em campeonatos nacionais.

 Neste momento, citou a Huíla trabalha apenas com as modalidades basquetebol em cadeira de rodas e o atletismo. “No basquetebol em cadeira de rodas, estamos com 24 atletas e no atletismo com 18, em ambos os sexos”, descreveu.

Objectivo 
Huíla almeja competir na primeira divisão 


A recuperação da posição, que sempre esteve e voltar a marcar presença nos Campeonatos Nacionais de Basquetebol em cadeiras de rodas da primeira divisão, são, entre outras, as metas traçadas pela Associação do Desporto Adaptado na Huíla.

 Eduardo Samuel José lembrou, que a província da Huíla foi sempre o mentor do desporto paralímpico em Angola em basquetebol em cadeiras de roda e fazia parte da primeira divisão.

 Actualmente, está a competir na segunda divisão de basquetebol em cadeira de rodas por falta de apoios e sempre que há campeonatos nacionais, a Huíla não se faz presente nesses eventos. “Então, vamos tentar recuperar e voltar nos campeonatos nacionais, para estar na primeira divisão. Este é o objectivo da associação”, assegurou.

 Disse que a equipa do Misto da Huíla participou em quase todas primeiras edições da Taça Lwini nos seus campeonatos nacionais. E sagrou-se, pela única vez, campeã nacional durante a disputa da 3ª edição realizada na província do Cuando Cubango. 

 “De 2012 para cá, a equipa foi decaindo aos poucos por falta de apoios diversos e passamos a ocupar a segunda posição”, lamentou.

Garantiu que, em termos de material para a prática de basquetebol em cadeira de rodas, a associação beneficiou há dias de um apoio por parte do Comité Paralímpico Angolano (CPA) de 5 cadeiras e com as 4 já existentes, perfaz 9 cadeiras, o que já dá para fazer duas equipas, para um trabalho positivo no futuro.